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sábado, 5 de setembro de 2026
Em um dia como hoje, 3 de setembro de 1942, nascia, em Piracuruca, no Piauí, Juremi Machado Bittencourt Pereira, conhecido como Machado Bittencourt, cineasta, fotógrafo, jornalista, escritor, historiador, memorialista e professor que construiu grande parte de sua trajetória cultural na Paraíba
Em um dia como hoje, 3 de setembro de 1942, nascia, em Piracuruca, no Piauí, Juremi Machado Bittencourt Pereira, conhecido como Machado Bittencourt, cineasta, fotógrafo, jornalista, escritor, historiador, memorialista e professor que construiu grande parte de sua trajetória cultural na Paraíba.
Aos 18 anos, em 1960, mudou-se para Campina Grande, onde iniciou sua atuação profissional no jornalismo e na fotografia. Pouco depois, aproximou-se do cinema e da televisão, trabalhando como cinegrafista e registrando acontecimentos sociais, políticos e culturais.
Ao longo da carreira, produziu cerca de 200 filmes, entre documentários, ficções, reportagens cinematográficas, comerciais e outros trabalhos. Em 1974, fundou a Cinética Filmes, um dos raros estúdios cinematográficos de 16 mm existentes no país naquele período.
Entre seus trabalhos estão os longas de ficção Maria Coragem (1978) e O Caso de Carlota (1982), importantes registros da produção cinematográfica de Campina Grande. Em 1985, dirigiu Parahyba, documentário produzido durante as comemorações do quarto centenário do estado e que recebeu premiações em festivais de cinema.
Machado também deixou um expressivo acervo fotográfico e audiovisual. Parte desse material, que inclui fotografias, películas, livros, equipamentos e documentos, está sob guarda da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e representa uma importante fonte para pesquisas sobre a história e a cultura da Paraíba e do Nordeste.
📚 Fontes
* Paraíba Criativa — verbete biográfico de Machado Bittencourt, com informações sobre nascimento, trajetória, produção cinematográfica e acervo.
* Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) — informações sobre a trajetória do cineasta e a guarda de seu acervo pela universidade.
* A União — matéria sobre a preservação do acervo audiovisual de Machado Bittencourt e sua contribuição ao cinema paraibano.
Créditos:
* Perfil do post: @memoriasparaibanas
Em um dia como hoje, 4 de setembro de 1930, a capital da Paraíba deixava de se chamar oficialmente Parahyba e passava a adotar o nome de João Pessoa.
memoriasparaibanas #HojeNaHistória
Em um dia como hoje, 4 de setembro de 1930, a capital da Paraíba deixava de se chamar oficialmente Parahyba e passava a adotar o nome de João Pessoa.
A mudança ocorreu pouco mais de um mês após o assassinato de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então presidente da Paraíba, ocorrido em Recife, em 26 de julho de 1930. A morte provocou grande comoção no estado e teve forte repercussão no cenário político nacional.
O projeto de mudança do nome da capital foi apresentado na Assembleia Legislativa em 1º de setembro de 1930 e aprovado em três discussões nos dias seguintes. Em 4 de setembro, o presidente do estado, Álvaro de Carvalho, sancionou a Lei nº 700, oficializando a nova denominação.
A alteração ocorreu em um contexto de intensa mobilização política que antecedeu a Revolução de 1930. A homenagem a João Pessoa também passou a ocupar espaço importante na construção da memória política da Paraíba naquele período.
O próprio jornal oficial A União, em sua edição de 4 de setembro de 1930, registrou a sanção da medida. No dia seguinte, a publicação já trazia "João Pessoa" no cabeçalho como nome da cidade-sede do governo estadual.
Assim, há 96 anos, a antiga Parahyba passou a se chamar João Pessoa, nome que permanece até os dias atuais.
📚 Fontes
A União — edição histórica de 5 de agosto de 1932
A União — edição de setembro de 1930
UFPB — dissertação com legislação histórica da Paraíba
IBGE — histórico administrativo de João Pessoa
Créditos:
Perfil do post: @memoriasparaibanas
Publicação principal de Carvalho e Melo tornou-se clara, fruto da declarada contestação praticada pelos missionários jesuítas à escravidão indígena.
