quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O primeiro hasteamento da Bandeira da FEB na Itália

O primeiro hasteamento da Bandeira da FEB na Itália No 1º acampamento da FEB na Itália, o primeiro hasteamento da Bandeira Nacional foi cercado de emoção. O honroso trato do símbolo máximo da Pátria mostrou o amor real dos pracinhas pela terra natal. O trecho a seguir faz parte do livro "Guerreiros da Província". > "Mais de cinco mil pessoas entraram em formação, em um imenso quadrado, ombro a ombro, sem intervalos. No centro do dispositivo, ao lado do mastro improvisado com galho de amendoeira, estavam os generais Mascarenhas e Zenóbio. O 2º Sgt Antônio Olímpio Duarte testemunhou o Cmt da 1ª DIE dar o comando de 'Sentido!' ao cabo-clarim Sacramento. Bradou em seguida: > Soldados do Brasil! Pela primeira vez na história, uma bandeira sul-americana está sendo hasteada nos céus da velha Europa, no solo da Itália. > Esta glória coube à Bandeira do Brasil. Vós fostes escolhidos para essa efeméride e sereis, nas incertezas dos combates futuros, os responsáveis por sua honra, como representantes das armas do Brasil. > O cabo Sacramento tocou a marcha batida e Zenóbio da Costa começou a hastear a Bandeira do Brasil. 'Enquanto isso acontecia, eu sentia que a terra desaparecia sob meus pés e eu me encontrava flutuando num manancial de emoções patrióticas difícil de descrever', declarou Olímpio." > Foi um espetáculo belíssimo, singular. Único em nossa história. [...] O Hino Nacional foi cantado com uma vibração e entusiasmo de arrepiar, com um ardor patriótico nunca visto no Exército. Filme do hasteamento e texto completo em: https://shorturl.at/obQd2 Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram memorialdafeb. * Livro citado no texto: Guerreiros da Província. * Link mencionado na publicação: https://shorturl.at/obQd2

Mapeamentos a laser na Amazônia

Mapeamentos a laser revelaram estruturas monumentais escondidas sob a floresta amazônica, evidenciando a complexidade das antigas sociedades indígenas! Um estudo publicado na revista científica Nature investigou construções geométricas de terra no sudoeste da Amazônia, incluindo áreas do Acre e do sul do Amazonas. Utilizando a tecnologia LiDAR, que mapeia o relevo por meio de pulsos de laser, os pesquisadores identificaram 396 geoglifos ainda não registrados na região pesquisada. Mas o que torna essa descoberta tão especial? As estruturas incluem enormes recintos geométricos delimitados por valas que podem alcançar 13 metros de largura e 5 metros de profundidade. Esses espaços podem ter servido para cerimônias, encontros coletivos e atividades políticas. E a dimensão dessa antiga sociedade impressiona ainda mais. Com base nas evidências e em estimativas demográficas, os pesquisadores propõem que a população regional pode ter alcançado entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes em seu auge. Essa estimativa não representa uma contagem direta de pessoas e precisa ser interpretada com cautela. As descobertas reforçam que a Amazônia pré-colonial abrigou sociedades capazes de construir grandes obras e transformar a paisagem muito antes da chegada dos europeus. Você imaginava que a floresta amazônica escondia vestígios de sociedades tão complexas? Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram canalclubedoconhecimento. * Fontes listadas na publicação: * Nature — estudo sobre as estruturas pré-coloniais do sudoeste amazônico. * Universidade de Helsinki — informações sobre a pesquisa. * Crédito de imagem: Representação artística dos geoglifos amazônicos.

O ostracismo na antiga Atenas

Na antiga Atenas, pedaços de cerâmica eram usados para decidir quais políticos deveriam deixar a cidade. Há mais de 2.400 anos, cidadãos escreviam nomes em fragmentos de vasos quebrados para votar pelo afastamento de figuras públicas. A prática era conhecida como ostracismo. Entre 1966 e 1969, escavações arqueológicas em Kerameikos, em Atenas, revelaram cerca de 8.500 fragmentos com inscrições relacionadas a esse mecanismo político. Mas como funcionava? Os cidadãos participantes registravam o nome da pessoa que desejavam afastar. Quando a votação cumpria os requisitos estabelecidos, o escolhido podia ser obrigado a deixar Atenas por dez anos, sem necessariamente perder seus bens ou direitos cívicos. Chamados de óstracos, os fragmentos eram feitos de cerâmica quebrada, um material acessível e prático para registrar os votos. O termo "ostracismo" deriva justamente dessa palavra grega. O conjunto encontrado em Kerameikos é associado, provavelmente, a uma votação realizada em 471 a.C. As inscrições preservam nomes de figuras políticas e ajudam a compreender as disputas que marcaram a democracia ateniense. O achado mostra como objetos cotidianos podem revelar detalhes importantes sobre o funcionamento das sociedades antigas e sobre os mecanismos utilizados pelos atenienses para afastar indivíduos considerados ameaças à cidade. Você imaginava que pedaços de vasos quebrados já foram usados para decidir o destino de políticos? Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram canalclubedoconhecimento. * Fontes listadas na publicação: * Instituto Arqueológico Alemão: https://publications.dainst.org/books/dai/catalog/book/82 * Bryn Mawr Classical Review: https://bmcr.brynmawr.edu/2020/2020.08.16/ * Oxford Academic: https://academic.oup.com/book/44884

