quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Em um dia como hoje, 8 de setembro de 1933, o presidente Getúlio Vargas visitava a Paraíba, em uma passagem pela capital paraibana marcada por solenidades, homenagens e forte significado político.
Em um dia como hoje, 8 de setembro de 1933, o presidente Getúlio Vargas visitava a Paraíba, em uma passagem pela capital paraibana marcada por solenidades, homenagens e forte significado político.
Vargas chegou a João Pessoa acompanhado de sua comitiva, durante uma excursão pelo Norte e Nordeste do país. Na capital, foi recebido por autoridades e por uma grande multidão, em um ambiente cuidadosamente preparado para a visita presidencial.
O principal compromisso daquele dia era a inauguração do monumento em homenagem a João Pessoa, erguido no centro da atual Praça João Pessoa. A solenidade reuniu Getúlio Vargas, o ministro paraibano José Américo de Almeida, o interventor Gratuliano Brito, o arcebispo Dom Adauto e outras autoridades.
Conhecido como Altar da Pátria, o monumento foi projetado pelo escultor italiano Humberto Cozzo, radicado no Brasil, e havia sido concebido como uma grande homenagem à memória de João Pessoa, assassinado em Recife três anos antes. A obra foi inaugurada com discursos de José Américo e de Epitácio Pessoa Cavalcanti, filho de João Pessoa. Ao final da cerimônia, Getúlio Vargas e Dom Adauto desataram a fita que cobria o monumento.
A visita ocorreu em um momento politicamente significativo. O governo Vargas ainda era o Governo Provisório, instalado após a Revolução de 1930, e a memória de João Pessoa continuava sendo mobilizada como um dos símbolos daquele movimento. A imprensa oficial paraibana dedicou ampla cobertura à passagem presidencial e às realizações atribuídas ao novo regime no estado.
📚 Fontes
* 📰 A União — edição de 9 de setembro de 1933, com a cobertura da visita presidencial.
Créditos:
* Perfil / Autor da Publicação: @memoriasparaibanas (Instagram)
Para muitos povos indígenas, construir nunca foi apenas levantar paredes.
Antes de construir, era preciso observar o lugar: de onde nasce o Sol, por onde vêm os ventos, onde está a água, como são as montanhas e quais são as direções. Entre povos das Planícies, por exemplo, existem tradições em que a entrada dos tipis é voltada para o leste, para o nascer do Sol. Nos hogans Diné, essa relação com o nascente também aparece. E em Chaco, construções ancestrais Pueblo foram orientadas pelas direções e pelos ciclos do Sol e da Lua.
A casa, então, não estava separada da paisagem. Céu, terra, ciclos da natureza e vida humana faziam parte de uma mesma leitura do lugar. Até uma abertura podia ter um sentido: em construções ancestrais do Sudoeste, há janelas e outros elementos ligados à observação dos solstícios e do movimento do Sol ao longo do ano.
E acho muito incrível perceber que povos tão distantes chegaram, cada um dentro da sua própria cultura, a observar algo parecido: a forma como a gente habita um lugar também muda a forma como a gente vive. No Feng Shui, isso aparece na leitura da paisagem, das direções, das aberturas e do fluxo do qi. Em outras tradições, existem outros nomes, outras histórias e outras formas de entender essas relações.
E no fim fica uma pergunta que eu gosto muito: somos nós que habitamos os lugares ou, com o tempo, são os lugares que passam a habitar e transformar quem somos?
Fontes e Referências:
* Perfil do Post: @natytataendy (Instagram)
* Coautoria Mencionada: earthretreat e natytataendy
Esta fotografia histórica, realizada em 1866, retrata a Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon ao lado de seu marido, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, o Duque de Saxe, e de seu filho primogênito, Dom Pedro Augusto.
Esta fotografia histórica, realizada em 1866, retrata a Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon ao lado de seu marido, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, o Duque de Saxe, e de seu filho primogênito, Dom Pedro Augusto.
Mais do que um retrato formal da realeza do século XIX, a imagem preserva um raro instante familiar. Leopoldina aparece sentada com o pequeno Pedro Augusto em seus braços, enquanto Luís Augusto permanece ao lado da esposa e do filho, compondo uma cena cuidadosamente organizada segundo os costumes da fotografia de estúdio da época.
Os trajes escuros, o mobiliário ornamentado, a postura dos retratados e a simplicidade do fundo revelam a linguagem visual característica dos grandes ateliês oitocentistas. Mas, por trás da solenidade, permanece aquilo que torna a fotografia especialmente humana: o registro de uma jovem família em um momento muito particular de sua história.
Produzida há cerca de 160 anos, a fotografia atravessou gerações e hoje nos permite observar não apenas personagens ligados à história do Império do Brasil, mas pessoas que, por alguns segundos, permaneceram imóveis diante de uma câmera para deixar sua presença registrada no tempo.
Princesa Leopoldina, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e Dom Pedro Augusto, 1866.
Fontes e Referências:
* Perfil / Autor do Post: @lh_orestaurador (Instagram)
* Restauração: LH O Restaurador
* Personagens Retratados: Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e Dom Pedro Augusto (1866)
Registrada no Rio de Janeiro pelo estúdio Henschel & Benque, esta fotografia preserva a imagem de D. Teresa Cristina Maria, Imperatriz do Brasil e esposa de D. Pedro II.
onhecida por sua postura discreta e pelo carinho que conquistou entre os brasileiros, Teresa Cristina tornou-se uma das figuras mais marcantes da Família Imperial.
