segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Barão de Mauá: o maior empresário do Brasil Império
Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o Visconde de Mauá, começou a trabalhar aos doze anos, em 1825, como caixeiro de um negociante português no Rio de Janeiro. Em 1846, com ampla experiência comercial e financeira e uma firma criada após sua primeira viagem à Inglaterra, decidiu tornar-se impulsionador da indústria.
A partir da década de 1850, abriu várias frentes de desenvolvimento: a Companhia de Navegação do Amazonas (1852), que visava integrar a floresta ao resto do país; a iluminação a gás do Rio (1854), que substituiu o óleo de baleia; a Estrada de Ferro Rio-Petrópolis (1854), primeira ferrovia brasileira, que lhe rendeu o título de Barão; e os bondes do Rio (1862). Participou também da Santos-Jundiaí, de ferrovias em Pernambuco e no Paraná, de diques flutuantes, curtumes, mineração de ouro e do abastecimento de água da capital. O cabo telegráfico submarino com Portugal (1874) lhe valeu o título de Visconde. Fundou ainda os Estaleiros da Ponta d'Areia (1844), uma das primeiras indústrias navais do país. Seu brasão, com motor e navio a vapor, lembra essas obras e hoje é o emblema do Batalhão Mauá, do Exército.
Chegou a controlar 8 das 10 maiores empresas do Brasil, mas não era unanimidade. A proximidade com os gabinetes imperiais o levou a negócios fracassados, por alto risco ou má-fé de agentes públicos. Para financiar seus empreendimentos, aproximou-se dos Rothschild, o que se mostrou nocivo: parte de seus negócios, sobretudo a São Paulo Railway, passou a eles por valores módicos, em julgamentos duvidosos.
Mauá faliu sem receber ajuda do governo, mas, segundo se diz, pagou todos os credores, vendendo até objetos pessoais. Terminou a vida como corretor de café, sinal de que a economia de Dom Pedro II ainda dependia desse produto.
Décadas depois, Alberto de Faria o retratou como ideal realizado, encarnação dos valores que a nação deveria seguir. Getúlio Vargas o chamou de "gênio realizador", e Azevedo Amaral o viu como restaurador do sentido econômico da evolução brasileira.
Fonte:
* Perfil de Instagram: brazil_imperial
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário