domingo, 27 de setembro de 2026

As dunas de gesso do Parque Nacional White Sands, no Novo México, guardam evidências que podem transformar a compreensão sobre a chegada dos primeiros habitantes às Américas.

As dunas de gesso do Parque Nacional White Sands, no Novo México, guardam evidências que podem transformar a compreensão sobre a chegada dos primeiros habitantes às Américas. Em meio à paisagem desértica, 61 pegadas humanas fossilizadas foram encontradas e datadas de aproximadamente 21 mil a 23 mil anos, segundo a datação por radiocarbono de camadas adjacentes de sementes de plantas. A descoberta contrariou a visão predominante de que os humanos teriam chegado à atual América do Norte entre 13 mil e 16 mil anos atrás, vindos da Ásia através da Beríngia, uma antiga ponte terrestre que posteriormente ficou submersa. Segundo a CNN, a história começou em 2009, quando David Bustos, gerente de recursos integrados de White Sands, avistou marcas que pareciam ser pegadas humanas nas margens do antigo Lago Otero. As marcas estavam próximas de pegadas de mamute e apresentavam contornos semelhantes aos de um pé humano. Mesmo assim, Bustos teve dificuldade para convencer outros pesquisadores de que elas poderiam ser tão antigas quanto os rastros dos animais. Alguns chegaram a sugerir que as marcas poderiam ter sido deixadas por um camelo escorregando na lama. Um ano depois, novas pegadas apareceram novamente próximas a rastros de mamute, mas ainda havia dúvidas sobre sua idade. A situação mudou em janeiro de 2016, quando Bustos encontrou pegadas de mamute diretamente sobre pegadas humanas. Para ele, aquilo representava a evidência mais clara até então de que os dois grupos haviam coexistido. Veja a matéria completa no link da bio! 📸 Cortesia do Serviço Nacional de Parques

Expedição de Fernando de Médici

Iniciativa e Liderança: A tentativa de colonização italiana no Brasil no século XVII foi idealizada por Dom Fernando I de Médici, Grão-Duque da Toscana. Em 1608, ele organizou uma expedição rumo ao norte do Brasil liderada pelo capitão inglês Robert Thornton e supervisionada por Sir Robert Dudley. Objetivos Comerciais: O foco principal era o comércio de madeiras nobres entre o Amazonas e a Itália, estabelecendo um entreposto colonial entre terras espanholas e portuguesas no norte da América do Sul. A Rota e os Territórios Pretendidos: Thornton explorou áreas como a bacia do Rio Amazonas, o Rio Orinoco e fez escala em Trinidad. O território visado para a futura colônia abrangia a atual Guiana Francesa, o Amapá e trechos do Pará. Fracasso e Cancelamento: Ao retornar em 1609 com relatórios e pronto para transportar colonos de Livorno e Lucca no galeão Santa Lucia, Thornton descobriu que Fernando I havia falecido no início daquele ano. Seu sucessor, Cosmo II, decidiu cancelar todo o projeto de expansão ultramarina.

Índios da Amazônia adorando o Deus-Sol, arte do Francês François Auguste Biard (1860).

Auguste Biard desembarcou no Brasil em 1858 com um objetivo: fazer contato e registrar as populações indígenas brasileiras. Quando chegou por aqui, com 60 anos, já era um artista experiente: estudou na École des Beaux-Arts [Escola de Belas Artes], em Lyon, sua cidade natal. Na década de 1820, transferiu-se para Paris e, atuando como professor de desenho da Marinha, viajou para Espanha, Grécia, Síria e Egito e até Antártida. Ele alcançou fama como artista, tornando-se retratista oficial da corte francesa. Empreendeu viagens pelo mundo registrando povos e costumes e coletando objetos com interesse antropológico. Com o intuito de encontrar os "habitantes selvagens das florestas", quando chegou ao Brasil, Biard permaneceu por algum tempo no Rio de Janeiro, o suficiente para organizar uma viagem maior até o Pará e o Amazonas. O artista, inclusive, foi convidado a se tornar professor da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), mas recusou o convite. Da viagem à região amazônica, resultou no livro de relatos Deux Années au Brésil [Dois anos no Brasil], publicado em 1862, depois de retornar a Paris. A publicação é ilustrada com gravuras de Edouard Riou com base nos desenhos de Biard. Da viagem Riou também fez pinturas, como Índios da Amazônia Adorando o Deus-Sol, de 1860, que integra o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e está disponível na Brasiliana Iconográfica. Biard não produziu a pintura pela observação direta, mas por meio de relatos contados por pessoas com as quais se encontrou no Amazonas. Em um trecho de Deux Années au Brésil, fez o seguinte comentário: "[O índio] João me contou também que índios habitantes acima das cataratas do Madeira dirigem preces ao sol, como faziam os antigos peruanos".

Em um dia como hoje, 25 de setembro de 1930, a Paraíba adotava oficialmente a bandeira rubro-negra que ficaria conhecida como Bandeira do “Négo”. 

A mudança ocorreu por meio da Lei Estadual nº 704, aprovada pela Assembleia Legislativa em meio à intensa crise política que marcou a Paraíba e o Brasil naquele ano, após o assassinato do então presidente do estado, João Pessoa, em 26 de julho de 1930.  A nova bandeira tinha dois terços na cor vermelha e um terço na cor preta, este último junto ao mastro. Na parte vermelha aparecia, em letras brancas, a palavra “Négo”, forma grafada originalmente com acento na lei de 1930.  A palavra fazia referência ao verbo “negar”, associada à posição política de João Pessoa diante da candidatura de Júlio Prestes, apoiada pelo então presidente da República, Washington Luís. O vermelho e o preto também passaram a ser associados, respectivamente, à Aliança Liberal e ao luto pela morte de João Pessoa.  A aprovação da nova bandeira, porém, não ocorreu sem resistência. O então presidente da Paraíba, Álvaro de Carvalho, vetou o projeto em 23 de setembro, argumentando, entre outras coisas, que a proposta representava uma “criação de partido” e que a palavra “Négo” não constituía um símbolo histórico do estado. A Assembleia derrubou o veto e a Lei nº 704 foi promulgada em 25 de setembro.  📚 Fontes:  A União — edição de 25 de setembro de 1930  Paraíba Criativa — O termo “Nego” na bandeira da Paraíba  Assembleia Legislativa da Paraíba — história do Parlamento e da bandeira estadual

Os Prisioneiros de guerra alemães de Stalin

Na primavera de 1945, colunas de prisioneiros alemães marchavam rumo ao leste, depois da queda de Königsberg — a antiga capital da Prússia Oriental, a joia do extremo alemão que foi a primeira grande cidade a tombar diante do Exército Vermelho. Marchavam derrotados, famintos, de olhos fundos. Marchavam sem saber que, para a maioria, aquele caminho seria sem volta. Stalin queria que aqueles homens pagassem pelo estrago da guerra. Que os soldados da Wehrmacht, que haviam devastado cidades, queimado vilas e reduzido a Rússia a escombros, trabalhassem agora para reconstruí-la. A guerra entregou à União Soviética cerca de 3 milhões de soldados alemães. Os arquivos de Moscou registram que pelo menos 381 mil morreram em campos administrados pelo NKVD. Mas os números apurados por historiadores alemães são ainda mais brutais: de 3,06 milhões capturados, entre 1,09 e 1,1 milhão jamais retornaram. Os que sobreviveram foram lançados em minas, canteiros de obras, ferrovias, barragens, portos e fábricas. Forçados a reconstruir aquilo que haviam destruído, ergueram casas para abrigar famílias soviéticas enquanto eles mesmos viviam em barracões fétidos. Subnutridos, doentes, quebrados por dentro, carregariam para sempre os fantasmas de cativeiros que a sociedade preferiu esquecer. E os últimos deles só cruzariam de volta a fronteira em 1956, mais de uma década depois do fim da guerra. Texto de Paulo Henrique Máximo Lacerda – A História Esquecida

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Doenças que deixaram marcas na história

O seu sobrenome aparece nessa história?

O dia dos mil mortos

Recentemente, um grupo de pesquisadores decidiram descobrir qual seria a temperatura corporal do rei dos dinossauros, o T. rex.

Conhecido por sua mandíbula poderosa e seus curtos braços, os Tiranossauros rex viveram no final do Período cretáceo (143,1 milhões a 66 milhões de anos atrás), foi um dos maiores dinossauros carnívoros que já existiu.  Sua alimentação era mista, ia desde presas frescas que corriam atrás a até corpos em decomposição que encontrava pelo caminho. Mas para tudo isso, não era possível ser um animal que se aquecia conforme a luz solar, como os répteis modernos. Daí então surgiu a dúvida: Qual era a temperatura do sangue dos T. rex? A resposta estava justamente nas suas melhores armas, os dentes.  Através de diferentes isótopos, os cientistas puderam calcular formações de elementos químicos no esmalte do dente dos T. rex que comprovasse a temperatura corporal deles. Isótopos raros e pesados de carbono e oxigênio se ligam de maneira diferente no esmalte dentário dependendo da temperatura.  Nesse sentido, em animais de sangue frio, as ligações entre esses isótopos é maior do que em animais de temperatura quente. Ou seja, animais endotérmicos, que podem regular sua própria temperatura corporal, têm menos ligações químicas em seus dentes do que animais de sangue frio, ou ectotérmicos, que dependem de seu ambiente para se aquecer.  Partindo disso, os cientistas descobriram que ao medir as ligações no dióxido de carbono (CO2) emitidas ao dissolver pequenas amostras dos dentes de T. rex, poderiam calcular qual seria, em média, a temperatura do corpo do rei dos dinossauros.  De acordo com Randon Flores, um geólogo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), e seus colegas que escreveram o artigo publicado na Science Advances, a temperatura corporal dos T. rex era de 36,3 graus Celsius. Ou seja, extremamente semelhante a dos humanos e dos elefantes.  Veja a matéria completa no link da bio!  📷 Getty Images  #temperatura #Trex #curiosidades #noticias  Referências Fonte da publicação: Perfil do Instagram ⁠@aventurasnahistoria⁠.  Artigo científico citado: FLORES, Randon et al. The body temperature of Tyrannosaurus rex. Science Advances, 2026. DOI: 10.1126/sciadv.aeb7653.

Em junho de 1893, Antônio Conselheiro chegou a um povoado às margens do rio Vaza-Barris, no interior da Bahia. Andava pelo sertão havia 20 anos. Rebatizou o lugar de Belo Monte.

O Brasil conheceria pelo nome antigo: Canudos. Chegou gente de todo o Nordeste. Sertanejos sem terra, pessoas libertas pela abolição de 1888 e famílias que a seca tinha empurrado para longe de casa. Ali eles tocaram roças e criaram rebanhos. Boa parte do que se produzia era repartida entre todos. Entre 1896 e 1897, a República mandou 4 expedições militares contra o arraial. As 3 primeiras foram derrotadas pelos próprios moradores. A quarta cercou o lugar com batalhões de infantaria e canhões. O fim veio em 5 de outubro de 1897. E aqui está o detalhe que quase ninguém conta. Antes de destruir tudo, o Exército contou as casas. Registrou 5.221 habitações. Depois multiplicou por 5 moradores cada uma e chegou ao número que todo livro repete até hoje: 25 mil habitantes. Isso faria de Canudos a segunda cidade mais populosa da Bahia, atrás apenas de Salvador. Só que censo não houve. Foi uma conta de multiplicação. O historiador José Calasans, uma das maiores autoridades brasileiras sobre o assunto, contestou esse número. Para ele, o Exército inflou a contagem para justificar diante da opinião pública por que tantos meses de guerra tinham dado errado. Ou seja: o número mais famoso sobre Canudos foi produzido por quem destruiu Canudos. E tem o fim da história, que é o mais estranho de todos. A ideia de represar o Vaza-Barris bem ali nasceu ainda no governo de Getúlio Vargas. A obra começou em 1951 e o açude Cocorobó ficou pronto em 1968. O antigo arraial ficou embaixo d'água. Em anos de seca forte, quando o nível do açude baixa, as ruínas voltam a aparecer. Você aprendeu sobre Canudos na escola? Referências * Fonte da publicação: Perfil do Instagram @historiailtda. * Historiador citado: CALASANS, José. (Obras e pesquisas sobre a Guerra de Canudos e o número de habitantes do arraial de Belo Monte).

Forro dos Quatro Continentes. Um dos destaques no pavimento superior da antiga Casa de Intendência e Fundição de Sabará.

A imagem sugere as quatro partes do mundo como quatro alegorias, personificando os territórios em questão. Sao muito parecidas com as gravuras das alegorias de Europa, África, Ásia e América representadas no clássico Iconologia, de Cesare Ripa. Serge Gruzinski comenta que já no século XVI: "Assim como as imagens, os livros impressos na Europa dão a volta ao mundo e ultrapassam as fronteiras da monarquia católica. Um exemplar do Teatro do mundo, do geógrafo antuerpiense, Abraham Ortelius, chega ao Japão, antes de ser oferecido ao imperador da China, por Matteo Ricci. (...) As conquistas exteriores tanto quanto a navegação, o desvio da tradição imperial assim como o expansionismo ibérico, as ambições universalistas do cristianismo, a ostentação das riquezas contribuíram assim para forjar uma outra abordagem do mundo, doravante concebido como um conjunto de terras ligadas entre si e submetidas a um mesmo príncipe. A mobilização dos imaginários nutriu-se também das esperanças messiânicas e militaristas que sustentam os empreendimentos de Cristóvão Colombo, as políticas dos reis católicos e do rei de Portugal, dom Manuel, antes de aflorar nas especulações ligadas à figura imperial de Carlos Quinto e a de seu sucessor Felipe. (...) É nesse contexto que o termo mundo surge nas penas mais diversas." 5 dias atrás Fontes e Referências Perfil de Origem: ⁠brasilis_regnum⁠ Obra Histórica / Pintura: Forro dos Quatro Continentes (1782), de Marcelino José de Mesquita. Local de Preservação / Acervo: Museu do Ouro (antiga Casa de Intendência e Fundição), Sabará – Minas Gerais. Obras e Obras Literárias Citadas no Texto: RIPA, Cesare. Iconologia. ORTELIUS, Abraham. Teatro do mundo (Theatrum Orbis Terrarum). Autor / Historiador Citado: GRUZINSKI, Serge. Personagens Históricos Mencionados: Matteo Ricci, Cristóvão Colombo, D. Manuel I (Rei de Portugal), Carlos Quinto (Carlos V) e Felipe.

O Brasão do Império do Brasil

Em 18 de setembro de 1822, onze dias após a proclamação da independência do Brasil, o Príncipe Real Dom Pedro assinou um decreto instituindo as armas do Brasil, afirmando: "... Será d'ora em diante o Escudo deste Reino do Brasil, em campo verde huma esphera Armilar de ouro atravessada por uma Cruz da Ordem de Christo, sendo circulada a mesma Esphera de dezenove Estrelas de prata em uma orla azul; e firmada a Coroa Real Diamantina sobre o Escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos das plantas de Caffé e Tabaco, como Emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor e ligados na sua parte inferior pelo Laço da Nação. A Bandeira Nacional será composta de hum parallelogramo verde e nelle inscripto hum quadrilátero rhomboidal côr de ouro, ficando no centro deste Escudo das Armas do Reino do Brasil." O brasão mantinha diversos elementos lusitanos, denotando o vínculo histórico que ainda se reconhecia com a antiga metrópole. A esfera armilar, utilizada desde o século XVII no estandarte pessoal dos príncipes do Brasil, foi mantida como emblema do País. A cruz da Ordem de Cristo, que já encimava o dístico da antiga bandeira principesca, foi mantida por trás da esfera. Em verdade, a combinação da cruz da Ordem de Cristo sob a esfera armilar já vinha sendo usada no Brasil desde, pelo menos, 1700, no anverso das moedas cunhadas na colônia. Como inovação, costuma-se apresentar o listel azul orlado de prata, carregado de dezenove estrelas igualmente prateadas, a representar as províncias de então. A suportar o brasão havia um ramo de cada lado: um de café, frutificado, e outro de fumo, florido, representando as culturas que começavam a se destacar na produção agrícola nacional. Em conformidade com o estandarte pessoal do príncipe real, que posteriormente viria a ser o pavilhão imperial, são respeitadas no brasão aquelas que se manteriam como as cores nacionais do Brasil até os dias atuais: o verde, em referência à casa de Bragança, da qual pertencia D. Pedro I, e o amarelo, em referência à casa de Habsburgo, da qual pertencia D. Leopoldina. Fontes e Referências * Perfil / Veículo de Origem: brazil_imperial (@brazil_imperial) * Documento Histórico Citado: Decreto de 18 de setembro de 1822, assinado por D. Pedro I, que instituiu o Escudo e a Bandeira do Reino/Império do Brasil. * Simbolismos e Elementos Heráldicos: * Verde e Amarelo: Representação das casas dinásticas Bragança (D. Pedro I) e Habsburgo (D. Leopoldina). * 19 Estrelas de Prata: Representavam as 19 províncias do Brasil na época da independência. * Ramos de Café e Tabaco: Representação dos principais produtos da produção agrícola e riqueza comercial nacional. * Esfera Armilar e Cruz da Ordem de Cristo: Símbolos e herança lusitana presentes no imaginário e nas moedas do Brasil desde a época colonial.

Em 18 de setembro de 1822, onze dias após a proclamação da independência do Brasil, o Príncipe Real Dom Pedro assinou um decreto instituindo as armas do Brasil, afirmando

Será d'ora em diante o Escudo deste Reino do Brasil, em campo verde huma esphera Armilar de ouro atravessada por uma Cruz da Ordem de Christo, sendo circulada a mesma Esphera de dezenove Estrelas de prata em uma orla azul; e firmada a Coroa Real Diamantina sobre o Escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos das plantas de Caffé e Tabaco, como Emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor e ligados na sua parte inferior pelo Laço da Nação. A Bandeira Nacional será composta de hum parallelogramo verde e nelle inscripto hum quadrilátero rhomboidal côr de ouro, ficando no centro deste Escudo das Armas do Reino do Brasil." O brasão mantinha diversos elementos lusitanos, denotando o vínculo histórico que ainda se reconhecia com a antiga metrópole. A esfera armilar, utilizada desde o século XVII no estandarte pessoal dos príncipes do Brasil, foi mantida como emblema do País. A cruz da Ordem de Cristo, que já encimava o dístico da antiga bandeira principesca, foi mantida por trás da esfera. Em verdade, a combinação da cruz da Ordem de Cristo sob a esfera armilar já vinha sendo usada no Brasil desde, pelo menos, 1700, no anverso das moedas cunhadas na colônia. Como inovação, costuma-se apresentar o listel azul orlado de prata, carregado de dezenove estrelas igualmente prateadas, a representar as províncias de então. A suportar o brasão havia um ramo de cada lado: um de café, frutificado, e outro de fumo, florido, representando as culturas que começavam a se destacar na produção agrícola nacional. Em conformidade com o estandarte pessoal do príncipe real, que posteriormente viria a ser o pavilhão imperial, são respeitadas no brasão aquelas que se manteriam como as cores nacionais do Brasil até os dias atuais: o verde, em referência à casa de Bragança, da qual pertencia D. Pedro I, e o amarelo, em referência à casa de Habsburgo, da qual pertencia D. Leopoldina. Fontes e Referências * Perfil / Veículo de Origem: brazil_imperial (@brazil_imperial) * Documento Histórico Citado: Decreto de 18 de setembro de 1822, assinado por D. Pedro I, que instituiu o Escudo e a Bandeira do Reino/Império do Brasil. * Simbolismos e Elementos Heráldicos: * Verde e Amarelo: Representação das casas dinásticas Bragança (D. Pedro I) e Habsburgo (D. Leopoldina). * 19 Estrelas de Prata: Representavam as 19 províncias do Brasil na época da independência. * Ramos de Café e Tabaco: Representação dos principais produtos da produção agrícola e riqueza comercial nacional. * Esfera Armilar e Cruz da Ordem de Cristo: Símbolos e herança lusitana presentes no imaginário e nas moedas do Brasil desde a época colonial.

O homem que descobriu o mistério das Pérolas

E de uma pergunta aparentemente simples nasceu o sonho que mudaria a sua vida — por que algumas ostras produzem pérolas e outras não? Foram 15 anos de tentativas, fracassos e recomeços. Tempestades destruíram seus criadouros, o calor matou milhares de ostras, e muitos riam dele, chamando-o de louco. Mas Mikimoto tinha um segredo que o sustentava: a força da mulher que estava ao seu lado. Em meio à pobreza, ela lhe disse uma frase que se tornou o combustível da sua perseverança: "Eu empurro o carro, e você continua com as pérolas." Então, em 28 de setembro de 1893, após implantar um núcleo em 5.000 ostras, o impossível aconteceu. Sua esposa abriu uma concha e lá estava ela: a primeira pérola cultivada da história, perfeita, luminosa, eterna. Naquele instante, Mikimoto não apenas realizou um sonho — ele mudou para sempre o mundo das joias. O Japão, graças a sua ousadia e resiliência, tornou-se uma potência na produção de pérolas. De filho de um humilde vendedor de arroz a pai das pérolas cultivadas, Mikimoto deixou um legado que une ciência, paciência e coragem. Um homem que provou ao mundo que até os sonhos mais impossíveis podem brilhar. Via pagina Sobre Literatura. Fontes e Referências * Perfil / Veículo de Origem: História Esquecida (@historiaesquecida) * Fonte do Conteúdo Citada: Página Sobre Literatura * Personagem Histórico: Kokichi Mikimoto (1858–1954), empresário japonês creditado por criar a primeira pérola cultivada e fundar a empresa de joias Mikimoto. * Local e Data do Marco Histórico: Toba, Prefeitura de Mie, Japão (28 de setembro de 1893).

Em um dia como hoje, 19 de setembro de 1972, nascia, em Campina Grande, o radialista e comunicador paraibano Emerson Machado Lima, conhecido pelo apelido de Môfi. 

Desde jovem ligado à comunicação, Môfi construiu sua trajetória principalmente no rádio e na televisão paraibanos, tornando-se conhecido pela atuação como repórter e apresentador de programas de caráter popular e policial.  Ao longo de sua carreira, trabalhou em diferentes emissoras e teve uma longa parceria profissional com Samuka Duarte. Os dois começaram a trabalhar juntos na antiga Tambaú FM e posteriormente passaram por outras emissoras, chegando ao Sistema Correio. A dupla ganhou projeção na televisão paraibana com o programa Cidade em Ação, exibido pela TV Arapuan no final dos anos 2000.  Em 2010, Môfi e Samuka Duarte foram contratados pelo Sistema Correio, onde continuaram a trabalhar juntos no rádio e na televisão. A parceria durou cerca de 18 anos, tornando-se uma das mais conhecidas do rádio popular paraibano.  Môfi também ganhou grande presença nas redes sociais. Em 19 de setembro de 2021, no dia em que completou 49 anos, alcançou a marca de 1 milhão de seguidores no Instagram, segundo veículos de imprensa paraibanos.  Em 2018 e 2022, afastou-se temporariamente da atividade de comunicação para disputar eleições para deputado federal e estadual, respectivamente.  Fontes e Referências Perfil / Veículo de Origem: Memórias Paraibanas (⁠@memoriasparaibanas⁠)  Veículos de Imprensa e Emissoras Mencionados: Tambaú FM  TV Arapuan (Programa Cidade em Ação)  Sistema Correio de Comunicação  Veículos da imprensa paraibana

A região que corresponde ao atual território do Peru já teve um dos maiores impérios da América pré-colombiana, o chamado Império Inca, cuja riqueza despertou a cobiça dos conquistadores espanhóis no século 16.

No início da década de 1530, o grande governante local era Atahualpa, que, capturado e percebendo que corria risco de ser morto, decidiu oferecer um resgate aos inimigos. Assim, utilizando-se de um pedaço de giz, o imperador marcou nas paredes do cômodo onde estava uma altura de aproximadamente dois metros.  A proposta era preencher aquele espaço com ouro e, posteriormente, encher a mesma sala — cujas dimensões eram de cerca de 5 por 6,7 metros — duas vezes com prata em até um ano. É claro que o conquistador Francisco Pizarro, sedento por riquezas, aceitou o acordo.  Com isso, súditos de Atahualpa retiraram objetos preciosos de locais como templos e palácios, espalhados por diferentes partes do império, para reunir o pagamento. Foi um esforço imenso, mas quatro meses antes do prazo a quantidade exigida havia sido alcançada. Só que o outro lado não cumpriu com o combinado: para o azar do imperador, mesmo com o tesouro em mãos, Pizarro ordenou no fim a execução do governante.  Veja a matéria completa no link da bio!  📷 Getty Images  #tesouro #incas #historia #Peru  Fontes e Referências Perfil / Veículo de Origem: Aventuras na História (⁠@aventurasnahistoria⁠)  Crédito de Imagem Citado: Getty Images  Personagens e Contexto Histórico Citados: Atahualpa: Último imperador inca.  Francisco Pizarro: Conquistador espanhol responsável pela captura de Atahualpa.  Quarto do Resgate (El Cuarto del Rescate): Evento histórico ocorrido na cidade de Cajamarca, Peru, por volta de 1532–1533.

Aqui está a transcrição do texto contido nas imagens: maiscaririce Uma nova espécie de fóssil de araucária, que viveu há aproximadamente 120 milhões de anos, foi batizada por pesquisadores em homenagem a Menina Benigna, mártir cearense beatificada em 2022 pela Igreja Católica. Com o nome Araucaria benignae, o fóssil foi encontrado na região do Cariri. 

