sábado, 10 de outubro de 2026

A Evolução do Voto no Brasil

Uma Relíquia da História de Umbuzeiro

m 7 de outubro de 1944, prisioneiros judeus do complexo de Auschwitz-Birkenau se rebelaram contra os guardas nazistas.

Em 7 de outubro de 1944, prisioneiros judeus do complexo de Auschwitz-Birkenau se rebelaram contra os guardas nazistas. O levante ocorreu principalmente entre integrantes dos Sonderkommando, grupos de prisioneiros obrigados a trabalhar nas câmaras de gás e crematórios. A revolta começou quando os nazistas planejavam reduzir o número de integrantes do Sonderkommando, despertando o temor de que os próprios trabalhadores fossem assassinados para eliminar testemunhas dos crimes. Os prisioneiros conseguiram obter armas improvisadas, explosivos e outros materiais. Durante o confronto, os revoltosos atacaram os guardas e utilizaram explosivos para incendiar o Crematório IV, que ficou parcialmente destruído. O fogo e a explosão foram uma das ações mais simbólicas de resistência ocorridas dentro de Auschwitz-Birkenau. A resposta nazista foi brutal. A revolta foi rapidamente reprimida, e cerca de 450 prisioneiros foram mortos, incluindo participantes capturados durante os combates. Alguns dos envolvidos chegaram a escapar temporariamente do campo, mas foram posteriormente perseguidos e mortos. O levante de 7 de outubro tornou-se um dos exemplos mais conhecidos de resistência judaica dentro dos campos de extermínio nazistas. Mesmo diante de condições extremas, os prisioneiros organizaram uma ação armada contra o sistema de extermínio e tentaram destruir parte de sua estrutura. Fonte: * Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos (citado na publicação de aventurasnahistoria).

A Torá de Dom Pedro II

A Torá do Imperador Pedro II ou Pergaminhos Ivriim é o terceiro pergaminho mais antigo do mundo e está entre os dez documentos mais antigos do judaísmo. O manuscrito é fragmento autográfico da Torá, também conhecida como Pentateuco, que corresponde aos cinco primeiros livros da bíblia escrito por Moisés (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Tendo sido comprada por D. Pedro II em sua segunda viagem à Europa, entre 1876 a 1877, a Torá era constituída por onze rolos escritos em hebraico. No entanto, foi reduzido a nove, ao se perceber que três deles faziam parte do livro do Gênesis e que por motivo desconhecido haviam sido desmembrados. Esses três rolos foram costurados e unidos pela equipe de arqueólogos à época comandadas pelas Rhoneds Aldora Rodrigues Perez da Paz e Andréia Cherfan. Desde então segue dividida em 9 rolos com as medidas aproximadas de 59 cm de altura e 32,34m de comprimento. Estudiosos judeus identificaram que possivelmente esta Torá era usada com a função de educar crianças, produzida entre os anos de 1200-1300 d.c por judeus iemenitas mizrahim (judeus orientais). O pergaminho é feito de pele de cudo, uma espécie de antílope extinta, mas muito comum no Iêmen nesse período. Uma característica importante é que algumas letras trazem traços verticais onde se encontram como bifurcação. É bem tombado pelo IPHAN na ata do Conselho Deliberativo em novembro de 1998 e com inscrição no livro de tombamento sob o número 553 de 04/03/1999, devido à importância científico e cultural impulsionada pelo Imperador Pedro II, apontando a sua relevância histórico nacional, arqueológica e bibliográfica universal e à representação da multiculturalidade brasileira a partir deste objeto religioso judaico. Atualmente a Torá de Pedro II está sob curadoria da Biblioteca Central do Museu Nacional/UFRJ e não sofreu danos com a tragédia de 2018. Um fac-símile de uma Torá do MN encontra-se no Museu Judaico de São Paulo. Durante toda sua vida, o Imperador Dom Pedro II voltou-se especialmente para o aprendizado de idiomas; estudou grego, latim, inglês, francês, italiano, provençal, alemão, tupi, guarani, hebraico, sânscrito e árabe. Fontes (Perfil da publicação): * Perfil de origem: Página brazil_imperial no Instagram.

