Viva a História
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Em um dia como hoje, 8 de setembro de 1933, o presidente Getúlio Vargas visitava a Paraíba, em uma passagem pela capital paraibana marcada por solenidades, homenagens e forte significado político.
Em um dia como hoje, 8 de setembro de 1933, o presidente Getúlio Vargas visitava a Paraíba, em uma passagem pela capital paraibana marcada por solenidades, homenagens e forte significado político.
Vargas chegou a João Pessoa acompanhado de sua comitiva, durante uma excursão pelo Norte e Nordeste do país. Na capital, foi recebido por autoridades e por uma grande multidão, em um ambiente cuidadosamente preparado para a visita presidencial.
O principal compromisso daquele dia era a inauguração do monumento em homenagem a João Pessoa, erguido no centro da atual Praça João Pessoa. A solenidade reuniu Getúlio Vargas, o ministro paraibano José Américo de Almeida, o interventor Gratuliano Brito, o arcebispo Dom Adauto e outras autoridades.
Conhecido como Altar da Pátria, o monumento foi projetado pelo escultor italiano Humberto Cozzo, radicado no Brasil, e havia sido concebido como uma grande homenagem à memória de João Pessoa, assassinado em Recife três anos antes. A obra foi inaugurada com discursos de José Américo e de Epitácio Pessoa Cavalcanti, filho de João Pessoa. Ao final da cerimônia, Getúlio Vargas e Dom Adauto desataram a fita que cobria o monumento.
A visita ocorreu em um momento politicamente significativo. O governo Vargas ainda era o Governo Provisório, instalado após a Revolução de 1930, e a memória de João Pessoa continuava sendo mobilizada como um dos símbolos daquele movimento. A imprensa oficial paraibana dedicou ampla cobertura à passagem presidencial e às realizações atribuídas ao novo regime no estado.
📚 Fontes
* 📰 A União — edição de 9 de setembro de 1933, com a cobertura da visita presidencial.
Créditos:
* Perfil / Autor da Publicação: @memoriasparaibanas (Instagram)
Para muitos povos indígenas, construir nunca foi apenas levantar paredes.
Antes de construir, era preciso observar o lugar: de onde nasce o Sol, por onde vêm os ventos, onde está a água, como são as montanhas e quais são as direções. Entre povos das Planícies, por exemplo, existem tradições em que a entrada dos tipis é voltada para o leste, para o nascer do Sol. Nos hogans Diné, essa relação com o nascente também aparece. E em Chaco, construções ancestrais Pueblo foram orientadas pelas direções e pelos ciclos do Sol e da Lua.
A casa, então, não estava separada da paisagem. Céu, terra, ciclos da natureza e vida humana faziam parte de uma mesma leitura do lugar. Até uma abertura podia ter um sentido: em construções ancestrais do Sudoeste, há janelas e outros elementos ligados à observação dos solstícios e do movimento do Sol ao longo do ano.
E acho muito incrível perceber que povos tão distantes chegaram, cada um dentro da sua própria cultura, a observar algo parecido: a forma como a gente habita um lugar também muda a forma como a gente vive. No Feng Shui, isso aparece na leitura da paisagem, das direções, das aberturas e do fluxo do qi. Em outras tradições, existem outros nomes, outras histórias e outras formas de entender essas relações.
E no fim fica uma pergunta que eu gosto muito: somos nós que habitamos os lugares ou, com o tempo, são os lugares que passam a habitar e transformar quem somos?
Fontes e Referências:
* Perfil do Post: @natytataendy (Instagram)
* Coautoria Mencionada: earthretreat e natytataendy
Esta fotografia histórica, realizada em 1866, retrata a Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon ao lado de seu marido, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, o Duque de Saxe, e de seu filho primogênito, Dom Pedro Augusto.
Esta fotografia histórica, realizada em 1866, retrata a Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon ao lado de seu marido, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, o Duque de Saxe, e de seu filho primogênito, Dom Pedro Augusto.
Mais do que um retrato formal da realeza do século XIX, a imagem preserva um raro instante familiar. Leopoldina aparece sentada com o pequeno Pedro Augusto em seus braços, enquanto Luís Augusto permanece ao lado da esposa e do filho, compondo uma cena cuidadosamente organizada segundo os costumes da fotografia de estúdio da época.
Os trajes escuros, o mobiliário ornamentado, a postura dos retratados e a simplicidade do fundo revelam a linguagem visual característica dos grandes ateliês oitocentistas. Mas, por trás da solenidade, permanece aquilo que torna a fotografia especialmente humana: o registro de uma jovem família em um momento muito particular de sua história.
Produzida há cerca de 160 anos, a fotografia atravessou gerações e hoje nos permite observar não apenas personagens ligados à história do Império do Brasil, mas pessoas que, por alguns segundos, permaneceram imóveis diante de uma câmera para deixar sua presença registrada no tempo.
Princesa Leopoldina, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e Dom Pedro Augusto, 1866.