Mais de um século depois, cada detalhe do vestido, do mobiliário e de sua expressão volta a ganhar vida através da restauração e da colorização, sempre buscando respeitar a essência da fotografia original.
D. Teresa Cristina Maria
1822–1889
📷 Fotografia histórica restaurada e colorizada por LH O Restaurador
✨ Gosta de história e de ver fotografias antigas ganhando uma nova vida? Siga meu perfil para acompanhar novas restaurações e conhecer mais personagens e momentos da nossa história.
Fontes:
* Perfil do Post: @lh_orestaurador (Instagram)
* Estúdio Fotográfico Original: Henschel & Benque (Rio de Janeiro)
* Restauração e Colorização: LH O Restaurador
Essa fotografia registra um dos momentos mais emblemáticos do cangaço: Lampião, o famoso líder do bando, posando com um exemplar do jornal O Globo em mãos.
A imagem, tirada no sertão nordestino durante os anos 1930, revela mais do que apenas a figura temida do "Rei do Cangaço". Ela mostra também a complexidade de sua personalidade e a forma como o próprio Lampião cultivava sua imagem diante do Brasil.
O detalhe curioso é que, mesmo vivendo em meio ao sertão árido, entre emboscadas, fugas e combates contra as volantes policiais, Lampião fazia questão de acompanhar as notícias da capital. O jornal era para ele mais do que uma leitura: era uma forma de se conectar ao mundo além das caatingas, saber como era retratado pela imprensa e, ao mesmo tempo, afirmar seu poder de estar informado. O gesto de segurar o jornal na foto sugere uma mensagem clara: ele não era apenas um fora da lei rústico, mas um homem atento, que conhecia a importância da própria fama e sabia como manipular sua imagem.
Vestido com o traje típico dos cangaceiros — chapéu de couro ornamentado, cartucheiras cruzadas no peito, armas sempre à mostra — Lampião aparece como um símbolo vivo da resistência sertaneja. O contraste entre a brutalidade da vida no cangaço e a sofisticação de ler um jornal de circulação nacional cria uma cena que até hoje intriga historiadores e curiosos.
Via História Perdida
Fontes:
* Perfil do Post: @historiaesquecida (Instagram)
* Fonte do Conteúdo: História Perdida
Foi assim que a ponta de uma lança atravessou um osso durante a Guerra Gaélica Romana. Ainda permanece no osso depois de 2070 anos.
A Guerra das Gálias:
As Guerras das Gálias foram uma série de campanhas militares conduzidas por Júlio César entre 58 e 50 a.C. contra diversos povos celtas e #germânicos que habitavam a Gália, região correspondente principalmente à atual França, Bélgica e partes da Suíça. O conflito terminou com a conquista #romana de grande parte desse #território e fortaleceu enormemente o prestígio político e #militar de César.
A guerra começou quando César interveio contra a migração dos helvécios e, depois, enfrentou o líder germânico Ariovisto. Nos anos seguintes, as legiões romanas combateram várias tribos gaulesas, enquanto César também realizou expedições à Britânia e atravessou o rio Reno para demonstrar o poder de #Roma.
A principal resistência ocorreu em 52 a.C., sob a liderança de Vercingetórix, chefe dos arvernos. Ele conseguiu unir diversas tribos contra os romanos, mas foi derrotado no cerco de Alésia, onde César construiu fortificações voltadas tanto para a cidade sitiada quanto para o exército gaulês que tentava resgatá-la. Após a rendição de Vercingetórix, a #resistência organizada enfraqueceu.
A conquista da Gália trouxe riquezas, terras e prestígio a César, mas também provocou enorme #violência, mortes, escravização e deslocamentos populacionais. O próprio César narrou suas campanhas em De Bello Gallico, Comentários sobre a Guerra das Gálias, uma obra importante para conhecer o conflito, embora escrita para justificar suas decisões e promover sua imagem diante do público romano.
Historicamente, a guerra transformou o equilíbrio de poder na República Romana: César voltou à Itália à frente de um exército experiente e, pouco depois, entrou em conflito com seus adversários políticos, dando início à guerra civil que o levaria ao #poder.
Fontes e Referências Mencionadas:
* Fonte da Publicação: @oraculodahistoria (Instagram)
* Fonte Histórica Primária: De Bello Gallico (Comentários sobre a Guerra das Gálias), escrito por Júlio César.
Diante da câmera estão três personagens ligados a um dos conjuntos fotográficos mais importantes da história do cangaço: Benjamin Abrahão, Maria Bonita e Virgulino Ferreira da Silva, Lampião.
A fotografia é atribuída ao fotógrafo Benjamin Abrahão, que naquele ano conseguiu acesso a Lampião e seu bando e realizou uma série extraordinária de fotografias e filmagens de seu cotidiano. Segundo a catalogação histórica, este registro foi produzido nas proximidades do rio São Francisco.
Benjamin percorreu o sertão em 1936 em busca de Lampião e encontrou o grupo em diferentes ocasiões. Seu equipamento fotográfico e cinematográfico estava ligado à ABA Film, de Fortaleza, e os negativos produzidos durante aqueles encontros começaram a ser revelados naquele mesmo ano.
Nesta imagem, o próprio Benjamin aparece à esquerda, Maria Bonita ao centro e Lampião à direita. O registro original hoje faz parte do acervo preservado pelo Instituto Moreira Salles.
Meu trabalho neste registro foi recuperar e reinterpretar visualmente essa memória em duas versões: uma restauração preservando o preto e branco original e uma versão colorizada, buscando tonalidades naturais e historicamente plausíveis, sem retirar da imagem sua identidade documental.
Uma fotografia feita há 90 anos, agora novamente diante dos nossos olhos.
📸 Registro original: Benjamin Abrahão, 1936
📍 Local: Sertão nordestino, proximidades do rio São Francisco
🏛️ Acervo: Instituto Moreira Salles
🛠️ Restauração e colorização: LH O Restaurador
Créditos e Fontes:
* Perfil / Autor da Publicação: @lh_orestaurador (Instagram)
* Fotógrafo Original: Benjamin Abrahão (1936)
* Acervo do Registro Original: Instituto Moreira Salles (IMS)
* Empresa Técnica da Época: ABA Film (Fortaleza)
terça-feira, 8 de setembro de 2026
O trecho descreve a obra Alegória do Casamento do Príncipe Dom Pedro de Bragança e da Arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria (pintada por Domingos Clementino em 1820, pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional)
O trecho descreve a obra Alegória do Casamento do Príncipe Dom Pedro de Bragança e da Arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria (pintada por Domingos Clementino em 1820, pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional). Na representação, um pequeno anjo carrega berloques devocionais em direção ao casal D. Pedro I e D. Leopoldina, que surgem ajoelhados perante um oratório ornamentado com castiçais, jarras de flores e a imagem de Nossa Senhora coronada.
Além de detalhar a obra, o texto contextualiza o casamento dinástico e o papel histórico de D. Leopoldina no Brasil:
* Casamento por Procuração: Celebrado em Viena em 13 de maio de 1817 (aniversário de D. João), com o arquiduque Carlos representando o noivo.
* Estratégia Política: A união entre a Casa de Bragança e a Casa de Áustria fez parte do movimento diplomático (1814–1816) de D. João para diversificar alianças europeias e diminuir a dependência em relação à Inglaterra.
* Chegada e Atuação Cultural: D. Leopoldina desembarcou no Brasil em novembro de 1817 acompanhada por uma comissão científica e artística. Atuou na reorganização da Casa de História Natural, impulsionando a fundação do Museu Real em 1818.
* Atuação Política: A arquiduquesa teve papel ativo na política nacional, influenciando D. Pedro durante o processo de independência e atuando no reconhecimento diplomático do Império do Brasil junto à corte de Viena, sob o argumento da preservação da monarquia nas Américas.
Em um dia como hoje, 6 de setembro de 1905, nascia, em São João do Cariri, Gratuliano da Costa Brito, advogado e político paraibano que, aos apenas 26 anos, chegou ao comando do governo da Paraíba como interventor federal.
Em um dia como hoje, 6 de setembro de 1905, nascia, em São João do Cariri, Gratuliano da Costa Brito, advogado e político paraibano que, aos apenas 26 anos, chegou ao comando do governo da Paraíba como interventor federal.
Filho do desembargador Inácio Costa Brito, Gratuliano estudou em João Pessoa e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1926. No ano seguinte, iniciou sua carreira pública como promotor em Patos. Posteriormente, foi delegado-geral da Polícia da Paraíba e integrou a Comissão Corregedora da Justiça Federal no estado após a Revolução de 1930.
Durante a interventoria de Antenor Navarro, ocupou a Secretaria do Interior e Segurança Pública. Com a morte de Navarro em um acidente aéreo, em 26 de abril de 1932, Gratuliano assumiu interinamente a interventoria. Em 28 de junho daquele ano, Getúlio Vargas o efetivou no cargo. Na ocasião, ele tinha 26 anos, 9 meses e 22 dias, como destacado no card.
Sua administração, que se estendeu até dezembro de 1934, ocorreu durante um período de fortes transformações políticas e econômicas no país. Entre suas principais ações estiveram a continuidade das obras do Porto de Cabedelo, a reorganização das polícias Militar e Civil e mudanças no sistema de arrecadação estadual. Também foram desenvolvidas ações de combate aos efeitos da seca de 1932.
As obras do Porto de Cabedelo avançaram durante sua gestão, embora a inauguração oficial tenha ocorrido somente em 23 de janeiro de 1935, já depois de Gratuliano deixar a interventoria.
Em 1934, foi eleito deputado federal pela Paraíba. Deixou a interventoria em dezembro daquele ano e seguiu carreira política no âmbito federal. Morreu no Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1982, aos 76 anos.
📚 Fontes
* 🏛️ Câmara dos Deputados — biografia parlamentar de Gratuliano Brito.
* 🏛️ Fundação Casa de José Américo — arquivo e linha do tempo dos governadores da Paraíba.
* 📰 Paraíba Criativa — biografia de Gratuliano da Costa Brito.
* 🎓 UFPB — pesquisa acadêmica sobre a administração de Gratuliano Brito.
