quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ruína de nossa Senhora do Bonsucesso

Professores e funcionários da Escola Estadual de Ensino Médio Senador José Gaudêncio. Serra Branca PB

Em um dia como hoje, 1º de setembro de 1951, nascia, em Monteiro, no Cariri paraibano, Flávio José Marcelino Remígio, cantor, compositor e sanfoneiro que se tornou um dos nomes de destaque do forró tradicional nordestino.

Em um dia como hoje, 1º de setembro de 1951, nascia, em Monteiro, no Cariri paraibano, Flávio José Marcelino Remígio, cantor, compositor e sanfoneiro que se tornou um dos nomes de destaque do forró tradicional nordestino. Desde criança, Flávio José teve contato com a música. Aos cinco anos, começou a cantar e, posteriormente, aprendeu a tocar sanfona, tendo como referências artistas como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Sua carreira fonográfica começou na década de 1970, com o álbum Só Confio em Tu, lançado em 1977. Ao longo das décadas seguintes, construiu uma extensa discografia e passou a ser reconhecido especialmente pela interpretação de xotes e outros gêneros ligados ao forró pé de serra. Entre as músicas que ajudaram a marcar sua trajetória estão “Tareco e Mariola”, “Caboclo Sonhador”, “Espumas ao Vento”, “Filho do Dono” e “A Natureza das Coisas”. Conhecido como “Rei do Xote”, Flávio José tornou-se uma presença recorrente nas festas juninas da Paraíba e de outros estados nordestinos, mantendo em sua obra elementos da tradição musical do Nordeste. 📚 Fontes: Paraíba Criativa; Apple Music; Fundação Joaquim Nabuco/Dicionário da Música Popular Brasileira.

Uma nova análise anatômica dos ossos do quadril do Homo floresiensis

Homo floresiensis, o extinto parente humano de pequeno porte popularmente conhecido como “hobbit”, revelou que a espécie possuía uma pélvis estatisticamente semelhante à dos humanos e de outros membros do gênero Homo. A descoberta indica que esses hominídeos caminhavam eretos de maneira mais próxima à nossa do que à de ancestrais mais antigos, como o famoso australopiteco “Lucy”, embora o mistério sobre sua origem evolutiva permaneça sem solução. O estudo, publicado em 25 de agosto no American Journal of Biological Anthropology, concentrou-se nos ossos pélvicos preservados de LB 1, um fóssil de uma fêmea adulta de cerca de 1 metro de altura que viveu entre 100.000 e 60.000 anos atrás na ilha de Flores, na Indonésia. A equipe buscou esclarecer o grau de semelhança do espécime com espécies do Pleistoceno ou com os australopitecos. “Com base apenas nos ossos do quadril, o Homo floresiensis se parece de forma geral com os humanos e outras espécies do gênero Homo e provavelmente se movia de maneira muito semelhante aos humanos”, disse Kristi Lewton, antropóloga biológica da Universidade do Sul da Califórnia, ao Live Science. Mas o H. floresiensis “não era um bípede particularmente veloz e não percorria longas distâncias”, afirmou ela.

O historiador Marcus Rediker levou ao mar a história vista de baixo.

Onde a historiografia via rota comercial, ele viu local de trabalho; onde via tonelagem, viu hierarquia, disciplina e resistência. O navio deixou de ser cenário e passou a ser a unidade de análise da modernidade: fábrica antes da fábrica, prisão flutuante, máquina de fabricar raça e laboratório de lutas que desembarcaram em terra. Desse deslocamento nasceram conceitos como a hidrarquia – a ordem imposta de cima e a autoorganização que vem de baixo – e a tripulação variegada, sujeito multiétnico dos motins e greves. Os piratas do século XVIII, afirma Rediker, criaram democracias radicais: elegiam capitães, escreviam constituições e criaram seguros sociais. A repressão brutal que se seguiu não foi apenas contra crimes de propriedade, mas contra uma alternativa subversiva à ordem capitalista. Hoje, enquanto a história da escravidão é censurada nos EUA e no Brasil, Rediker insiste: a luta pela memória também é luta por justiça. O passado, visto de baixo, ainda é campo de batalha. Marcus Rediker em entrevista a Thiago Gama ⛵ O navio negreiro foi a fábrica antes da fábrica e o berço do capitalismo racial. Como a história vista de baixo revela a resistência dos marinheiros e escravizados?

126 anos do primeiro centro espírita do interior do país.

126 anos do primeiro centro espírita do interior do país. 126 anos do nascimento Espiritismo no Brasil Central. 126 anos que este solo abençoado do Coração do Brasil começou a ser preparado para continuidade do Evangelho Redivivo. 126 anos de ininterrupta atividade do Centro Espírita Fé e Amor, fundado por Sinhô Mariano e demais obreiros do Cristo. 126 anos que Santa Maria recebeu o plantio da Árvore do Evengelho e iniciou a preparação do solo sagrado que receberia Chico Xavier e a complementação da Doutrina dos Espíritos. “[....] se você for lá dentro das obras kardequianas, você vai encontrar os espíritos de Santa Maria ligados à obra kardequiana. Aqueles espíritos desencarnaram compromissados com o evangelho, vieram de lá para poder dar suporte à doutrina espírita, porque foi o lugar onde me escolhera a espiritualidade e se preparou para poder continuar a divulgar a doutrina neste Brasil Central. Vieram muitos espíritos desta época [da crucificação] que conheceram o Cristo, que se comprometeram com ele e traziam remorso na alma. Se você observar os trabalhos que eram montados ali em Santa Maria, eles seguiam os mesmos padrões da sociedade parisiense...por quê? O próprio codificador nos orientava através de Eurípedes Barsanulfo, principalmente, e de outros companheiros sobre como deveríamos exercer e manobrar as reuniões para que pudessem ter êxito.”

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Silvino Elvídio, Barão do Abiahy

Sérgio Botelho – Em 17 de outubro de 1873, quando tomou posse na Presidência da Província da Parahyba do Norte, Silvino Elvídio Carneiro da Cunha estava voltando ao cargo que brevemente assumira entre abril e junho de 1869. Nascido na cidade da Parahyba (atual João Pessoa), em 31 de agosto de 1831, ele também retornava da missão, confiada pelo Império, que fora a do governar o Maranhão. Antes, havia administrado, pela ordem, Rio Grande do Norte e Alagoas. Líder conservador, o futuro Barão do Abiahy (título conquistado no apagar das luzes do Império, na década de 1880), era um fiel súdito imperial, certamente com competência para receber missões dessa ordem de importância. Tendo entre seus focos a educação, foi dele a iniciativa de construir o prédio da Escola Normal, na Avenida General Osório, onde hoje funciona a Biblioteca Pública da Paraíba, na esquina com a Peregrino de Carvalho. Foram do seu governo as providências iniciais para a chegada do trem na província, empresa sob o nome Caminho de Ferro Conde d’Eu, segundo decreto imperial de nº 5.608, de 25 de abril de 1874 (na íntegra, no Portal da Câmara dos Deputados). Mas nem tudo foram flores em seu governo, tendo enfrentado enorme confusão quando, em Campina Grande, estourou uma revolta popular histórica, a do Quebra Quilos, sob a liderança do mítico João Carga d’Água, rapidamente disseminada em alguns estados do Nordeste. Formado em Direito, desde 1853, pela Faculdade de Direito de Olinda, Barão do Abiahy faleceu a caminho de Recife, a bordo do vapor Olinda, quando a embarcação já se preparava para atracar, em 8 de abril de 1892, meses antes de completar 61 anos. (Foto: Silvino Elvídio) *Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.