domingo, 30 de agosto de 2026

O Manifesto do Grande Oriente do Brasil, escrito em 1831 por Gonçalves Ledo e assinado por José Bonifácio

O Manifesto do Grande Oriente do Brasil, escrito em 1831 por Gonçalves Ledo e assinado por José Bonifácio, já historiava a penetração das ideias maçônicas na "Terra de Santa Cruz". A Maçonaria tem historicamente como um de seus objetivos combater a Igreja Católica e as monarquias a ela vinculadas, propagando o ideário iluminista que chegou ao Brasil no século XVIII, especialmente entre as elites de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Seu desenvolvimento em Portugal remonta ao governo do Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho. Condenados pela Igreja desde a Bula In Eminenti (1738), de Clemente VII, e o Breve Providus (1751), de Bento XIV, os maçons foram perseguidos pelo Santo Ofício português, sobretudo sob D. Maria I. Um relatório de 1803, do corregedor José Anastácio Lopes Cardoso, relaciona três episódios centrais: a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a atuação de Hipólito da Costa este último ligado a frei José Mariano da Conceição Veloso, primo de Tiradentes. O padre Leonardo Correa da Silva, em 1814, também associou esses movimentos à influência maçônica. Discute-se a existência da sociedade Cavaleiros da Luz, possivelmente a primeira loja brasileira, e aponta-se a circulação de maçons desde 1760, como José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo. Figuras como o poeta Cláudio Manoel da Costa também são associadas ao meio maçônico. Em 1796, o carmelita Manuel Arruda Câmara fundou o Areópago de Itambé, uma das primeiras lojas do país, cujas ideias inspiraram a Conspiração dos Suassunas (1801). O Seminário de Olinda, fundado pelo bispo maçom Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, formou sacerdotes que adeririam à Revolução Pernambucana de 1817, movimento liderado por Domingos José Martins e que contou com padres como José Inácio de Abreu e Lima (padre Roma), João Ribeiro, Miguelinho e José Luís Mendonça. Na Bahia, destacaram-se as lojas Virtude e Razão (1802), fundada segundo Rodrigo José de Lima Felner, e mencionada também pelo viajante Thomas Lindley

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