quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Um Missionário Franciscano entre os índios Xumanas do Rio Solimões no Amazonas, 1885
A Região Amazônica do Século XIX foi marcada pela chegada das missões Religiosas dos frades capuchinhos ( 1843 ), dos franciscanos que retornam em 1870 , dos espiritanos ( 1885 ) e dos Salesianos em 1889, encorajados belo Bispo do Pará D. Antonio de Macedo Costa.
Em 1883 com o apoio do Barão de Santana Néri, o Bispo do Pará elaborou um projeto de catequese indígena desenvolvido pelo movimento de restauração católica da Amazônia. Os fins de suas missões consistiam na catequese e na civilização do homem amazônico, e na pacificação de "índios selvagens", conforme relato do diretor do Jardim Botânico do Amazonas, José Barbosa Rodrigues.
O Bispo procurava expandir a presença da Igreja no campo da instrução, defendendo uma política educacional para a Amazônia que elevasse o nível de sua instrução pública, de forma que a região se encaminhasse para o verdadeiro progresso, que, para ele, significava a elevação do país pela formação intelectual e religiosa.
Para desenvolver a Amazônia, ele apostava em um programa educacional que mesclasse instrução escolar e educação moral, ensino da religião católica e ensino técnico-científico. Esse programa católico, como bem mostra ), estava fundamentado em uma teoria de educação conservadora, denominada por ‘teoria dos círculos concêntricos’, Tal educação começaria com a educação da menina, que deveria se tornar “[...] mãe cristã de filhos cristãos; de filhos cristãos para famílias cristãs; das famílias cristãs para sociedade cristã [...]”,
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