Transcrição do conteúdo das imagens:
Publicação principal
de Carvalho e Melo tornou-se clara, fruto da declarada contestação praticada pelos missionários jesuítas à escravidão indígena.
Consequência de uma forte campanha anti-jesuítica, incriminada como responsável moral pelo atentado régio de 1758 contra o Rei Dom José I a 3 de setembro de 1759 foi promulgada a "Lei dada para a proscrição, desnaturalização e expulsão dos regulares da Companhia de Jesus, nestes reinos e seus domínios", simbolicamente decretada um ano após a tentativa de regicídio.
O Rei de Portugal decidiu declarar os jesuítas "notórios rebeldes, traidores, adversários e agressores...ordenando que como tais sejam tidos, havidos e reputados".
No Brasil, a expulsão em 1759 desarticulou a educação brasileira, pois foram fechados os mais prósperos Colégios da América Portuguesa e o sistema substitutivo das "Aulas Régias" que Pombal havia concebido não funcionou. As reduções jesuíticas entraram em declínio, até que desapareceram.
Segundo o historiador Moreira de Azevedo, no final do século XVIII era então deplorável o estado das escolas primárias em todas as capitanias do Brasil, poucas existiam e estas exercidas por homens ignorantes. Sem os jesuítas não havia mais sistema nem norma para a escolha de professores.
Com a expulsão em Portugal, foi fechado em Lisboa o Colégio de Santo Antão, a instituição formadora dos missionários na Matemática e Astronomia.
Comentários de @brasilis_regnum
1- Com a expulsão em Portugal, foi fechado em Lisboa o Colégio de Santo Antão, a instituição formadora dos missionários na Matemática e Astronomia. Somente em 1776, 17 anos após a expulsão dos jesuítas, foram instituídas escolas com cursos graduados e sistematizados em Portugal e no Brasil.
No Brasil 590 jesuítas (sendo 316 sacerdotes), eram registrados em duas circunscrições administrativas: a Província do Brasil e a Vice Província do Maranhão. Foram forçados a abandonar 17 colégios e 10 seminários que administravam em 12 municípios, desde Belém do Pará até Paranaguá, além de 55 missões entre os nativos, num total de 131 casas religiosas.
Com a retirada dos jesuítas, outras ordens religiosas que já missionavam no Brasil – benededitinos, carmelitas, franciscanos e mercedários – foram assumindo, em diferentes ocasiões, a direção dos colégios e escolas. As escolas de ler e aprender, cuja gestão não apresentava maior complexidade, foram assumidas por vigários e clérigos das diversas localidades.
Os Jesuítas no Brasil eram os maiores propriedades rurais de todas as Américas, com milhões de metros quadrados de área total em fazendas.
Só na região correspondente aos atuais estados do Pará e do Maranhão, 155 jesuítas, espalhados por 17 aldeias, dois colégios e um seminário, administravam mais de 100 mil cabeças de gado na Ilha de Marajó, 25 fazendas de cultivo agrícola e criação de gado, 3 engenhos produtores de açúcar, uma olaria, além da atividade de extração das selvas as "drogas do sertão" (cacau, cravo, canela etc.).
Como resultado da expulsão, todas as enormes propriedades imobiliárias e empresariais da Companhia de Jesus foram confiscadas pelo Império Português.
A língua geral, de base tupi, foi a língua mais falada no Brasil até o século XVIII, quando foi proibida pelo rei de Portugal. A expulsão dos jesuítas em 1759 consolidou o português como a língua oficial do Brasil.
Em 1759, o rei de Portugal, d. José I, inaugurava na Europa um processo seguido por outros países, como França e Espanha, e pelos reinados de Ferdinando de Nápoles e do duque de Parma que culminou, mais tarde, na extinção da Companhia de Jesus pelo Papa Clemente XIV, em 1773.
2- Atitude tão pioneira como aquela que há 200 anos levou à instalação dos inacianos em terras da América portuguesa, primeira colônia do Novo Mundo a recebê-los.