Maurício de Nassau e o Brasil Holandês

João Maurício de Nassau-Siegen (1604-1679), nobre calvinista nascido no Castelo de Dillenburg e neto de Jan de Nassau, irmão de Guilherme de Orange, partiu de Texel em 25 de outubro de 1636 e chegou ao Recife em 23 de janeiro de 1637, a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (WIC). Os holandeses buscavam açúcar, tabaco e madeira de tinturaria para financiar a Guerra dos Oitenta Anos contra a Espanha. Governador entre 1637 e 1643, instalou-se na ilha de Antônio Vaz, onde fundou Mauritsstad: drenou terrenos, abriu canais, diques e pontes, e ergueu os palácios de Friburgo e da Boa Vista, jardins botânico e zoológico, um museu natural e um observatório astronômico. Militarmente, conquistou Porto Calvo e estendeu o domínio ao Ceará, Sergipe e Maranhão, mas fracassou no cerco a Salvador (1638). Para suprir a demanda por escravos, tomou Elmina, Luanda e São Tomé. Patrocinou cientistas e artistas, como Piso, Markgraf, Frans Post, Eckhout e Wagener, autores da Historia naturalis Brasiliae, considerada a mais importante obra científica sobre o Brasil até o século XIX. Também introduziu uma espécie de parlamento e praticou política tolerante. Divergências com a WIC, que esperava lucros imediatos, levaram-no a deixar o Brasil em maio de 1644. A espoliação dos engenhos portugueses, o desejo de restaurar o culto católico e a expulsão dos holandeses do Maranhão alimentaram a insurreição. Na Europa, foi general de cavalaria, governador de Cleves e de Utrecht e príncipe de Nassau-Siegen. Morreu celibatário, em 1679. Sérgio Buarque, em Raízes do Brasil, desconstruiu o mito de que o país seria melhor se colonizado pelos holandeses, falando em uma "grandeza de fachada". Evaldo Cabral de Mello mostrou que a "nostalgia nassoviana" vem de antes do século XIX: desde o século XVIII, obras portuguesas eram atribuídas aos flamengos. Citando Southey, concluiu que língua, religião e costumes lusos eram obstáculos insuperáveis, e o Brasil holandês seria apenas um breve parêntese na colonização ibérica. Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram brasilis_regnum. * Obras e autores citados no texto: * Historia naturalis Brasiliae (de Piso, Markgraf, Frans Post, Eckhout e Wagener). * Raízes do Brasil (de Sérgio Buarque de Holanda). * Estudos de Evaldo Cabral de Mello e menção a Robert Southey.

A FURNA DOS CABOCLOS

Muito antes das cercas, das fazendas e dos grandes criadores de gado, os sertões de Crateús já tinham seus donos. Eram os povos indígenas, que viviam da caça, da pesca, da coleta e mantinham uma relação profunda com aquele território. Mas, com o avanço da colonização e a expansão das fazendas pelo interior do Brasil, essa realidade começou a mudar. As terras passaram a ser ocupadas por fazendeiros, e os povos originários, que ali viviam havia gerações, passaram a ser tratados como invasores do próprio chão. Foi nesse contexto que, em meados do século XIX, teria ocorrido um dos episódios mais violentos da nossa história: o massacre da Furna dos Caboclos, na região do atual distrito de Montenebo, em Crateús. Conta a tradição oral que os indígenas, diante da perda de seus territórios e das dificuldades de sobrevivência, passaram a abater animais que circulavam pela região. Isso teria provocado a revolta de um fazendeiro, que decidiu acabar com aquele grupo. Segundo os relatos, um homem foi enviado para conquistar a confiança dos indígenas. Depois de descobrir onde dormiam, teria sabotado seus arcos durante a noite, deixando-os indefesos. O que veio depois foi uma verdadeira covardia. Homens, mulheres e crianças teriam sido atacados dentro da furna, lugar que até então lhes servia de abrigo. Mas a história não terminou ali! Uma jovem indígena teria sobrevivido ao massacre. Posteriormente capturada por um vaqueiro, sua trajetória ficou marcada pela violência e pelo cativeiro. Décadas depois, o senhor Mariano Barata, descendente dessa sobrevivente, ajudou a preservar a memória do acontecimento por meio de seus relatos. E aqui cabe uma reflexão: quando estudamos a ocupação do território brasileiro, geralmente ouvimos falar em progresso, povoamento e desenvolvimento. Mas pouco se fala sobre o sangue indígena derramado para que as fazendas avançassem. A Furna dos Caboclos nos lembra que a expansão territorial não aconteceu sobre terras vazias. Havia povos, culturas, histórias e vidas muito antes da chegada dos colonizadores. Porque antes de existir Crateús, já existia gente fazendo história por aqui! #Historia #Crateus #Massacre Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram jairdoscanions.

