sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Mahommah Gardo Baquaqua.

Mahommah Gardo Baquaqua, nascido na África no início do século XIX foi levado para o Brasil, em 1845, onde foi escravizado por um senhor que era padeiro (em Olinda), Baquaqua foi brutalmente castigado onde trabalhou, na construção de casas, carregando pedras, aprendeu o português e chegou a exercer funções como “escravo de tabuleiro”,vendedor externo, função normalmente reservada a escravos de confiança e inteligentes, antes de fugir do para Nova York, em 1847. Ele escreveu a única autobiografia de um africano escravizado em terras brasileiras. Estudou no New York Central College, em McGrawville, por quase três anos. Em 1854, foi para o Canadá e sua bibliografia foi publicada no mesmo ano por Samuel Downing Moore em Detroit, numa tentativa de arrecadar fundos para a campanha abolicionista. A autobiografia – chave do seu engajamento na luta – é contemporânea e guarda similaridade com a de Solomon Northup. Americano nascido livre e escravizado no Sul dos Estados Unidos, ele teve sua obra adaptada para o cinema em 2013, com o título “Doze anos de escravidão”.

A menina que veio da antiga Beríngia

O sequenciamento do DNA extraído de ossos fossilizados de uma recém-nascida de 6 semanas que viveu 11.500 anos atrás em um assentamento na bacia do rio Tanama, no centro do Alasca, forneceu novas informações sobre como pode ter sido o povoamento inicial das Américas (Nature, 3 de janeiro). Segundo análises feitas por arqueólogos e geneticistas das universidades de Copenhague, na Dinamarca, e de Cambridge, no Reino Unido, a bebê fez parte de uma população que deve ter compreendido alguns milhares de indivíduos e viveu estacionada por uns poucos milhares de anos na Beríngia.
Esse é o nome dado à vasta porção de terra firme (hoje em grande parte submersa) que ligava a Sibéria, no leste da Ásia, ao Alasca, no norte das Américas, entre aproximadamente 30 mil e 15 mil anos atrás, durante a última glaciação, quando o nível do mar estava mais baixo do que hoje.
Os pesquisadores denominaram o povo da menina, cujos vestígios foram encontrados em 2013 ao lado de outro fóssil de bebê, de antigos beríngios.
Eles e os ancestrais de todos os ameríndios atuais descenderiam de uma única população do leste da Sibéria que teria se separado geneticamente dos demais asiáticos há cerca de 36 mil anos.
Os antigos beríngios divergiram geneticamente dessa população por volta de 20 mil anos atrás, mas não foi possível descobrir se a divisão ocorreu ainda na Ásia ou já nas Américas.
Os ancestrais dos ameríndios atuais teriam se separado dessa mesma população um pouco mais tarde, aproximadamente 16 mil anos atrás."
FONTE: http://revistapesquisa.fapesp.br/…/a-menina-que-veio-da-a…/…

A história de Doutora Nise da Silveira, a mulher que lutou enfaticamente para a humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil.

