terça-feira, 8 de setembro de 2026
aior Expedição Científica Portuguesa no Brasil Considerado o primeiro grande naturalista do Brasil, o baiano Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815)
A Maior Expedição Científica Portuguesa no Brasil
Considerado o primeiro grande naturalista do Brasil, o baiano Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815), iniciou os seus estudos na Bahia no Convento das Mercês que concedeu suas primeiras ordens em 1768. Em Coimbra, inscreveu-se no Curso de Leis e posteriormente no de Filosofia Natural e Matemática, bacharelando-se aos 22 anos.
Prosseguiu seus estudos na Universidade de Coimbra onde chegou a exercer a função de Preparador de História Natural. Em 1779 obteve, nesta mesma Universidade, seu título de doutor e começou a trabalhar no Real Museu D'Ajuda. Aos 22 de maio de 1780 foi admitido como membro correspondente na Real Academia das Ciências de Lisboa.
Em 1773 a Rainha, Dona Maria I, ordenou a Alexandre Rodrigues Ferreira, na qualidade de naturalista, que empreendesse uma Viagem Filosófica pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. O objetivo era conhecer melhor o centro-norte da colônia brasileira, até então praticamente inexplorado, a fim de lá implementar medidas desenvolvimentistas.
Em 1783 Rodrigues Ferreira deixou seu cargo no Museu D'Ajuda e, em setembro, partiu para o Brasil com a finalidade de descrever, recolher, aprontar e remeter para o Real Museu de Lisboa amostras de utensílios empregados pela população local, bem como de minerais, plantas, animais. Ficou também encarregado de tecer comentários filosófico e políticos sobre o que visse nos lugares por onde passasse. Esse pragmatismo será o diferencial desta expedição em relação às congêneres, mais científicas, comandadas por outros naturalistas que vieram explorar América.
Além do naturalista, era integrada pelo jardineiro botânico Agostinho do Cabo e pelos desenhistas Joaquim José Codina (1700-1790) e José Joaquim Freire (1760-1847). Com poucos recursos materiais e barcos precários, o grupo percorreu quase 40 mil quilômetros no interior da América portuguesa, coletando espécimes e registrando suas impressões.
Os seus nove anos seguintes foram dedicados a percorrer centro-norte do Brasil, iniciando pelas ilhas Marajó, Cametá, Baião, Pederneiras e Alcoçaba.
Nota histórica de contexto:
No terceiro parágrafo da publicação original do Instagram, consta o ano de 1773. Trata-se de um erro de digitação da fonte original da publicação, visto que Dona Maria I só se tornou Rainha de Portugal em 1777 e as ordens para a Viagem Filosófica foram emitidas na década de 1780 (a expedição partiu de Lisboa em 1783).
Referência da Publicação de Origem:
* Perfil do Instagram: @brasilis_regnum
* Título do post: "A Maior Expedição Científica Portuguesa no Brasil"
* Data da captura: Publicado originalmente como post de carrossel no Instagram (item 1/11).
Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* FERREIRA, Alexandre Rodrigues. Viagem Filosófica pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1971.
* DOMINGUES, Ângela. Viagens de Exploração Científica na Amazónia Portuguesa do Século XVIII: Instruções Politico-Científicas e a Sua Aplicação Prática. Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical, 1991.
* SIMÕES, Mário F. A Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira e a Coleção Etnográfica do Museu Nacional. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1983.
* MUSEU NACIONAL (UFRJ). Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira. Guia de acervo e expedições científicas do século XVIII.
* ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Memória da Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-1792). Documentos da Administração Colonial do Grão-Pará e Rio Negro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário