segunda-feira, 26 de outubro de 2026
A tragédia Chinesa na Segunda Guerra Mundial
Na imagem, vemos um soldado chinês realizando uma dança tradicional antes de entrar na batalha. Realmente é um pouco difícil contextualizar essa imagem, mas, pelo que foi investigado, ela data do início dos anos 1930, durante a invasão da Manchúria pelo Império do Japão ou em alguns dos incidentes posteriores a isso.
O antigo e o "moderno" contrastam na foto. Em uma mão, o militar segura um Dadao, a espada icônica da China, e na outra vemos um rifle Mauser de 1888 (uma cópia produzida na China ou um modelo importado da Alemanha).
Os soldados chineses passaram a sofrer demasiadamente durante o conflito com o Japão, e os seus prisioneiros de guerra foram os mais cruelmente tratados em toda a guerra. No final da Segunda Guerra Mundial, apenas 56 prisioneiros de guerra chineses foram recuperados, de dezenas de milhares capturados — sim, apenas 56.
Hirohito pessoalmente ratificou e endossou a decisão de remover as restrições do direito internacional ao tratamento de prisioneiros de guerra chineses, declarada pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército Imperial em uma diretiva de 5 de agosto de 1937:
> "Na situação atual, para travar uma guerra total na China, o Império não aplicará ou agirá de acordo com todos os artigos específicos do tratado relacionados às leis e costumes da guerra terrestre e outros tratados relacionados às Leis e Regulamentos da Beligerância."
>
A mesma diretriz aconselhou os oficiais de alto escalão na China a pararem de usar o termo "prisioneiro de guerra". Traduzido em estatísticas, apenas entre 0,0112% a 0,0056% dos prisioneiros de guerra chineses sobreviveram à guerra, o que representa uma taxa de mortalidade em cativeiro de 99,9888% a 99,9944%.
No fim da guerra, Hirohito, após renunciar aos seus direitos como liderança política do Japão e mantendo-se com o cargo simbólico de imperador, teve os seus crimes de guerra perdoados. Isso ocorreu muito graças ao medo dos EUA de uma revolta popular no Japão, onde o imperador, para muitos, era considerado um Deus.
Fonte:
* Herbert P. Bix, Hirohito and the Making of Modern Japan (Nova York: HarperCollins, 2000), 359 ff.
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