segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Barco de 2 mil anos encontrado no mar da Galileia

120 anos do voo que mudou o mundo

A Adesão do Piauí ao Brasil Império

A independência proclamada em setembro de 1822 não foi aceita em várias regiões do Norte, que Portugal pretendia manter sob seu domínio. No Piauí, o movimento nacionalista começou em pontos isolados: Parnaíba aderiu em 19 de outubro de 1822, e Oeiras, a capital, em 24 de janeiro de 1823, sob uma Junta liderada por Manoel de Sousa Martins e seu irmão Joaquim. Para consolidar essas adesões, porém, era preciso expulsar os portugueses, e isso exigia força militar. A resistência portuguesa respondia a um projeto de Lisboa de preservar o norte de seu império, apoiado nas elites do Maranhão e do Grão-Pará. O Piauí interessava por seu grande rebanho de gado e por ter pertencido historicamente ao Maranhão. O major João José da Cunha Fidié, veterano das guerras napoleônicas, recebeu de D. João VI a ordem de se manter a todo custo. Em 13 de março de 1823, às margens do Riacho Jenipapo, perto de Campo Maior, piauenses, cearenses e maranhenses enfrentaram as tropas de Fidié. Vaqueiros e roceiros, armados com espingardas, facões, foices e até paus e pedras, combateram soldados bem treinados. Houve grande perda brasileira, com estimativas de até 400 mortos. A vitória portuguesa foi apenas aparente, pois Fidié perdeu parte do arsenal, recuou para o Estanhado (atual União) e depois para Caxias (MA), onde foi cercado e obrigado a se render em 31 de julho de 1823. A guerra desgastou o Piauí, que sofreu com a mobilização e a insegurança, e ainda consumiu suas forças na campanha do Maranhão, autorizada por D. Pedro em abril de 1823. A esquadra imperial, ao controlar o litoral, impediu Portugal de manter pontos de apoio. As ações no Piauí foram talvez a parte mais vital da guerra de independência no Norte, pois decidiram o destino de toda a região setentrional. Fontes: Perfil de Instagram: ⁠brazil_imperial

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO | O Voo do 14-Bis

Em 23 de outubro de 1906, Alberto Santos-Dumont realizou, no Campo de Bagatelle, em Paris, o voo público e oficialmente homologado do 14-Bis, um marco da aviação mundial. Diante de mais de mil espectadores, jornalistas e representantes do Aeroclube da França, o brasileiro decolou por meios próprios, sem catapultas ou dispositivos externos. A aeronave percorreu cerca de 60 metros, a dois ou três metros do solo, em aproximadamente sete segundos. Uma Máquina Pioneira Também chamado Oiseau de Proie ("Ave de Rapina"), o 14-Bis tinha estrutura de bambu e madeira, revestimento de seda e motor Antoinette de 50 cv. Seu nome vinha da ligação inicial com o dirigível nº 14, construído pelo próprio Santos-Dumont. O feito rendeu ao inventor a Taça Archdeacon, destinada ao primeiro voo superior a 25 metros nas condições estabelecidas pelo prêmio. Um Novo Recorde Em 12 de novembro de 1906, Santos-Dumont voltou a Bagatelle e voou 220 metros em cerca de 21 segundos, alcançando aproximadamente seis metros de altura e estabelecendo um recorde mundial oficialmente reconhecido. Embora os irmãos Wright já tivessem realizado voos motorizados em 1903, o 14-Bis se destacou pela demonstração pública, decolagem autônoma e homologação oficial. Um Legado Brasileiro A conquista consagrou Santos-Dumont como um dos pioneiros da aviação. No Brasil, 23 de outubro é celebrado como Dia do Aviador e Dia da Força Aérea Brasileira. Há tantos anos, um brasileiro ajudava a transformar o sonho de voar em realidade. Fontes: * Texto: Prof. Luiz Reis * Perfil de Instagram: viralizandohitoria