Fontes e Referências:
* Perfil / Autor do Post: @lh_orestaurador (Instagram)
* Restauração: LH O Restaurador
* Personagens Retratados: Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e Dom Pedro Augusto (1866)
Registrada no Rio de Janeiro pelo estúdio Henschel & Benque, esta fotografia preserva a imagem de D. Teresa Cristina Maria, Imperatriz do Brasil e esposa de D. Pedro II.
onhecida por sua postura discreta e pelo carinho que conquistou entre os brasileiros, Teresa Cristina tornou-se uma das figuras mais marcantes da Família Imperial.
Mais de um século depois, cada detalhe do vestido, do mobiliário e de sua expressão volta a ganhar vida através da restauração e da colorização, sempre buscando respeitar a essência da fotografia original.
D. Teresa Cristina Maria
1822–1889
📷 Fotografia histórica restaurada e colorizada por LH O Restaurador
✨ Gosta de história e de ver fotografias antigas ganhando uma nova vida? Siga meu perfil para acompanhar novas restaurações e conhecer mais personagens e momentos da nossa história.
Fontes:
* Perfil do Post: @lh_orestaurador (Instagram)
* Estúdio Fotográfico Original: Henschel & Benque (Rio de Janeiro)
* Restauração e Colorização: LH O Restaurador
Essa fotografia registra um dos momentos mais emblemáticos do cangaço: Lampião, o famoso líder do bando, posando com um exemplar do jornal O Globo em mãos.
A imagem, tirada no sertão nordestino durante os anos 1930, revela mais do que apenas a figura temida do "Rei do Cangaço". Ela mostra também a complexidade de sua personalidade e a forma como o próprio Lampião cultivava sua imagem diante do Brasil.
O detalhe curioso é que, mesmo vivendo em meio ao sertão árido, entre emboscadas, fugas e combates contra as volantes policiais, Lampião fazia questão de acompanhar as notícias da capital. O jornal era para ele mais do que uma leitura: era uma forma de se conectar ao mundo além das caatingas, saber como era retratado pela imprensa e, ao mesmo tempo, afirmar seu poder de estar informado. O gesto de segurar o jornal na foto sugere uma mensagem clara: ele não era apenas um fora da lei rústico, mas um homem atento, que conhecia a importância da própria fama e sabia como manipular sua imagem.
Vestido com o traje típico dos cangaceiros — chapéu de couro ornamentado, cartucheiras cruzadas no peito, armas sempre à mostra — Lampião aparece como um símbolo vivo da resistência sertaneja. O contraste entre a brutalidade da vida no cangaço e a sofisticação de ler um jornal de circulação nacional cria uma cena que até hoje intriga historiadores e curiosos.
Via História Perdida
Fontes:
* Perfil do Post: @historiaesquecida (Instagram)
* Fonte do Conteúdo: História Perdida
Foi assim que a ponta de uma lança atravessou um osso durante a Guerra Gaélica Romana. Ainda permanece no osso depois de 2070 anos.
A Guerra das Gálias:
As Guerras das Gálias foram uma série de campanhas militares conduzidas por Júlio César entre 58 e 50 a.C. contra diversos povos celtas e #germânicos que habitavam a Gália, região correspondente principalmente à atual França, Bélgica e partes da Suíça. O conflito terminou com a conquista #romana de grande parte desse #território e fortaleceu enormemente o prestígio político e #militar de César.
A guerra começou quando César interveio contra a migração dos helvécios e, depois, enfrentou o líder germânico Ariovisto. Nos anos seguintes, as legiões romanas combateram várias tribos gaulesas, enquanto César também realizou expedições à Britânia e atravessou o rio Reno para demonstrar o poder de #Roma.
A principal resistência ocorreu em 52 a.C., sob a liderança de Vercingetórix, chefe dos arvernos. Ele conseguiu unir diversas tribos contra os romanos, mas foi derrotado no cerco de Alésia, onde César construiu fortificações voltadas tanto para a cidade sitiada quanto para o exército gaulês que tentava resgatá-la. Após a rendição de Vercingetórix, a #resistência organizada enfraqueceu.
A conquista da Gália trouxe riquezas, terras e prestígio a César, mas também provocou enorme #violência, mortes, escravização e deslocamentos populacionais. O próprio César narrou suas campanhas em De Bello Gallico, Comentários sobre a Guerra das Gálias, uma obra importante para conhecer o conflito, embora escrita para justificar suas decisões e promover sua imagem diante do público romano.
Historicamente, a guerra transformou o equilíbrio de poder na República Romana: César voltou à Itália à frente de um exército experiente e, pouco depois, entrou em conflito com seus adversários políticos, dando início à guerra civil que o levaria ao #poder.
Fontes e Referências Mencionadas:
* Fonte da Publicação: @oraculodahistoria (Instagram)
* Fonte Histórica Primária: De Bello Gallico (Comentários sobre a Guerra das Gálias), escrito por Júlio César.
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