Aqui está a transcrição do texto contido nas imagens: maiscaririce Uma nova espécie de fóssil de araucária, que viveu há aproximadamente 120 milhões de anos, foi batizada por pesquisadores em homenagem a Menina Benigna, mártir cearense beatificada em 2022 pela Igreja Católica. Com o nome Araucaria benignae, o fóssil foi encontrado na região do Cariri.  A unidade geológica onde o fóssil foi preservado fica na Bacia do Araripe e está situada perto dos municípios de Nova Olinda, Santana do Cariri e Crato. A espécie foi encontrada em uma coleção de fósseis repatriados da França em 2024.  A investigação paleobotânica inclui pesquisadores e instituições brasileiras, como Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além das instituições da Alemanha, como o Museu de História Natural de Chemnitz.  A descrição da nova espécie amplia o conhecimento sobre a diversidade de araucárias que habitaram a região do Cariri no período do Cretáceo, que compreende os acontecimentos no planeta entre 65 a 145 milhões de anos.  O epíteto benignae corresponde à forma latina e significa "de Benigna" ou "dedicada a Benigna". A homenagem é para Benigna Cardoso da Silva, que nasceu e viveu na cidade de Santana do Cariri. Ela foi brutalmente assassinada aos 13 anos, após recusar ter relações sexuais com um rapaz.  A recusa de Benigna transformou a jovem em símbolo para os devotos, sendo referência de resistência contra o feminicídio e a violência contra crianças e adolescentes. Em 2022, a Menina Benigna se tornou a primeira beata do Ceará e quarta mártir brasileira reconhecida pela Igreja Católica.  Conforme a Secretaria de Cultura, Turismo e Romarias de Santana do Cariri, o holótipo (espécime físico ou ilustração) do fóssil permanece no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, que fica no município.  "Além de levar o nome de Benigna para o universo científico, o próprio exemplar que representa a nova espécie permanece fisicamente ligado ao território onde a jovem nasceu e viveu", informou.  Leia a matéria completa em maiscariri.com  Fonte: g1 CE  #meninabenigna #santanadocariri #crato  Fontes e Referências Fonte Primária Citada na Publicação: g1 CE  Portal de Notícias Mentionado: maiscariri.com  Instituições Envolvidas na Pesquisa: Universidade Regional do Cariri (URCA)  Universidade Federal do Ceará (UFC)  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)  Museu de História Natural de Chemnitz (Alemanha)  Local de Guarda do Fóssil (Holótipo): Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (Santana do Cariri - CE)

Arpões de 5 mil anos estão revelando um capítulo surpreendente da história do litoral brasileiro.

Pesquisadores analisaram restos de cetáceos e artefatos provenientes de sambaquis da região da Baía da Babitonga, em Santa Catarina, conservados em coleções arqueológicas. Entre os materiais estavam grandes peças trabalhadas em osso de baleia. Estudos zooarqueológicos, moleculares e datações por radiocarbono identificaram algumas delas como partes de arpões usados há cerca de 5 mil anos. Os artefatos foram produzidos principalmente a partir de ossos de grandes cetáceos, incluindo baleias-francas-austrais e jubartes. A descoberta é importante porque indica que populações sambaquieiras possuíam tecnologia marítima especializada para explorar grandes animais marinhos muito antes do contato europeu. Os pesquisadores consideram que o conjunto de evidências é compatível com a caça ativa de grandes baleias, embora reconheçam que animais encalhados também poderiam ter sido aproveitados. Isso coloca o sul do atual Brasil entre as regiões com algumas das evidências mais antigas conhecidas de exploração de grandes baleias. E pensar que parte dessa história permaneceu durante décadas dentro de coleções de museu. 💬 Você imaginava que comunidades do litoral brasileiro dominavam esse tipo de tecnologia há 5 mil anos? 📚 Quer conhecer melhor os povos que habitavam o território brasileiro milhares de anos antes da chegada dos europeus? Uma ótima indicação é "Pré-história do Brasil", de Pedro Paulo Funari e Francisco Silva Noelli. O livro apresenta as antigas populações do território brasileiro, suas culturas e descobertas arqueológicas, além de explicar como a arqueologia reconstrói esse passado. 👉 Confira na Amazon pelo link indicado abaixo. https://link.amazon/B05hv0yyo Fontes e Referências Citadas no Texto * Livro Recomendado: FUNARI, Pedro Paulo; NOELLI, Francisco Silva. Pré-história do Brasil. * Link Externo: https://link.amazon/B05hv0yyo

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Em 1792, a França Revolucionária Adotou a Guilhotina

O Monumento em Memória a Francisco Varhagen

A origem do termo "lavagem de dinheiro" remonta ao contexto da máfia nos Estados Unidos durante o início do século XX, especialmente nas décadas de 1920 e 1930.

A expressão está associada às atividades de gângsteres notórios, como Al Capone, e ao uso de lavanderias em Chicago como fachada para operações ilegais. Na época da Lei Seca, quando a venda de álcool era proibida nos EUA, o crime organizado se expandiu com o contrabando de bebidas alcoólicas. Os mafiosos precisavam de uma forma de legitimar o dinheiro obtido dessas atividades ilegais, e as lavanderias automáticas (lavanderias self-service) surgiram como uma solução. Essas lavanderias, que geralmente operavam com dinheiro vivo, forneciam uma maneira eficaz de "esconder" a origem ilícita do dinheiro, misturando os lucros do crime com os rendimentos legítimos das operações comerciais. O termo "lavagem de dinheiro" se consolidou com a ideia de "limpar" o dinheiro sujo — ou seja, transformar fundos obtidos ilegalmente em aparentes rendimentos legítimos. Embora a prática seja muito mais antiga, foi esse esquema específico que deu nome à técnica. Com o passar do tempo, o conceito de lavagem de dinheiro se expandiu para descrever qualquer processo utilizado para disfarçar a origem de fundos ilegais, utilizando negócios de fachada ou complexos esquemas financeiros 📚 Referências: * Perfil de origem: @historiaesquecida (Instagram) * Contexto Histórico: Lei Seca nos Estados Unidos (18ª Emenda à Constituição dos EUA, 1920–1933) e as operações de Al Capone e da Máfia de Chicago. * Conceito Jurídico/Económico: Origem etimológica e histórica do termo "lavagem de dinheiro" (money laundering).

