Viva a História
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
domingo, 30 de agosto de 2026
FRANCISCO LOPES PEDE AJUDA CONTRA OS INDÍGENAS
Em um documento de 1778, vários fazendeiros do Piauí pedem auxílio à Rainha de Portugal, Maria I, na luta contra os indígenas. Segundo o documento, os indígenas estavam causando grandes prejuízos às fazendas de gado.
Um dos nomes que aparecem no pedido é o de Francisco Lopes, fazendeiro que se estabeleceu em nossa cidade.
Isso demonstra o prestígio de Francisco Lopes junto aos demais fazendeiros. Os fazendeiros solicitam ajuda e pedem tropas para guerrear contra os indígenas, a fim de conquistar aqueles que eram chamados de “gentios bárbaros”.
A guerra contra os indígenas no Piauí foi extremamente cruel, sendo considerada ainda mais violenta do que em outros estados.
Obs.: Ainda há muito o que se descobrir sobre Francisco Lopes, inclusive se ele estava vivo em 1778, se o Francisco Lopes mencionado no documento é o mesmo de Burity dos Lopes e se um de seus filhos subscreveu o documento em seu nome.
Mas, ao que tudo indica, realmente o Francisco Lopes de Burity dos Lopes é o mesmo mencionado no documento.
Fonte. Buriti dos Lopes, pré história, história e memória / Gildázio Silva e Francisco Nunes - Parnaíba, Sieart 2021
Quando o Brasil criou a primeira escola para formar professores, mulher não podia entrar.
Quando o Brasil criou a primeira escola para formar professores, mulher não podia entrar.
Era 1835, em Niterói, na então Província do Rio de Janeiro. A Escola Normal foi criada por decreto e servia para habilitar quem quisesse dar aula no ensino primário. Curso de nível secundário, o equivalente ao ensino médio de hoje.
Restrita a homens e brancos.
E foi um fracasso completo. Durou 4 anos, formou 14 alunos, e 3 deles nunca deram aula.
O motivo era simples. O salário era baixo, a profissão não tinha prestígio nenhum e quase ninguém se interessava. As escolas normais que foram abrindo pelo país iam fechando por falta de aluno.
Foi aí que abriram as portas para as mulheres.
E os pesquisadores que estudam o assunto são diretos sobre o porquê. De um lado, o magistério era a única profissão que a sociedade da época aceitava para a mulher, porque parecia uma extensão do papel doméstico que já esperavam dela. De outro, o magistério feminino resolvia a falta de mão de obra numa escola primária que os homens não queriam por causa da remuneração reduzida.
Traduzindo: a porta abriu porque homem nenhum queria o emprego.
Elas entraram assim mesmo.
Já nos anos finais do Império as mulheres eram a maioria das matrículas. Na virada para a República, as escolas normais tinham virado espaços essencialmente femininos.
Foram elas que alfabetizaram o Brasil pelos 100 anos seguintes.
A Escola Normal só deixou de existir como instituição própria em 1971, quando virou apenas uma habilitação dentro do 2º grau.
Se você tem mais de 40 anos, a mulher que te ensinou a ler quase certamente saiu de uma dessas escolas.
Você lembra o rosto dela?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#escolanormal #historiadaeducacao #mulheresnahistoria #seculoxix #vocesabia
Assinar:
Postagens (Atom)















