sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Em 1º de novembro de 1512, as pinturas do teto da Capela Sistina foram apresentadas ao público pela primeira vez, durante uma missa celebrada pelo papa Júlio II no Dia de Todos os Santos. A obra monumental, realizada por Michelangelo Buonarroti, havia sido concluída pouco antes, após cerca de quatro anos de trabalho.
Encarregado do projeto em 1508, Michelangelo recebeu inicialmente a tarefa de pintar os 12 apóstolos e elementos decorativos. Insatisfeito com a proposta, convenceu o pontífice a permitir uma composição muito mais ambiciosa, inspirada em passagens da Bíblia e que transformaria o teto da capela em uma das obras mais célebres da arte ocidental.
O conjunto reúne nove cenas centrais do livro do Gênesis, incluindo a criação do mundo, a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden e o Dilúvio. Ao redor delas, o artista representou profetas, sibilas — figuras femininas da tradição antiga associadas às profecias — e antepassados de Cristo.
A execução exigiu um trabalho físico intenso, realizado sobre andaimes instalados a vários metros do chão. Embora a imagem popular mostre Michelangelo pintando deitado, ele trabalhou principalmente em pé, com a cabeça inclinada para trás, numa posição que exigia grande esforço durante longos períodos.
Mais de duas décadas depois, Michelangelo voltou à Capela Sistina para pintar outra obra monumental: O Juízo Final, concluída em 1541 na parede atrás do altar. As duas criações consolidaram seu legado e fizeram do local um dos espaços artísticos mais conhecidos do mundo.
📸 Getty Images
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