Muitos colonos sentir-se-ão seduzidos pelas ações pombalinas, como, por exemplo, o poeta brasileiro que, em 1785, escreveu no seu O Reino da Estupidez:
"Vistes ao grã Marquês qual Sol brilhante
De escura noite dissipando as trevas,
A frouxa estupidez lançar ao longe,
E erigir à Ciência novo trono
Em sábios estatutos estribando"
Tais versos, celebrando a reforma da Universidade de Coimbra e a expulsão, de lá, dos inacianos, poder-se-iam perfeitamente aplicar à racionalidade com que Pombal se relacionará com os colonos, colocando-os no papel preponderante de gestores da política interna do Reino.
Os historiadores identificam múltiplos fatores que causaram a supressão, foi uma combinação de muitas influências, do jansenismo ao livre-pensamento, à impaciência então prevalecente com o Antigo Regime.
As monarquias que tentavam centralizar e secularizar o poder político viam os jesuítas como supranacionais, fortemente aliados ao papado e muito autônomos dos monarcas em cujo território operavam.
Com seu breve papal, Dominus ac Redemptor (21 de julho de 1773), o Papa Clemente XIV suprimiu a Companhia como um fato consumado. No entanto, a ordem não desapareceu. Ela continuou as operações clandestinas na China, Rússia, Prússia e Estados Unidos. Na Rússia, Catarina, a Grande, permitiu a fundação de um novo noviciado.
Com a retirada dos Jesuítas, o Brasil sofreu perda considerável na
3- 85 anos após a expulsão dos padres da Companhia de Jesus pelo Marquês de Pombal em 1759, os primeiros jesuítas retornaram ao Brasil em 1844.
Em Portugal houve duas tentativas de restauração da Companhia de Jesus no século XIX. A pedido do rei D. Miguel, foi fundada em 1829 uma pequena missão de jesuítas franceses chefiada pelo Padre Philippe Delvaux (1787-1865), mas com o final das guerras liberais em 1834, os jesuítas foram expulsos do país.
A chegada do Padre Carlos Rademaker (1828-1885) em 1858 foi o primeiro passo para a restauração oficial da Companhia de Jesus.
Fonte: "Notórios rebeldes"
A expulsão da Companhia de Jesus da América portuguesa. Edgard Leite / A expulsão dos jesuítas da América colonial ibérica. Marieta Pinheiro Carvalho
Créditos:
* Autor do post e comentários: @brasilis_regnum
Em setembro de 1939, forças nazistas perseguiram civis e religiosos poloneses desde os primeiros dias da guerra.
Em setembro de 1939, forças nazistas perseguiram civis e religiosos poloneses desde os primeiros dias da guerra. A foto mostra um padre e outros reféns em Bydgoszcz aguardando execução, retrato da violência que marcaria a ocupação da Polônia. Isso aconteceu porque a invasão da Polônia, em setembro de 1939, não foi apenas uma operação militar contra o Exército polonês. A Alemanha nazista iniciou também uma política deliberada de terror contra a população civil e as elites polonesas.
Em Bydgoszcz (Bromberg, em alemão), a situação foi especialmente violenta. Após o início da invasão alemã, ocorreram combates e confrontos envolvendo forças polonesas e membros da minoria alemã local. A propaganda nazista apresentou esses acontecimentos como uma suposta perseguição sistemática aos alemães étnicos e utilizou os episódios para justificar represálias.
A partir daí, unidades alemãs realizaram prisões e execuções de civis poloneses. Padres, professores, intelectuais, funcionários públicos e outras pessoas consideradas importantes para a sociedade polonesa foram particularmente visados. A intenção era eliminar possíveis lideranças e espalhar medo entre a população.
Esse tipo de violência fazia parte de uma política muito mais ampla. Para o regime nazista, a Polônia deveria ser submetida e sua elite destruída ou neutralizada. Nos meses seguintes, milhares de poloneses seriam assassinados em operações como a Intelligenzaktion, enquanto a Igreja Católica também sofreria perseguição sistemática.
Por isso, a fotografia de um padre entre reféns à espera da execução não representa um episódio isolado: ela é um exemplo da política de repressão e terror que acompanhou a ocupação alemã da Polônia desde os primeiros dias da Segunda Guerra Mundial.
Aqui estão os créditos dos autores de cada publicação contida nas imagens:
Primeira imagem: @aventurasnahistoria
Segunda e terceira imagem: @historiaesquecida
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