Nise da Silveira nasceu em Maceió, Alagoas, em 15 de fevereiro de 1905, filha de um professor de matemática e uma pianista, estudou o ensino básico em um colégio de freiras e foi a única mulher admitida em uma turma de 157 homens, na Universidade de Medicina da Bahia, em 1926.
Formou-se médica e casou-se com o sanitarista Mário Magalhães da Silveira, com quem não teve filhos, por decisão dos dois, pois decidiram se dedicar a carreira acadêmica. Junto ao marido Nise publicou artigos onde apontava as relações entre pobreza, desigualdade, promoção da saúde e prevenção da doença no Brasil, por suas publicações, por manter leituras marxistas e militância ao lado do Partido Comunista e dos trabalhadores, Nise foi acusada de conspiração e presa em 1936, no carcere conheceu Graciliano Ramos(também preso).
Ao ser libertada após 18 meses, continuou os estudos em psiquiatria se aproximando das ideias Freudianas e Junguianas. No ano de 1944 foi integrada ao serviço público e iniciou seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, em Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde retomou sua luta contra as técnicas psiquiátricas que considerava agressivas aos pacientes. Nesse período os tratamentos psiquiátricos eram, majoritariamente, sustentados por práticas desumanas como: eletrochoques, insulinoterapia, sedação continua e a famosa e temida lobotomia. Nise, discordando das práticas de seus colegas, pediu transferência para uma área abandonada do hospital e lá implantou aos poucos o sistema de tratamento de Terapia Ocupacional, usando as artes e atividades lúdicas para atingir o inconsciente dos pacientes e ajuda-los a superar seus transtornos psiquiátricos, o tratamento atingiu sucesso considerável, conseguindo resultados superiores aos do métodos tradicionais . A psiquiatra, questionada fortemente pela classe médica da época, buscou apoio em artistas e pesquisadores internacionais, como o renomado médico psiquiatra Carl Gustav Jung, que trocou correspondências e se encontrou com Nise por várias vezes.
Em 1952, ela fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição, valorizando-os como documentos que abriam novas possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquizofrênico. Alguns anos depois da fundação do museu, Nise desenvolveu outro projeto também revolucionário para sua época: criou a "Casa das Palmeiras", uma clínica voltada à reabilitação de antigos pacientes de instituições psiquiátricas. Nesse local os pacientes podiam expressar sua criatividade, sendo tratados como pacientes externos numa etapa intermediária entre a rotina hospitalar e sua reintegração à vida em sociedade, o uso de animais de estimação era frequente e considerado uma espécie de remédio para amenizar a solidão e dificuldades de comunicação dos internos. A médica provou que não bastava apenas tratar os pacientes com humanidade, mas também era necessário zelar pela nova vida que levariam após a cura ou controle dos transtornos.
O excelente trabalho da Doutora Nise deixou um legado de muitos artigos e exemplos que impulsionaram o movimento Antimanicomial no Brasil.
Com o sucesso atingido, Nise se transformou em membro fundadora da Sociedade Internacional de Expressão Psicopatológica e levou para o mundo a eficácia das práticas que ajudou a implantar nas clínicas psiquiátricas do país.
A grande Psiquiatra é reconhecida internacionalmente e foi agraciada com vários prêmios, homenagens e condecorações entre eles:
"Ordem do Rio Branco" no Grau de Oficial, pelo Ministério das Relações Exteriores (1987)
"Prêmio Personalidade do Ano de 1992", da Associação Brasileira de Críticos de Arte
"Medalha Chico Mendes", do grupo Tortura Nunca Mais (1993)
"Ordem Nacional do Mérito Educativo", pelo Ministério da Educação e do Desporto (1993)
Seu trabalho e idéias inspiraram a criação de museus, centros culturais e instituições terapêuticas, similares às que criou, em diversos estados do Brasil e no exterior, por exemplo:
O "Museu Bispo do Rosário", da Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro)
O "Centro de Estudos Nise da Silveira" (Juiz de Fora, Minas Gerais)
O "Espaço Nise da Silveira" do Núcleo de Atenção Psicossocial (Recife)
O "Núcleo de Atividades Expressivas Nise da Silveira", do Hospital Psiquiátrico São Pedro (Porto Alegre, Rio Grande do Sul)
A "Associação de Convivência Estudo e Pesquisa Nise da Silveira" (Salvador, Bahia)
O "Centro de Estudos Imagens do Inconsciente", da Universidade do Porto (Portugal)
O "Association Nise da Silveira - Images de l'Inconscient" (Paris, França)
o "Museo Attivo delle Forme Inconsapevoli" (hoje renomeado "Museattivo Claudio Costa", Genova, Itália)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Venezuela já está "invadindo" o Brasil.

Sempre quando fala sobre invasão venezuelana, ainda mais para os amantes de militarismo, logo imaginam uma invasão militar venezuelana estilo filme de guerra, mas não.
Podemos dizer que a "invasão venezuelana" ocorre de outra maneria. Nós últimos três anos mais de 40 mil venezuelanos fugiram para o Brasil.
Fugiram da crise venezuelana comandada por Nicolás Maduro, este que não quer uma chapa de oposição concorrendo as eleições, ou seja, ditadura disfarçada de democracia. Na Venezuela falta tudo, comida, remédio, e sobra violência.
Está matéria no Youtube explica direitinho os dados e a situação atual migração dos venezuelanos

A Rainha Margrethe II da Dinamarca com seu marido, o Príncipe Henrique de Monpezat, no dia de seu casamento, em junho de 1967. O Príncipe faleceu ontem, aos 83 anos.


Kim Jong Un e sua esposa Ri Sol Ju

Ri Sol Ju é a atual primeira-dama da Coreia do Norte.Há quem diga que ela teria sido uma cantora. Outros dizem que ela foi líder de torcida de uma seleção norte-coreana.
O nível de sigilo que cerca a família que comanda a Coreia do Norte é tamanho que não se sabe, por exemplo, quantos filhos Jung-un e a mulher têm.
Segundo o serviço de inteligência da Coreia do Sul, a primeira-dama teve o terceiro filho em fevereiro de 2017.Acredita-se que os outros dois herdeiros nasceram entre 2010 e 2013.

Nessa foto, tirada nos anos 70 pelo fotógrafo irlandês Colman Doyle, vemos uma voluntária do IRA em ação na região de West Belfast, com um rifle de assalto AR-18.

O AR-18 se tornou um dos símbolos do IRA (Exército Republicano Irlandês), tendo sido obtido dos EUA no início dos anos 70. Os combatentes do grupo católico paramilitar chegaram a apelidar ela de ´The Widowmaker´ (´A Fazedora de Viúvas´)
A Irlanda do Norte, desde a década de 60, abrigava uma violenta guerra civil entre os grupos Republicanos que lutavam contra o domínio britânico no país, como o IRA, e as forças leais aos britânicos. Basicamente, era um cabo de guerra para a manutenção ou não manutenção do país em anexação com o Reino Unido, e sua posterior reunificação com a Irlanda em caso de vitória dos separatistas (o que não aconteceu, onde o IRA baixou as armas em 2005).
Por trás do conflito, havia um forte motivo religioso, onde o lado dos Republicanos era composto por católicos e o lado pró-britânico era composto por protestantes, estes os quais eram maioria e inflamavam o preconceito contra a minoria. As mulheres, no geral, atuavam em peso no conflito