sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A conquista da América

As Capitanias Hereditárias

Tapuia é destaque em documentário

Um dos livros mais antigos das Américas.

Um dos livros mais antigos das Américas. Nele, há mais ou menos mil anos, os maias escreveram algo que ainda hoje surpreende os cientistas. É o "Códice de Dresden". Um calendário lunar extremamente preciso, que durante séculos foi usado para prever eclipses solares. E o mais impressionante: os maias descobriram como manter esse calendário atualizado ao longo de gerações. Eles criaram um sistema que combinava os diferentes ciclos da Lua e incluía correções periódicas. É como se estivessem usando uma espécie de pensamento "algorítmico" ancestral. Isso era importante porque esses ciclos não se alinham perfeitamente. Pequenos erros de sincronização tendem a se acumular naturalmente com o passar do tempo. Mas estudos modernos apontam que esse sistema poderia prever praticamente todos os eclipses solares visíveis para os maias entre os anos 350 e 1150, com uma margem de erro de cerca de apenas uma hora. Tudo isso sem telescópios, computadores ou física moderna. Apenas observação paciente, geração após geração, e cálculos engenhosos.

PARAÍBA E SUAS HISTÓRIAS. 10 de agosto e a Casa da Pólvora Sérgio Botelho

PARAÍBA E SUAS HISTÓRIAS. 10 de agosto e a Casa da Pólvora Sérgio Botelho – O dia 10 de agosto de 1704 tem particular significado para a memória da cidade. Foi nesta data que uma Carta Régia ordenou a construção da Casa da Pólvora e dos Armamentos, na então cidade da Parahyba. Segundo documento específico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a construção, localizada na Ladeira São Francisco, representou a terceira providência desse tipo construída na cidade. “Além de ser local de armazenagem de armas e munições, servia também de ponto de observação para o Porto do Capim”, diz o documento do órgão patrimonial brasileiro, citando pesquisa do fotógrafo e historiador Walfredo Rodriguez. Devido à escassez de recursos, a construção da Casa da Pólvora foi iniciada ao tempo do capitão-mor governador Fernando de Barros e Vasconcelos, e somente concluída em 1710, na administração do capitão-mor João da Maia de Gama, de acordo com o Iphan. Ainda segundo o referido instituto, a construção, de perfil seiscentista, é toda em blocos de pedra, com argamassa de barro e cal, com uma única porta e duas frestas, provavelmente para o arejamento da munição. Acima da porta foi colocada a coroa portuguesa e, logo abaixo, uma lápide que registra a data de conclusão do edifício, já no reinado de D. João V, em Portugal. O início fora autorizado pela rainha Catarina de Bragança. O prédio foi tombado em 24 de maio de 1938, pouco depois da criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão que antecedeu o IPHAN, sendo inscrita tanto no Livro do Tombo Histórico quanto no Livro de Belas Artes. A Casa da Pólvora é hoje ligada à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), órgão da prefeitura da capital, e abriga iniciativas de arte experimental e criativa, segundo dizem seus dirigentes. Em prédio próximo se encontra o arquivo fotográfico Walfredo Rodriguez. (Foto: Casa da Pólvora) *Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

Penteados tradicionais Africanos