quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Uma peste que contribuiu para a queda do império romano A Peste Antonina, também conhecida como Praga de Galeno, foi uma das pandemias mais devastadoras da história.

Uma peste que contribuiu para a queda do império romano A Peste Antonina, também conhecida como Praga de Galeno, foi uma das pandemias mais devastadoras da história. Ela recebeu o nome de "Antonina" devido ao imperador Marco Aurélio, que pertencia à linhagem dos Antoninos, que reinava na época. A doença se espalhou ao longo de vários anos, afetando amplamente o Império Romano e suas províncias. Estima-se que tenha causado a morte de aproximadamente 5 a 10 milhões de pessoas, embora algumas estimativas cheguem a números ainda mais elevados. A Peste Antonina teve um impacto significativo no declínio do Império Romano, tanto em termos demográficos quanto econômicos. A perda de vidas em grande escala enfraqueceu a mão de obra, afetando a produção agrícola e a atividade econômica em geral. Além disso, a epidemia resultou em um colapso do sistema de saúde romano e sobrecarregou as estruturas sociais e políticas do império, sobretudo as forças militares. Essa pandemia foi uma das várias crises que contribuíram para o declínio gradual do Império Romano no século III e IV d.C. No entanto, é importante destacar que outros fatores, como pressões externas, problemas políticos internos e divisões sociais, também desempenharam papéis significativos nesse processo. Segundo a lenda em meio às diversas ações bélicas no Oriente, o combatente teria retirado e aberto um cofre sacro do templo de Apolo. Desta forma, o recipiente liberou uma espécie de vapor com a peste antonina, pois a atitude do homem foi vista como uma profanação. Isso teria iniciado o contágio dos romanos. Já o historiador australiano Rafe de Crespigny especula que a praga pode ter se originado na China, antes do ano 166 d.C., segundo registros chineses históricos. Há um consenso na academia que na verdade, essa doença se tratava de varíola hemorrágica. O contágio elevado ocorreu por se tratar de uma doença com transmissão comunitária através do contato por objetos contaminados. O exército de Roma espalhasse ou tinha contato com quase todo mundo antigo, portanto, o exército de Roma foi um meio ideal para a propagação da enfermidade. Referências Citadas no Texto * Historiador: Rafe de Crespigny (historiador australiano cujas especulações sobre a origem da praga na China com base em registros históricos chineses são citadas no texto).

O primeiro presidente de origem pobre do Brasil. E não, não é quem você está pensando.

Em uma República dominada por grandes fazendeiros, oligarquias estaduais e famílias tradicionais, um homem de origem humilde conseguiu chegar ao mais alto cargo da política brasileira. Seu nome era Nilo Peçanha. Nascido em Campos dos Goytacazes, mais precisamente no distrito de Morro do Coco no Rio de Janeiro, em 1867, Nilo era filho de Sebastião de Sousa Peçanha, descrito pelo Arquivo Nacional como um agricultor pobre. A família tinha poucos recursos e, posteriormente, seu pai passou a trabalhar com uma pequena panificadora. Nilo conseguiu estudar, formou-se em Direito pela Faculdade do Recife e entrou para a política ainda jovem. Foi deputado, senador e presidente do estado do Rio de Janeiro. Em 1906, tornou-se vice-presidente da República. Três anos depois, em 1909, a morte de Afonso Pena fez com que assumisse a Presidência. Sua ascensão era extraordinária para aquele período. A chamada República do Café com Leite era marcada pela forte influência das elites agrárias de São Paulo e Minas Gerais, enquanto homens vindos das camadas populares tinham pouquíssimo espaço no centro do poder. Nilo Peçanha também carregava outra característica que durante muito tempo foi apagada ou minimizada nos registros históricos: instituições oficiais o reconhecem como o primeiro e único presidente afrodescendente da história do Brasil. Apesar de ter governado por pouco mais de um ano, seu governo deixou marcas importantes. Criou o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, implantou as Escolas de Aprendizes Artífices — precursoras da atual rede federal de educação profissional — e criou o Serviço de Proteção aos Índios, entregue à direção de Cândido Rondon. Nilo morreu em 1924, mas sua trajetória continua sendo uma das mais curiosas da Primeira República. Filho de uma família pobre, negro e vindo de fora dos círculos tradicionais da elite nacional, chegou à Presidência em uma época em que o poder parecia ter dono. E talvez seja justamente por isso que sua história tenha sido tão pouco lembrada. Referências Citadas no Texto * Instituição oficial / Arquivo histórico: Arquivo Nacional (fonte citada na descrição dos registros sobre o pai de Nilo Peçanha).

Em 5 de outubro de 1897, chegava ao fim a Guerra de Canudos, um dos episódios mais sangrentos e marcantes dos primeiros anos da República brasileira. Após meses de combates, o arraial de Belo Monte, liderado por Antônio Conselheiro, foi finalmente destruído pelas tropas do Exército.

Em 5 de outubro de 1897, chegava ao fim a Guerra de Canudos, um dos episódios mais sangrentos e marcantes dos primeiros anos da República brasileira. Após meses de combates, o arraial de Belo Monte, liderado por Antônio Conselheiro, foi finalmente destruído pelas tropas do Exército. Localizado no sertão da Bahia, o povoado reunia milhares de sertanejos pobres, ex-escravizados e outros grupos que passaram a viver sob a liderança religiosa de Conselheiro. A comunidade entrou em conflito com autoridades locais e com o governo republicano, que passou a enxergá-la como uma ameaça à ordem estabelecida. Entre novembro de 1896 e outubro de 1897, o Exército realizou quatro expedições militares contra Canudos. As três primeiras foram derrotadas pelos habitantes do arraial, que conheciam o território e utilizavam estratégias de resistência. Na quarta campanha, porém, milhares de soldados cercaram Belo Monte com artilharia pesada. Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro de 1897, provavelmente em decorrência de uma doença. Mesmo sem sua liderança, os últimos defensores continuaram resistindo até 5 de outubro, quando as forças governamentais tomaram o arraial. No dia seguinte, o local foi incendiado e destruído. A guerra deixou um número de mortos que jamais foi determinado com precisão, mas estima-se que milhares de sertanejos tenham sido mortos, além de centenas de militares. Pouco depois, Euclides da Cunha transformaria o conflito em tema de Os Sertões, publicado em 1902, uma das obras fundamentais da literatura brasileira. Referências Citadas no Texto * Obra literária / Livro: Os Sertões, escrito por Euclides da Cunha e publicado em 1902 (obra fundamental da literatura brasileira que aborda o conflito). * Crédito de imagem / Banco de dados: Picryl (indicado como fonte de imagem ou arquivo visual no final da publicação).

Há mais de um século, diferentes evidências arqueológicas e genéticas são utilizadas para tentar estabelecer quando os primeiros grupos humanos alcançaram o continente americano, destacando-se, entre os pesquisadores, três hipóteses principais.

A primeira delas defende que populações humanas teriam chegado às Américas antes do Último Máximo Glacial, há mais de 25 mil anos. A segunda aponta para uma grande migração ocorrida entre aproximadamente 20 mil e 14 mil anos atrás, enquanto que a terceira propõe uma chegada posterior a 14 mil anos atrás. Para investigar essas possibilidades, uma equipe de pesquisadores decidiu revisar dados genéticos associados aos diferentes modelos. O trabalho, publicado na revista científica Current Opinion in Genetics & Development, também comparou as informações obtidas a partir do DNA antigo com evidências arqueológicas disponíveis. As análises indicam que os ancestrais dos povos indígenas americanos estavam relacionados a populações antigas do norte da Ásia e da Beríngia, região que conectava a Ásia e a América do Norte durante períodos de baixo nível do mar. Ao longo do Último Máximo Glacial, essa população ancestral teria passado por processos de diversificação que deram origem a diferentes linhagens. Entre elas estavam os antigos nativos americanos e os chamados antigos beringianos. O banco de dados disponível para os pesquisadores também apresenta limitações. Conforme informações do portal Archaeology News, até agora, aproximadamente 257 genomas completos de indivíduos antigos das Américas foram publicados, e dados genômicos de outros 1.204 indivíduos antigos também estão disponíveis. Ainda assim, esse conjunto representa apenas uma pequena parcela da diversidade populacional que existiu no continente ao longo de milhares de anos. * Revista científica: Current Opinion in Genetics & Development (onde o estudo de revisão dos dados genéticos foi publicado). * Portal de notícias/dados: Archaeology News (fonte citada sobre as estatísticas e limitações do banco de dados de genomas antigos).