O cenário político da Paraíba nos anos 80

A década de 1980 foi um período de intensas transformações políticas e sociais no Brasil. Este registro histórico eterniza a visita oficial do então Presidente da República, General João Baptista Figueiredo, ao Estado da Paraíba, sendo recebido pela cúpula do governo estadual e por influentes lideranças paraibanas no Palácio da Redenção. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos importantes figuras que marcaram a nossa história: * Ernani Sátyro: O "Amigo Velho", ex-governador da Paraíba, jurista, escritor e influente Deputado Federal. * Amir Gaudêncio: Catedrático, empresário e expressivo Senador da República pela Paraíba. * Clóvis Bezerra Cavalcanti: Ex-vice-governador do estado, símbolo de equilíbrio e ética na vida pública. * Olavo Nóbrega: Médico de renome e candidato a Senador da República, ex-prefeito de Patos-PB. * Soares Madruga ("Madruguinha"): Ativo Deputado Estadual de grande carisma popular (que viria a presidir a Casa Epitácio Pessoa anos mais tarde). * Tarcísio Burity: Então Governador da Paraíba, em sua primeira gestão, marcada por grandes obras estruturantes, investimentos na cultura e dinamismo administrativo. * Juracy Palhano: Campinense, deputado com grande atuação. Um Retrato da Época O encontro reuniu no mesmo ambiente a força do Poder Executivo Federal e a elite política paraibana da época — homens de perfil público marcante que figuraram na linha de frente das decisões do nosso Estado ao longo de décadas. Um registro precioso que guarda a memória das relações institucionais e do cenário político da Paraíba dos anos 80! Fonte: * Perfil de Instagram: fatoseletrasculturapaibana

O Carrinho de obras de Jacarandá

O Carrinho de obras de Jacarandá foi oferecido por Irineu Evangelista de Sousa ao Imperador Dom Pedro II, em 1852, no início das obras da primeira ferrovia brasileira, no atual estado do Rio de Janeiro. Durante o lançamento das obras da Estrada de Ferro de Petrópolis, destinadas a unir o porto da Estrela na Baía da Guanabara ao pé da Serra do Mar, a uma hora da tarde sob sol forte, Irineu Evangelista de Sousa entregou uma pá de prata ao Imperador Dom Pedro II, pedindo que ele a usasse para começar a encher de terra um carrinho de mão em jacarandá, que mandara fazer para a ocasião. O imperador repetiu a operação três vezes, passando em seguida a pá aos três ministros presentes à cerimónia. Não é difícil imaginar o alcance simbólico de tal gesto, numa sociedade em que nunca ocorreria a um homem de posses levantar-se para ir buscar pessoalmente um copo d'água quando poderia dar a ordem a um escravizado. Os jornais da corte dividiram-se: uns exaltavam o progresso e a modernidade que o ato representava — o Imperador participando do nascimento da era do ferro e do vapor —, enquanto outros o consideravam uma encenação humilhante, "pouco digna de um soberano". Para os mais conservadores, a pá de prata parecia sujar as mãos do trono. Mauá, contudo, sabia o que fazia. Com aquele gesto teatral, inaugurava não apenas uma ferrovia, mas uma nova ideia de Brasil — um país que precisava sujar as mãos para deixar o atraso para trás. Fonte: * Perfil de Instagram: historiaesquecida

A Primeira Atriz de Teatro Brasileira

Estela Sezefreda dos Santos foi uma atriz e bailarina brasileira. Com João Caetano, foi uma das pioneiras do teatro profissional do país. Estela Sezefreda nasceu em 1810 na então província do Rio Grande do Sul. Em 1822 mudou-se ao Rio de Janeiro e entrou para o corpo de baile do Teatro São Pedro de Alcântara, deixando-o em 1831. Em 1825 foi detida por 24 horas por ter atirado um limão-de-cheiro na comitiva do imperador Dom Pedro I numa celebração do entrudo, durante o Carnaval. Em 1832 conheceu João Caetano, que viu nela talento para atuação e chamou-a para integrar sua companhia. Estela e João Caetano viriam a se casar. A primeira atuação de Estela deu-se em 1833 no teatro do Valongo, com a peça Camilla, ou o subterrâneo. Mais tarde, a companhia mudou-se para Niterói. Estela também desempenhou outros papéis notáveis, como o de Catarina Howard, Desdêmona, em Otelo, e Mariana em Antonio José, ou O Poeta e a Inquisição. A época de Estela e João Caetano marcou a transição de um teatro de declamações monótonas para uma interpretação mais expressiva. Diz-se que a atriz auxiliava João Caetano no ensaio de peças, indicando-lhe como extrair maior potencial dramático de cada papel. Um de seus últimos papéis notáveis foi o da "velha idiota em Mistérios de Paris", pelo qual foi aclamada por Joaquim Manuel de Macedo. Em 1863, ano em que João Caetano morreu, Estela deixou os palcos. A atriz morreu onze anos depois, em 13 de março de 1874. Fontes: * Dicionário histórico e literário do teatro no Brasil * Revista da Academia Brasileira de Letras — Volume 38 — Página 49 * João Caetano, 1808-1863 (Apontamentos biograficos) — Página 13