Viva a História
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Antonio da Silva Pessoa
Em 1915, a Paraíba era governada por Antonio da Silva Pessoa (tio de João Pessoa) e vivia sob o modelo oligárquico, no qual os grandes proprietários rurais e chefes políticos regionais ditavam o rumo do estado através do voto de cabresto, alianças locais e o controle dos municípios do interior (Sertão, Agreste e Brejo).
A reunião de lideranças de tantas regiões distintas no Hotel Central simbolizava as articulações e pactos de poder do Partido Republicano Parahybano (PRP) para a manutenção das oligarquias.
A foto reúne nomes que definiriam a história da Paraíba nas décadas seguintes:
José Pereira Lima: O famoso "Coronel de Princesa Isabel". Anos mais tarde, em 1930, lideraria a histórica Revolta de Princesa contra o governo de João Pessoa.
João Suassuna: Chefe político do Sertão (Sertão do Piancó), seria presidente (governador) da Paraíba entre 1924 e 1928 e deputado federal. Pai do escritor Ariano Suassuna.
Solon de Lucena: Jurista e político, foi presidente (governador) da Paraíba entre 1920 e 1924.
Miguel Sátyro: Importante chefe político de Patos e do Sertão paraibano, com enorme influência na escolha de gestores regionais. Era pai do Governador Ernani Sátyro.
Celso Mariz: Intelectual, jornalista, historiador e político de grande relevância no estado.
José Gaudêncio: Influente chefe político da região do Cariri paraibano (São João do Cariri/Cabaceiras).
Nitão Lacerda: Liderança política tradicional da região de Conceição e Vale do Piancó.
Inocêncio Justino, Pedro Bezerra, Joaquim Matos e Oscar Soares: Importantes chefes locais, fazendeiros e chefes de clãs políticos no interior do estado.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
PascomSerraBranca
Quem contempla a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição talvez não imagine o que o tempo deixou marcado em seus pontos mais altos. Pináculos, pinhas e volutas — elementos que, em diferentes momentos da história, foram removidos da fachada — estão sendo cuidadosamente reintegrados durante a atual obra de reforma do templo.
Mais do que devolver ornamentos, este trabalho representa o resgate da identidade arquitetônica da nossa igreja. Cada peça é preparada, restaurada e instalada por etapas, antes da pintura final, utilizando materiais e técnicas adequadas, sempre com o compromisso de respeitar a concepção original dos construtores que, há 118 anos, ergueram este patrimônio no coração de Serra Branca.
Os lugares que quase ninguém observa também merecem atenção. Os pontos mais altos da fachada não podem ser esquecidos, pois ali repousam detalhes que ajudam a contar a história da própria igreja. Cada pináculo recomposto, cada voluta reintegrada e cada elemento devolvido ao seu lugar reafirma o cuidado em preservar não apenas uma construção, mas um legado transmitido através das gerações.
Restaurar é mais do que reparar. É compreender que cada centímetro de um bem histórico possui significado. Cada símbolo foi pensado para comunicar beleza, harmonia e transcendência. Preservá-los é honrar a memória daqueles que os conceberam e garantir que as futuras gerações possam contemplar a igreja em toda a riqueza de sua linguagem arquitetônica.
A restauração acontece justamente assim: com paciência, precisão e profundo respeito pela história. Porque aquilo que muitos talvez nunca percebam é, muitas vezes, o que sustenta a autenticidade de um patrimônio.
Cada detalhe conta uma parte da história. E é por isso que nenhum deles pode ser ignorado.
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