sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Cientistas encontraram células sanguíneas num fóssil de dinossauro, o Aratasaurus museunacionali, que viveu há cerca de 115 milhões de anos, onde hoje é a Chapada do Araripe.

De acordo com a pesquisa, os glóbulos vermelhos apresentaram uma preservação incomum, já que a degradação e a contaminação dos tecidos e das moléculas costumam ser rápidas. O sítio arqueológico, a Formação Romualdo, está localizado numa tríplice divisa entre os estados do Pernambuco, Ceará e Piauí. Segundo a pesquisa, o animal era um dinossauro terópode, um grupo de dinossauros bípedes, com ossos ocos e pneumáticos, ou seja, com cavidades internas preenchidas por ar. A análise dos pesquisadores identificou no fóssil uma molécula essencial do sangue, a heme B, e produtos de redução da heme B, localizados nos canais vasculares do animal. A detecção das biomoléculas nos fósseis funciona do isolamento molecular, a partir da análise dos extratos orgânicos do tecido fóssil, que pode identificar moléculas biomarcadoras específicas, fazendo uma comparação entre o tempo de retenção, espectros de absorção UV-Vis e espectros de massa com padrões modernos autênticos. "Detectar moléculas intactas derivadas do heme em glóbulos vermelhos de 115 milhões de anos é surpreendente: esta é realmente uma descoberta histórica. Isso não apenas amplia o registro fóssil conhecido do sangue, mas também oferece uma janela molecular direta para a fisiologia de animais extintos há muito tempo, para que possamos entendê-los melhor e ao mundo em que viviam." Kliti Grice, principal autora do estudo O estudo foi publicado, nesta segunda-feira (2), na revista National Academy of Sciences. Apesar de a descoberta envolver um fóssil brasileiro, a pesquisa foi liderada pela australiana Kliti Grice, professora da Universidade Curtin. Quatro brasileiros participaram da pesquisa: Renan Bantim, Universidade Regional do Cariri Antônio Saraiva, Universidade Regional do Cariri Juliana Sayão, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Museu Nacional Alexander Kellner, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Museu Nacional Leia a matéria completa em maiscariri.com Foto: Maurílio Oliveira/ Museu Nacional/UFRJ Fonte: CNN Brasil

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