segunda-feira, 27 de julho de 2026

No dia 26 de julho de 1930, o Brasil foi surpreendido pela morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

REVOLUÇÃO DE 30 | No dia 26 de julho de 1930, o Brasil foi surpreendido pela morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então presidente (cargo equivalente ao de governador) da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. Ele foi ass4ssin4do aos 52 anos, na Confeitaria Glória, no Recife (PE), em um cr1me que marcaria profundamente a história política do país. João Pessoa foi m0rto por João Dantas, adversário político envolvido em intensos conflitos com o governo paraibano. Embora o assassinato tenha tido motivações pessoais, o episódio ganhou repercussão nacional e acabou sendo utilizado como um dos principais argumentos para mobilizar a Revolução de 1930, movimento que, poucos meses depois, levou Getúlio Vargas ao poder e encerrou a chamada República Velha. Natural de Umbuzeiro, na Paraíba, João Pessoa nasceu em 24 de janeiro de 1878. Formado em Direito, construiu carreira na magistratura e na política, tornando-se presidente da Paraíba em 1928. Durante sua administração, adotou medidas de combate ao coronelismo e de modernização da gestão pública, enfrentando forte resistência de grupos políticos tradicionais. Sua m0rte provocou grande comoção em todo o país. O corpo foi velado com honras e transformado em símbolo da campanha revolucionária liderada por Vargas. Em homenagem ao político, a então capital paraibana, que se chamava Parahyba do Norte, passou a se chamar João Pessoa, nome que mantém até hoje. Passados 96 anos de sua morte, João Pessoa continua sendo uma das figuras mais importantes da história política brasileira. Seu ass4ssin4to é lembrado como um dos acontecimentos decisivos que antecederam a Revolução de 1930 e mudaram os rumos da política nacional.

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