Dom Pedro I e a Monarquia Liberal: a Carta de 1826

O desenho de Domingos António de Sequeira (1826) retrata o juramento da Constituição outorgada por Dom Pedro IV de Portugal, o Imperador Dom Pedro I do Brasil, jurada em nome da nova rainha, Maria da Glória (D. Maria II). A cena simboliza um novo regime, a Monarquia Liberal Parlamentar, em que o soberano passa a ser legitimado pela Constituição. Isso contrasta com o Antigo Regime defendido pela infanta Dona Maria Teresa, para quem o rei o era "pela graça de Deus", e não pela soberania nacional. No Brasil, dissolvida a Constituinte em 1823, Pedro I reuniu dez cidadãos de confiança para redigir a Carta outorgada e jurada em 25 de março de 1824. Inspirada nas constituições francesa (1791), espanhola (1812), norueguesa e portuguesa, estabelecia uma monarquia hereditária, constitucional e representativa, com quatro poderes, segundo Benjamin Constant, e fortalecia o Poder Moderador. Foi a de mais longa vigência: 65 anos. Reconhecida a Independência em 1825, correram boatos de que Pedro sonhava reunir as coroas. Com a morte de D. João VI, ele foi Rei de Portugal por sete dias (26 de abril a 2 de maio de 1826). Nesse breve reinado, outorgou a nova Carta (29 de abril) e abdicou em favor da filha (2 de maio). O texto, redigido no Brasil, recebeu influência da Carta brasileira, da francesa de 1814 e da portuguesa de 1822, mas era mais moderado que esta. Buscava conciliar liberais e absolutistas. A regente, D. Isabel Maria, fez as Cortes jurarem o texto. No Brasil, a oposição já o chamava de "pé de chumbo" e "absolutista". Em Portugal, porém, era visto como liberal, sobretudo depois que D. Miguel, proclamado rei em 1828, anulou a Carta. Pedro lutou pelos direitos da filha, proclamada rainha em 1834, e entrou para a História como instaurador da Monarquia Liberal nos dois países. Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram brazil_imperial. * Fonte bibliográfica citada no texto: Pedro Calmon, A vida de D. Pedro I: o rei cavaleiro.

Como o café entrou no Brasil escondido

Antes de virar o cafezinho de todo dia, o café entrou no Brasil escondido, e a ordem para esconder ficou registrada por escrito. Em 1727, a Guiana Francesa, vizinha do Pará, tinha café plantado e uma regra clara: a saída de sementes e mudas era proibida. Foi aí que o governo do Pará mandou o sargento-mor Francisco de Melo Palheta a Caiena, a capital da colônia francesa. O pretexto oficial era resolver uma disputa de fronteira entre portugueses e franceses. Mas o governador João da Maia da Gama deixou outra tarefa por escrito. Se entrasse em algum quintal ou jardim, Palheta deveria provar alguma fruta como desculpa e tentar esconder alguns grãos de café, "com todo disfarce e com toda cautela". Deu certo. Palheta voltou a Belém com mais de mil frutos de café e 5 mudas. No relato dele, os frutos foram entregues à Câmara da cidade para serem repartidos entre os moradores. Conta-se que as mudas foram presente da esposa de Claude d'Orvilliers, o governador francês, e vieram escondidas num buquê de flores. O detalhe histórico é que, de Belém, o café passou pelo Maranhão e desceu o país. Chegou ao Rio de Janeiro em 1760 e a São Paulo no fim do século 18, pelo Vale do Paraíba. No século 19, as grandes fazendas de café da região dependiam de mão de obra escravizada. Em 1850, o Brasil já era o maior produtor do mundo, com 40% de todo o café. Mais de 150 anos depois, o país segue no topo e responde por cerca de um terço do café do planeta. Para 2026, a Conab estima uma safra recorde de 67,6 milhões de sacas. Tudo começou com 5 mudas e uma desculpa para provar fruta. Quem passava o café na sua casa? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Referências * Perfil de origem: Postagem da página do Instagram historiailtda. * Órgão citado: Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).