Em 20 de setembro de 1898, Santos Dumont realizou em Paris um dos primeiros voos de sua trajetória como inventor.

O voo fazia parte dos experimentos de Dumont para solucionar um dos principais problemas da navegação aérea na época: os balões tradicionais dependiam das correntes de vento e não permitiam ao piloto controlar efetivamente sua direção.  O Nº 1 tinha aproximadamente 25 metros de comprimento e era equipado com um motor de combustão interna. Durante o primeiro teste, porém, o aparelho enfrentou dificuldades e acabou sendo obrigado a pousar de emergência. Mesmo assim, o experimento demonstrou que a combinação entre balão e motor poderia tornar possível uma aeronave dirigível.  Nos anos seguintes, Dumont aperfeiçoou seus projetos e construiu outros dirigíveis. Em 1901, com o Nº 6, conquistou o Prêmio Deutsch, após contornar a Torre Eiffel e retornar ao ponto de partida em menos de 30 minutos.  Os experimentos realizados a partir de 1898 ajudaram a transformar Santos Dumont em uma das figuras pioneiras da história da aviação. Seu trabalho com dirigíveis foi fundamental para o desenvolvimento das aeronaves motorizadas e controláveis no início do século XX.  📚 Referências: Perfil de origem: @aventurasnahistoria (Instagram)  Contexto Histórico: Dirigível Nº 1 de Santos Dumont (1898): Primeiro voo de um balão com motor a gasolina realizado por Alberto Santos Dumont em Paris, França.  Prémio Deutsch de la Meurthe (1901): Prémio conquistado por Santos Dumont com o dirigível Nº 6 ao descolar de Saint-Cloud, contornar a Torre Eiffel e regressar ao local de partida em menos de 30 minutos.  Figura Histórica: Alberto Santos Dumont (1873–1932), pioneiro da aviação.

“Dom Pedro II em Uruguaiana” pintura de Edouard Vienot, 1868. 

O Imperador do Brasil usando um tradicional Poncho Gaúcho, testemunhou a rendição do Exército Paraguaio em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, encerrando a fracassada invasão paraguaia em terras gauchas em 1865.  "Em Junho de 1865, quando se teve no Rio de Janeiro a notícia da invasão do Rio Grande do Sul pelas forças paraguaias do Coronel Estigarribia, o Imperador não hesitou: decidiu partir imediatamente para a fronteira, apesar dos protestos de seus ministros. Ele entendia que o seu lugar, como chefe de Estado e como Brasileiro  Pela primeira vez êle ia pôr-se em contato com um exército inimigo. Ninguem esperava, é claro, que o fôsse combater em pessôa. Sería expôr a um perigo desnecessario as proprias instituições monarquicas, nele encarnadas.  Ao assistir a rendição dos Paraguaios em Uruguaiana apresentou-se no acampamento do exército como o primeiro Voluntário da Pátria, utilizando essa estratégia política para servir de exemplo tanto aos militares ali estacionados, quanto ao resto do Brasil.  Dom Pedro II tinha consciência do passado revoltoso da província, que até 20 anos antes não poderia ser entendida como bem adaptada e pertencente ao Império, sabendo da influência das rusgas locais sobre o fracasso da defesa militar e a insubordinação dos Comandantes Superiores.  Muitos dos líderes militares sul-riograndenses que defenderam o Império na Guerra do Paraguai e escreveram seu nome na História do país foram, durante a Revolta Farroupilha, comandantes separatistas e contrários às políticas da monarquia.  No acampamento militar, quando o monarca já havia chegado a Uruguaiana, as recepções tiveram continuidade: as tropas aliadas prestaram reverências, assim como os presidentes das Repúblicas aliadas. Os Comandantes Superiores e outros personagens políticos do Império, os mesmos envolvidos nas antigas rusgas que influenciaram a catástrofe da defesa em Uruguaiana, neste momento mudaram drasticamente seu comportamento.  📚 Referências: Perfil de origem: @brazil_imperial (Instagram)  Obra de arte referenciada: VIENOT, Édouard. Dom Pedro II em Uruguaiana (1868).  Contexto Histórico: Cerco de Uruguaiana (1865) na Guerra do Paraguai; e a Revolta Farroupilha / Guerra dos Farrapos (1835–1845).

Em 6 de setembro de 1781, o navio negreiro Zong deixou a África carregando cerca de 442 africanos escravizados.

Durante a viagem, a falta de água, as doenças e a fome fizeram dezenas de pessoas morrerem. No fim de novembro, cerca de 62 africanos já haviam perdido a vida. Ao entrar em uma região do Atlântico conhecida como "Doldrums", marcada pela falta de ventos, a situação piorou ainda mais. 🌊 Com a água acabando, o capitão Luke Collingwood tomou uma decisão brutal: ordenou que africanos fossem lançados ao mar para reduzir a "carga" do navio e permitir que seus proprietários tentassem receber o dinheiro do seguro. Homens, mulheres e crianças foram jogados vivos no oceano. Alguns estavam algemados e tiveram bolas de ferro presas aos pés. Cerca de 10 pessoas, diante da escolha entre serem empurradas ou morrer tentando resistir, saltaram por conta própria. 🖤🌊 Quando o Zong chegou à Jamaica, apenas cerca de 208 africanos haviam sobrevivido. Mais da metade das pessoas que haviam embarcado na África estava morta. Os proprietários do navio então entraram com um pedido de indenização pelo "prejuízo" causado pelas mortes. O caso chegou aos tribunais britânicos e revelou algo ainda mais cruel: os africanos mortos eram tratados juridicamente como uma carga que poderia ser "descartada" e segurada. O episódio provocou indignação entre os abolicionistas e se tornou um dos casos mais conhecidos da história do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O que aconteceu no Zong não foi simplesmente uma perda de "carga". Foi um massacre. 🖤⛓️ 📚 Referências: * Perfil de origem: @afrohypee (Instagram) * Caso Histórico: Gregson v. Gilbert (1783) — Processo judicial relativo ao massacre do navio negreiro Zong. * Figuras Históricas Mencionadas: Capitão Luke Collingwood e a tripulação do navio Zong. * Impacto Histórico: Movimento Abolicionista Britânico (Século XVIII), destacando-se as denúncias de Olaudah Equiano e Granville Sharp sobre o massacre.

No brasão apareciam 16 estrelas, correspondentes ao número de comarcas existentes na Paraíba naquele período, além da inscrição "5 de agosto de 1585", data então considerada como a da fundação da Paraíba. Sobre o escudo havia ainda uma estrela vermelha com um barrete frígio, símbolo associado aos ideais republicanos. 

A bandeira verde e branca permaneceu como símbolo oficial do estado por cerca de 15 anos. Em 7 de novembro de 1922, durante o governo de Sólon de Lucena, a Lei nº 553 extinguiu os símbolos estaduais, seguindo um movimento nacional de valorização exclusiva dos símbolos da República.  Anos depois, em 1930, a Paraíba adotaria a bandeira rubro-negra que, com alterações posteriores, permanece como seu principal símbolo estadual. A antiga bandeira verde e branca, entretanto, voltou a ter uso institucional: em 1971, o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) adotou-a como sua bandeira oficial.  Assim, a bandeira de 1907 ocupa um lugar particular na história da simbologia paraibana: foi a primeira bandeira oficial do estado durante a República e antecedeu tanto a atual bandeira rubro-negra quanto as transformações políticas e simbólicas ocorridas na Paraíba a partir de 1930.  📚 Fontes do texto (Perfil @memoriasparaibanas): Legislação Estadual: Lei Estadual nº 266 (21/09/1907): Instituiu a primeira bandeira oficial do Estado da Paraíba no período republicano (governo de Valfredo Leal). Lei Estadual nº 553 (07/11/1922): Extinguiu a bandeira e os símbolos estaduais paraibanos (governo de Sólon de Lucena). Lei Estadual nº 704 (25/09/1930): Adotou a bandeira rubro-negra ("Bandeira do Nego") como novo símbolo estadual. Instituições e Acervos: Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP): Adotou formalmente a antiga bandeira de 1907 como a sua bandeira institucional em 1971.

Mapa do Brasil do Atlas de Sebastião Lopes, 1565. Parte de um atlas náutico de 24 cartas, mantido na Biblioteca Newberry, Chicago, EUA.

A iluminura referente ao pau-brasil da Carta do Brasil no Atlas de Sebastião Lopes, de cerca de 1565, é a mais elaborada da época. A cor vermelha do cerne do pau-brasil também pode ser observada nos tocos e na árvore que o índio está cortando, possivelmente já usando um machado de metal que fora trocado por pau-brasil. O corte do pau-brasil para a obtenção de sua madeira e sua resina (extraída para uso como tintura em manufaturas de tecidos de alto luxo) foi a primeira atividade económica dos colonos portugueses na recém-descoberta Terra de Santa Cruz, no século XVI e que a abundância desta árvore no meio a imensidão das florestas inexploráveis teria conferido à colónia o nome de Brasil. Na realidade, no século XV uma árvore asiática semelhante, Biancaea sappan com o mesmo nome Brasil, já era usada para os mesmos fins e tinha alto valor na Europa, porém era escassa. Os navegadores portugueses que aportaram no atual Brasil imediatamente observaram a abundância da árvore pelo litoral e ao longo dos rios de planície. A resina vermelha era utilizada pela indústria têxtil europeia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na marcenaria, criou uma demanda enorme no mercado. O pau-brasil, teve importância extraordinária na história do Brasil. Importância inclusive simbólica, pois, segundo Frei Vicente, foi por causa do "pau de cor abrasada e vermelha" que o nome Brasil foi dado à terra descoberta, desalojando o de Terra de Santa Cruz – o que, para o franciscano, sinalizava o triunfo do diabo nas plagas desde então brasílicas. O fato é que o comércio do pau-brasil foi sem dúvida, a principal atividade económica desenvolvida pelos portugueses nas terras descobertas por Cabral até cerca de 1530. Sua importância estava na tintura da madeira para manufaturas têxteis européias. Referências: * Perfil de origem: @brasilis_regnum (Instagram) * Fonte cartográfica mencionada: LOPES, Sebastião. Atlas Náutico de Sebastião Lopes (1565). Acervo da Newberry Library, Chicago, EUA. * Citação histórica mencionada: FREI VICENTE DO SALVADOR. História do Brasil (1627).

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

20 de Setembro uma data, duas memórias, uma só história. 1950-2026 e 1908-2026.

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