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Morte em Florença Sérgio Botelho

Desde o ano de 1892 que o pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo, nascido em Areia a 29 de abril de 1843, se encontrava na Europa. Na ocasião, se afastara da função de deputado geral (com participação na Constituinte de 1891) pela Paraíba. A Europa era a segunda casa do internacionalmente festejado artista paraibano. Seguindo-se ao grito de independência, o Brasil buscara se consolidar como nação, entre outros sinais da época, embevecido pelas estéticas artísticas europeias. Assim, os artistas brasileiros mais ilustres, financiados pelo poder imperial, viveram entre o Velho Continente e o país de origem, resultando num modelo de arte que acabou formal e entusiasticamente impactado na Semana de 22, em São Paulo. Mas essa é outra história. Justiça seja feita, não fossem experts europeus o potencial de Pedro Américo talvez nunca tivesse sido descoberto. Menino pobre, já que o pai era pequeno comerciante em Areia, seu pendor artístico era vivenciado apenas por parentes e alguns conterrâneos. Em 1852, durante viagem de pesquisa pela Paraíba, o naturalista francês Louis Brunet e o retratista alemão Bindseil ficaram de tal forma encantados com a arte daquela criança, que o levaram para o resto da viagem. (Fundamental lembrar que retratistas e desenhistas figuravam as descobertas, nessas expedições, função posteriormente substituída pela fotografia, uma técnica não praticada em escala até a época de Brunet). Não satisfeitos, mexeram com Deus e o mundo, do governo da Província da Parahyba do Norte à corte, no Rio de Janeiro, até que a educação da criança ficou totalmente às expensas do Império do Brasil. Pois bem. Em 7 de outubro de 1905, a morte flagrou, na cidade italiana de Florença, o pintor de Independência ou Morte e ex-professor da Academia Imperial de Belas Artes. Embalsamado, desembarcou na Paraíba em 28 de abril de 1906. Hoje, atendendo expresso desejo dele (Pedro Américo), seu corpo repousa em berço esplêndido. Estou falando da cidade de Areia.  Fontes (citadas implicitamente no contexto da publicação): Autor do texto: Sérgio Botelho (na publicação da página ⁠paraiba.jampa⁠).

Aqui tem a transcrição completa do texto presente na imagem: As Irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos apareceram no Brasil no Século XVII

A imposição ao culto católico que as caracterizavam, foram um vetor de criação de sociabilidades e de construção de identidades. Através delas, que os acolhiam no Novo Mundo, os negros elaboraram modos alternativos de existência tanto aceitando a religião dominante como incorporando rituais e símbolos culturais, das sociedades africanas de onde foram arrancados. As irmandades de pretos de Nossa Senhora do Rosário como devoção, tem como costume a festa do orago e a coroação dos reis congos. No Brasil foram os jesuítas e depois os franciscanos a incentivarem-no através da criação dessas irmandades ou confrarias. Então, pode-se conjecturar que foi por meio dessas duas ordens religiosas que os negros puderam apreender o ethos católico a seu favor. As associações religiosas leigas brasileiras, não muito diferentes das do Reino em relação ao fato de integrar a população respeitando suas diferenciações quer fossem étnicas, de raça ou de cor, "encontraram pleno florescimento no decorrer do século XVIII". Elas foram adaptadas às circunstâncias locais, sem perder, entretanto, as características de seus modelos de origem, que se encontram sobretudo nas regras das Misericórdias e em particular na de Lisboa. A metrópole Portuguesa foi a grande difusora do culto a Nossa Senhora do Rosário no âmbito das irmandades ou confrarias, tendo sido igualmente por meio da África, como enfatizou Eduardo Hoornaert: "que o Rosário passou para o Brasil, onde constituía o elo fácil e muito popularizado de contato entre a instituição oficial da Igreja e o mundo dos escravos negros".

Ex-Voto encomendado por um escravo de nome Miguel, atribuindo um milagre a Nossa Senhora da Glória pela cura de uma doença nas pernas. Museu Regional de Caeté, Minas Gerais

O ex-voto é uma tradição católica que consiste em um presente dado pelo fiel ao seu santo de devoção em consagração, renovação ou agradecimento de uma promessa. (Nesse caso Nossa Senhora da Glória) As expressões votivas são tradicionalmente reconhecidas sob as formas de pinturas ou desenhos, figuras esculpidas em madeira. No Brasil, eram denominadas comumente de “quadro de milagres” ou apenas por “milagres”, popularizando-se, principalmente, sob a forma de tábuas votivas. Essa tradição foi bastante cultivada em Minas Gerais. Nos séculos XVIII e XIX não havia capelas ou igrejas que não tivesse um conjunto de ex-votos, com pinturas regionais elaboradas de maneira despretensiosa e pitoresca, ou mesmo de cunho erudito. A invocação de Nossa Senhora da Glória ou da Assunção está diretamente associada às lutas travadas entre os reinos de Portugal e Castela, no decorrer do ano de 1385, período em que se pode falar de uma formação da nacionalidade portuguesa. Motivado pela vitória, o rei português D. João I determina que a partir de então todas as catedrais do reino fossem consagradas á Virgem da Assunção ou da Glória. Seu culto, por isso, foi muito difundido em Minas Gerais, onde, em suas representações mais comuns, a Virgem aparece de pé, coroada, levando o cetro e o Menino Jesus. Fonte: * Prática votiva no Mundo luso-brasileiro (séculos XVIII e XIX).