quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Em 5 de outubro de 1897, chegava ao fim a Guerra de Canudos, um dos episódios mais sangrentos e marcantes dos primeiros anos da República brasileira. Após meses de combates, o arraial de Belo Monte, liderado por Antônio Conselheiro, foi finalmente destruído pelas tropas do Exército.
Em 5 de outubro de 1897, chegava ao fim a Guerra de Canudos, um dos episódios mais sangrentos e marcantes dos primeiros anos da República brasileira. Após meses de combates, o arraial de Belo Monte, liderado por Antônio Conselheiro, foi finalmente destruído pelas tropas do Exército.
Localizado no sertão da Bahia, o povoado reunia milhares de sertanejos pobres, ex-escravizados e outros grupos que passaram a viver sob a liderança religiosa de Conselheiro. A comunidade entrou em conflito com autoridades locais e com o governo republicano, que passou a enxergá-la como uma ameaça à ordem estabelecida.
Entre novembro de 1896 e outubro de 1897, o Exército realizou quatro expedições militares contra Canudos. As três primeiras foram derrotadas pelos habitantes do arraial, que conheciam o território e utilizavam estratégias de resistência. Na quarta campanha, porém, milhares de soldados cercaram Belo Monte com artilharia pesada.
Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro de 1897, provavelmente em decorrência de uma doença. Mesmo sem sua liderança, os últimos defensores continuaram resistindo até 5 de outubro, quando as forças governamentais tomaram o arraial. No dia seguinte, o local foi incendiado e destruído.
A guerra deixou um número de mortos que jamais foi determinado com precisão, mas estima-se que milhares de sertanejos tenham sido mortos, além de centenas de militares. Pouco depois, Euclides da Cunha transformaria o conflito em tema de Os Sertões, publicado em 1902, uma das obras fundamentais da literatura brasileira.
Referências Citadas no Texto
* Obra literária / Livro: Os Sertões, escrito por Euclides da Cunha e publicado em 1902 (obra fundamental da literatura brasileira que aborda o conflito).
* Crédito de imagem / Banco de dados: Picryl (indicado como fonte de imagem ou arquivo visual no final da publicação).
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