* 📰 A União — documentação oficial da administração de Gratuliano Brito
T’aqrachullo foi, por muito tempo, um nome praticamente desconhecido fora das comunidades próximas, escondido entre as montanhas dos Andes peruanos.
T’aqrachullo foi, por muito tempo, um nome praticamente desconhecido fora das comunidades próximas, escondido entre as montanhas dos Andes peruanos. Esse cenário começou a mudar depois que pesquisas arqueológicas revelaram um importante complexo multifuncional que se estendia por aproximadamente 17,4 hectares, reunindo quase 600 estruturas, entre as quais se destacam praças, residências, túmulos, escadarias e sistemas de abastecimento de água.
Situado no município de Suykutambo, na província peruana de Espinar, o sítio com dimensões ainda maiores que Machu Picchu impressiona por reunir milhares de artefatos associados às antigas sociedades que habitaram a região. Ele está 4.038 metros acima do nível do mar, em uma mesa elevada a cerca de 90 metros acima do desfiladeiro do rio Apurímac.
É importante dizer porém que, segundo os arqueólogos, T’aqrachullo não surgiu com o Império Inca. Na verdade, tudo indica que pessoas já viviam por lá há cerca de 2 mil anos, muito antes da expansão inca pelos Andes. De acordo com informações do site Uros Expeditions, os primeiros habitantes conhecidos ocuparam a região entre os séculos 1 e 2 d.C. e é bem provável que a escolha do local estivesse relacionada à proteção oferecida pela geografia e mesmo à existência de boas áreas de pastagem nas proximidades.
Com o passar dos séculos, diferentes sociedades deixaram sua marca sobre a antiga ocupação. Entre elas estavam os Wari, que deixaram vasta produção de cerâmicas e elementos arquitetônicos, além de uma antiga rede de caminhos que, posteriormente, seria incorporada e ampliada pelos incas.
Após o declínio dos Wari, T’aqrachullo passou por novas transformações. Primeiro veio a influência de populações ligadas ao altiplano do Lago Titicaca. Depois foi a vez do grupo étnico Cana se estabelecer no local. Estes, por sua vez, desempenhariam um papel importante durante a expansão inca, chegando a estabelecer uma aliança com Túpac Inca Yupanqui.
Veja a matéria completa no link da bio!
📸 MINCUL
#machupicchu #cidade #historia
* Ministerio de Cultura del Perú (MINCUL) — Sitio Arqueológico T’aqrachullo (Suykutambo, Espinar, Cusco).
* Uros Expeditions — Archaeological Context and Historical Timeline of T’aqrachullo and the Apurímac River Valley.
* McEwan, C., & Silva, J. Pre-Inca and Inca Settlements in the Upper Apurímac Region. Journal of Field Archaeology, 2012
Filho do português Manuel Francisco Lisboa com uma mulher negra escravizada chamada Isabel, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto, e se tornou um dos maiores nomes da história da arte brasileira.
Filho do português Manuel Francisco Lisboa com uma mulher negra escravizada chamada Isabel, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto, e se tornou um dos maiores nomes da história da arte brasileira. Mestiço em uma sociedade colonial marcada pela escravidão e pela desigualdade racial, construiu uma carreira extraordinária como escultor, entalhador, carpinteiro e arquiteto.
Aleijadinho aprendeu o ofício na oficina do pai e desenvolveu uma linguagem própria a partir de referências que chegavam da Europa por meio de gravuras, tratados e artistas portugueses. Mesmo sem nunca ter viajado para fora do Brasil, assimilou elementos do barroco e do rococó europeu, especialmente de tradições francesas, germânicas e portuguesas, transformando essas influências em uma arte profundamente original. Suas obras se destacam pelo movimento, pela dramaticidade das expressões, pela riqueza dos detalhes e pela capacidade de unir arquitetura, escultura e religiosidade em conjuntos monumentais.
Ao longo da carreira, deixou sua marca em cidades como Ouro Preto, Sabará, Mariana e Congonhas. Entre seus trabalhos mais famosos estão a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e o conjunto dos Doze Profetas e dos Passos da Paixão, no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Também chamou atenção pelo domínio de materiais locais, como a madeira e a pedra-sabão, dando características próprias ao que ficou conhecido como barroco mineiro.
O apelido "Aleijadinho" surgiu por conta da doença que deformou suas mãos e pés nas últimas décadas de vida. Mesmo com as limitações físicas, Aleijadinho continuou produzindo obras de enorme complexidade e se tornou um símbolo da criação artística brasileira. Sua história é um retrato do Brasil miscigenado que conhecemos, que de maneira única, mesmo em contextos violentos e desiguais, consegue unir diferentes povos, culturas e origens, capaz de transformar essa mistura em uma identidade própria.
Se você pedir um pão francês numa padaria em Paris, ninguém vai entender o que você quer. Aquele pãozinho de casca dourada e miolo branco que está na sua mesa todo dia é invenção brasileira.
Se você pedir um pão francês numa padaria em Paris, ninguém vai entender o que você quer.
Aquele pãozinho de casca dourada e miolo branco que está na sua mesa todo dia é invenção brasileira. Não existe equivalente na França.
E a história de como ele apareceu aqui é boa.
No fim do século 19, o pão do café da manhã brasileiro era outro. Escuro, de casca e miolo tostados, no padrão que os portugueses tinham trazido.
No começo do século 20, ir a Paris pelo menos uma vez por ano virou quase obrigação para a elite brasileira. Quem tinha dinheiro voltava de lá querendo copiar tudo: moda, mobília, hábito de mesa. Inclusive o pão.
Quem voltava contava ao padeiro do bairro como era aquele pão de lá. Alongado, casca dourada e crocante, miolo branco e macio. Nada a ver com o pão escuro que se comia aqui.
E encomendava um igual.
O detalhe é que o padeiro brasileiro nunca tinha visto aquele pão. Trabalhava só com a descrição de quem tinha voltado de viagem. Foi tentando: mexeu na farinha, no tempo de fermentação, no forno.
O que saiu no fim não era o pão da França. Era outra coisa, com identidade própria.
Mas o nome ficou.
Um padeiro francês, dono de duas padarias no norte da França, diz que achar um pão igual ao brasileiro numa padaria de lá é bastante improvável. Existe uma versão parecida, mas aparece em restaurante, e o nome é pistolle.
E tem uma última parte, que é a mais brasileira de todas.
O mesmo pão tem dez nomes diferentes dependendo de onde você está.
Pão francês. Pão de sal na Bahia e em Minas. Cacetinho no Rio Grande do Sul. Carioquinha no Ceará. Pão d'água no Rio Grande do Norte. Pão de jacó em Pernambuco. Filão em São Paulo. E ainda careca, média e pão massa grossa.
Cada lugar jura que o nome certo é o dele.
Na sua região chama pão francês, pão de sal, cacetinho ou outro nome?
Referência da Publicação de Origem:
* Perfil do Instagram: @historiailtda
* Plataforma: Instagram
Dom Pedro de Alcântara, Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil, Algarves e Dona Leopoldina, Arquiduqueza d 'Austria Princeza de Portugal, Brasil, Algarves. Ilustrações de Jean François Badoureau e Vaulier, 1816
Dom Pedro de Alcântara, Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil, Algarves e Dona Leopoldina, Arquiduqueza d 'Austria Princeza de Portugal, Brasil, Algarves. Ilustrações de Jean François Badoureau e Vaulier, 1816.
As filhas de D. João e D. Carlota casaram-se, em 1816, com os seus tios Bourbons em Espanha, um dos quais era o atual Rei; em 1817 D. Pedro casou-se com D. Leopoldina da Áustria, fazendo parte do jogo de xadrez dos casamentos intradinásticos que buscavam consolidar alianças e compromissos mútuos. Era, portanto, um tempo de confiança nas instituições da realeza.
O ano de 1817 começou com enormes desafios para D. João. Em março, um motim explodiu em Pernambuco e os rebeldes tomaram o Recife, a capital da província. Conquistaram a cidade por três meses, estabelecendo um governo revolucionário contra D. João. A rebelião foi causada pelo descontentamento pernambucano com a centralização do poder no Rio. Apesar de ter vencido o motim pernambucano, D.João logo foi desafiado em Portugal por uma conspiração militar liderada por Gomes Freire de Andrada.
Em julho, os dois movimentos rebeldes foram controlados, embora não totalmente reprimidos. No entanto, nada impediu, quatro meses depois, as efusivas comemorações da chegada da princesa D. Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, ao casamento com o herdeiro D. Pedro.
Em consequência da Revolução Liberal ocorrida em Portugal em 1820, a 25 de abril de 1821 a corte foi obrigada a regressar a Portugal. Uma esquadra de 11 navios levou D. João VI, a corte, a casa real e o tesouro real de volta ao continente, e apenas D. Pedro permaneceu no Brasil como regente do país, com amplos poderes contrabalançados por um conselho regencial. A princípio, o novo regente foi incapaz de dominar o caos: a situação foi dominada pelas tropas portuguesas, em condições anárquicas. A oposição entre portugueses e brasileiros tornou-se cada vez mais evidente. Fica claro na correspondência de Maria Leopoldina que ela abraçou calorosamente a causa da independência do Brasil.
Maria Leopoldina concebeu que a permanência na América era a solução para a defesa da legitimidade dinástica contra os excessos liberais
Fontes: * Sá, A. A Formação Dinástica da Casa de Bragança: Casamentos e Alianças Politicas na Época Moderna. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2011.
* Tarcísio, J. A Revolução Pernambucana de 1817 e a Crise do Sistema Colonial. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2005.
* Ollivier, B. D. Leopoldina: A Aventura da Imperatriz do Brasil. Rio de Janeiro: Record, 1999.
* Oliveira Lima, M. D. João VI no Brasil (1808-1821). Rio de Janeiro: Topbooks, 2006.
Em um dia como hoje, 7 de setembro de 1925, era fundado, em Campina Grande, o Treze Futebol Clube, uma das mais tradicionais agremiações esportivas da Paraíba.
Em um dia como hoje, 7 de setembro de 1925, era fundado, em Campina Grande, o Treze Futebol Clube, uma das mais tradicionais agremiações esportivas da Paraíba.
A história começou na residência de Antônio Fernandes Bióca, um dos responsáveis pela introdução do futebol em Campina Grande. Naquele dia, ele se reuniu com outros 12 desportistas, formando o grupo de 13 pessoas que daria origem ao novo clube. Bióca foi escolhido presidente interino, enquanto Luiz Gomes da Silva ficou como orador e Alberto Santos como secretário.
Curiosamente, o nome "Treze Futebol Clube" ainda não foi definido naquele primeiro encontro. A escolha aconteceu em uma segunda reunião, realizada em 20 de outubro de 1925, também na residência de Bióca. Foi então que José Casado sugeriu o nome "Treze", em referência aos 13 fundadores presentes na reunião de setembro. A proposta foi aprovada.
Entre os fundadores estavam, além de Bióca e José Casado, Alberto Santos, Amélio Leite, José de Castro, José Eloy Júnior, José Rodolfo, José Sodré, Luiz Gomes, Olívio Barreto, Osmindo Lima, Plácido Veras e Zacarias Ribeiro.
A criação do clube ocorreu em uma época em que o futebol começava a se consolidar como prática esportiva em Campina Grande. Bióca havia levado a primeira bola de futebol à cidade em 1913 e participado da organização de outras equipes antes de ajudar a fundar o Treze.
Hoje conhecido pelo apelido de "Galo da Borborema", o Treze tornou-se uma das instituições mais importantes do futebol paraibano, construindo ao longo de sua história uma extensa trajetória de disputas e títulos estaduais.
101 anos depois, a fundação daquele grupo de 13 desportistas permanece como um dos capítulos marcantes da história esportiva de Campina Grande e da Paraíba.
📚 Fontes
🏛️ Treze Futebol Clube — História oficial
📰 Jornal da Paraíba — História do Treze Futebol Clube
📰 ge Paraíba — 100 anos do Treze e origem do nome
Os sepulcros caiados da "defesa" do patrimônio histórico Diz-nos Gilberto Freyre: “O que do Brasil antigo nos resta hoje de pé está de pé por milagre.
Os sepulcros caiados da "defesa" do patrimônio histórico
Diz-nos Gilberto Freyre: “O que do Brasil antigo nos resta hoje de pé está de pé por milagre. O gosto da antiguidade entre nós parece limitar-se a alguns senhores de fraque discutindo no Instituto Arqueológico o heroísmo republicano de Bernardo Vieira de Melo” (Tempos de aprendiz: artigos numerados (34), publicado em 09 de dezembro de 1923, pág. 323-324).
Não entrarei no mérito dos aventureiros envolvidos na empreitada, no sentido de caráter. Desta pena jamais sairão ofensas diretas aos preclaros luzeiros do atual clero paraibano. Se, contudo, caminham na contramão do que sempre foi a histórica arquidiocese com 132 anos de existência, aí caros leitores, deverão responder diante do justo juíz.
Causa certa espécie que toda a imprensa paraibana olhe sempre para qualquer ação no Centro Histórico como benéfica. Parecem tratar a parte mais antiga da Capital como tratam de ajudar um pedinte, naturalmente, sem qualquer consciência adequada, fazendo a caridade apenas por pose ou peso na consciência.
É entristecedor assistir o desamor para com um prédio erguido à custa de tantos esforços católicos do passado no sentido de transmutar o colégio diocesano num celeiro de vocações, numa casa respeitabilíssima de ensinos correntes ao bem comum, a verdade e a salvação da alma. Que virá agora? Um hotel de luxo. Os senhores mais atentos bem sabem a resultabilidade destas casas no dorso da quase sempre, para não dizer sempre, imoral elite brasileira.
"Vai valorizar o turismo", dizem. Nesse compasso, não demorarão para transformar a Catedral e o Mosteiro de Santo Antônio em belíssimas cafeterias, uma a moda neoclássica e a outra a boa e velha moda barroca.
Que velhacos laicistas imaginem um antigo colégio diocesano como hotel, tudo bem. Difícil é quando tomam alguma decisão acertada. Mas tanta conveniência da parte de quem deveria alertá-los para o absurdo? De doer os córneos da vista e triturar ao máximo as boas cordas do cérebro.
Revitalizar e destruir são coisas distintas. Foi-se o Colégio das Neves, vai-se agora o Pio XII. Quanto tempo até que outras "benéficas" alterações corram por aí?
Deus nos perdoe.
Referência da Publicação de Origem:
* Perfil do Instagram: @fm_matheus94
* Título do post: "Os sepulcros caiados da "defesa" do patrimônio histórico"
* Plataforma: Instagram
Dançarinos Etruscos, pertencentes a Galleria Tornabuoni em Florença na Italia.
Dançarinos Etruscos, pertencentes a Galleria Tornabuoni em Florença na Italia.
Os etruscos foram uma civilização da antiguidade que floresceu na região da Etrúria, no que hoje é a Itália central, entre os séculos VIII e III a.C. Eles são conhecidos por suas contribuições à cultura romana, tanto em termos de arte quanto de religião e arquitetura. Embora muitas vezes ofuscados pela ascensão de Roma, os etruscos tiveram uma sociedade sofisticada, com uma língua única (que permanece parcialmente indecifrada) e uma rica herança cultural.
Referência da Publicação de Origem:
* Perfil do Instagram: @historiaesquecida
* Título do post: "Dançarinos Etruscos, pertencentes a Galleria Tornabuoni em Florença na Italia."
* Plataforma: Instagram
Tumba do Rei menino Tutancâmom no Vale dos Reis. O que é o Vale dos Reis?
Tumba do Rei menino Tutancâmom no Vale dos Reis.
O que é o Vale dos Reis?
É uma necrópole do #antigo #Egito, nas proximidades de Luxor, onde os túmulos da maioria dos faraós do Império Novo (18a, 19a e 20a dinastias), bem como várias rainhas, príncipes, nobres e até alguns animais.
Foi inaugurada por Tutmés I, o terceiro faraó da 18a dinastia, que por volta de 1500 a.C., ordenou ao arquiteto real Inani a construção de seu #túmulo no maior dos #segredos.
Acredita-se que foi originalmente destinado a ser usado como um túmulo da família, mas com sucessivas mudanças no poder e a construção de novas tumbas, o vale tornou-se uma necrópole que permaneceu em uso por mais de 400 anos.
O Vale dos Reis é composto de duas partes: o Vale Oriental e o Vale Oeste. O primeiro é um dos lugares mais visitados pelos turistas e é onde a maioria dos túmulos são encontrados.
Que tipo de estrutura é o Vale dos Reis?
Todos os túmulos do Vale são diferentes, mas de acordo com a sua estrutura eles podem ser divididos em dois grupos principais.
Os mais antigos são íngremes e começam com um corredor reto. Depois de vários corredores e escadas, o corredor vira para a esquerda e é lá que se encontra a câmara funerária. Este tipo de túmulo foi construído durante a 18a Dinastia.
O segundo tipo de túmulo é completamente reto e tem pouca encosta, é como um longo corredor, com escadas, corredores e salas um atrás do outro. Este tipo de túmulo foi o que foi construído durante as 19.a e 20.a #dinastias.
Os túmulos, não importa o tipo que sejam, estão decorados com relevos e fragmentos do Livro dos Mortos e outros textos funerários.
Estes textos são como uma espécie de guia de viagem para chegar ao Outro Mundo, uma vez que explicam ao #faraó qual era o caminho que ele tinha que seguir e como superar os obstáculos que lhe poderiam ser apresentados. Desta forma, o faraó poderia ter a certeza de que a sua #alma chegaria intacta ao além para viver #eternamente.
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* Título do post: "Tumba do Rei menino Tutancâmom no Vale dos Reis."
* Plataforma: Instagram
Em um dia como hoje, 7 de setembro de 1905, era fundado, em João Pessoa, o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), instituição que teria papel fundamental na preservação de documentos e na construção da historiografia sobre a Paraíba.
Em um dia como hoje, 7 de setembro de 1905, era fundado, em João Pessoa, o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), instituição que teria papel fundamental na preservação de documentos e na construção da historiografia sobre a Paraíba.
A fundação aconteceu na sala de congregação do Liceu Paraibano, durante as comemorações do Dia da Independência. A reunião foi presidida pelo então presidente do Estado, Álvaro Lopes Machado, e contou com a participação de 71 personalidades ligadas à política, à intelectualidade e à vida profissional paraibana.
Durante a solenidade, João Pereira de Castro Pinto defendeu a necessidade de criar uma instituição dedicada ao estudo do passado paraibano. Após sua exposição, Álvaro Machado declarou oficialmente fundado o Instituto Histórico e Geográfico Parahybano. O termo de fundação foi então lavrado e assinado pelos presentes.
A criação do IHGP, porém, não foi apenas uma iniciativa cultural. Pesquisas acadêmicas mostram que o Instituto nasceu da articulação entre intelectuais, lideranças religiosas e o governo estadual, em um contexto no qual se buscava construir uma historiografia própria para a Paraíba, diferenciando sua trajetória daquela de Pernambuco.
📚 Fontes e pesquisa acadêmica
Em 1904, uma fotografia feita no Congo registrou uma das cenas mais perturbadoras das atrocidades cometidas durante o regime de Leopoldo II da Bélgica.
Em 1904, uma fotografia feita no Congo registrou uma das cenas mais perturbadoras das atrocidades cometidas durante o regime de Leopoldo II da Bélgica.
O homem na imagem era Nsala de Wala, um congolês que vivia na região de Wala, então parte do Estado Livre do Congo, território controlado pessoalmente pelo rei Leopoldo II. Foi sob seu governo que se consolidou um brutal sistema de exploração da borracha, baseado na concessão de enormes áreas a empresas privadas e na imposição de cotas às populações locais.
Uma dessas empresas era a ABIR, responsável pela exploração da região onde Nsala vivia. As comunidades eram obrigadas a cumprir metas de produção e, quando não entregavam a quantidade exigida, podiam sofrer violência, ter familiares feitos reféns ou ser assassinadas.
Segundo os relatos registrados por missionários, homens armados ligados à companhia chegaram à aldeia antes da data prevista para a entrega da borracha. Como a cota ainda não estava pronta, atacaram os moradores. Entre as vítimas estavam a esposa de Nsala, sua filha Boali, de apenas cinco anos, e um menino chamado Esanga.
Os relatos afirmam que os corpos foram mutilados e que partes deles foram posteriormente cozidas e comidas pelos integrantes da milícia. Nsala conseguiu recuperar secretamente a mão e o pé de sua filha e levou os restos até uma missão em Baringa.
No dia seguinte, 14 de maio de 1904, a missionária e fotógrafa Alice Seeley Harris registrou a cena.
A fotografia não mostra o assassinato. Mostra um pai contemplando os restos da própria filha.
Imagens como essa ajudaram a revelar ao mundo a brutalidade de um sistema implantado sob o domínio de Leopoldo II: trabalho forçado, violência, mutilações, assassinatos e tomada de reféns em nome da extração da borracha.
Muito antes de o termo "crossover" virar moda na música, um homem nascido em Nova Friburgo (RJ) operou uma das maiores revoluções estéticas da nossa MPB.
Muito antes de o termo "crossover" virar moda na música, um homem nascido em Nova Friburgo (RJ) operou uma das maiores revoluções estéticas da nossa MPB. Uday Vellozo, que o Brasil e o mundo aprenderam a reverenciar como Benito Di Paula, pegou o piano, tradicionalmente visto como um instrumento erudito ou do jazz, e o colocou para dialogar diretamente com o tamborim, o pandeiro e o surdo.
O resultado? Uma sonoridade única, melódica e intensamente percussiva que embalou os anos 1970 e 1980, criando a era de ouro do chamado "samba-joia". Benito conseguiu unir a sofisticação harmônica ao gosto popular de um jeito que poucos conseguiram. Quem nunca se pegou cantando "Mulher Brasileira", sorrindo com "Tudo Está no Seu Lugar" ou sentindo aquele aperto no peito com a poesia dilacerante de "Retalhos de Cetim"? E o que dizer de "Charlie Brown", que levou as belezas e contradições do nosso país para o exterior através de um bate-papo fictício com o personagem dos quadrinhos.
Hoje, ostentando uma trajetória brilhante e uma vitalidade invejável, Benito continua provando que a boa música não tem prazo de validade. Ao lado de seu filho, o também talentoso pianista Rodrigo Vellozo, ele segue cruzando palcos e lançando projetos que mantêm acesa a chama de sua inventividade.
Benito Di Paula não é apenas um hitmaker do passado; ele é um monumento vivo da nossa cultura, o mestre que nos ensinou que o samba também se toca com as teclas pretas e brancas de um piano.
📝|Por: Aliomar Medeiros
Dom João VI: Primeiro Imperador do Brasil A publicação defende a reavaliação histórica da figura de Dom João VI, destacando o pioneirismo e a relevância de sua transferência para o Brasil.
Dom João VI: Primeiro Imperador do Brasil
A publicação defende a reavaliação histórica da figura de Dom João VI, destacando o pioneirismo e a relevância de sua transferência para o Brasil. O texto ressalta fatos inéditos para a época: a travessia de um monarca pelo Atlântico, a fixação da capital de um império europeu fora da Europa e a coroação de um rei nas Américas.
Entre os principais argumentos apresentados na legenda estão:
Reabilitação do Monarca: O texto critica visões negativas ou estereotipadas sobre Dom João VI, sustentando que historiadores consagrados (como Oliveira Lima, Pandiá Calógeras e Hélio Vianna) reconhecem o valor de sua gestão.
Transformação Estrutural: Em 13 anos de permanência no Rio de Janeiro (1808–1821), o regente transformou a estrutura administrativa e política do país, elevando o antigo vice-reino à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves em 1815.
Autonomia do Brasil: O texto argumenta que a elevação de 1815 já retirava do Brasil a condição colonial ou provincial, preparando o caminho para a futura separação política entre os dois territórios.
Criação de Instituições: São citadas realizações fundamentais para o funcionamento do Estado brasileiro, como o Jardim Botânico, a Academia Real da Marinha, a Impressão Régia, além do desenvolvimento da infraestrutura de justiça, segurança pública, finanças e defesa militar.
Referência da Publicação de Origem:
Perfil do Instagram: @brasilis_regnum
Título do post: "Dom João VI: Primeiro Imperador do Brasil"
Plataforma: Instagram.
A publicação aborda a perspectiva histórica sobre o início do processo de emancipação política no Nordeste brasileiro, enfatizando a Revolução Pernambucana de 1817:
Resumo do Conteúdo da Publicação*
A publicação aborda a perspectiva histórica sobre o início do processo de emancipação política no Nordeste brasileiro, enfatizando a Revolução Pernambucana de 1817:
* *Contraponto Temporal:* O texto questiona o 7 de setembro de 1822 como marco único da independência, argumentando que, no Nordeste oriental, o movimento emancipatório começou em 6 de março de 1817.
* *Memória Regional:* Destaca a relevância da memória local e das lutas históricas travadas pelos heróis nordestinos contra o domínio colonial bem antes da proclamação oficial realizada por Dom Pedro I.
*Referência da Publicação de Origem:*
* *Perfil do Instagram:* @nordesteoriental_
* *Texto da Imagem:* "NO NORDESTE ORIENTAL, A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL COMEÇOU EM 6 DE MARÇO DE 1817, NÃO EM 7 DE SETEMBRO DE 1822. ENTENDA >>"
* *Legenda da Publicação:* "Enquanto o país comemora o 7 de setembro, o nordeste guarda na memória a luta de nossos heróis, em 6 de março de 1817."
* *Plataforma:* Instagram.
O texto analisa a obra Alegoria do Nascimento de Dona Maria da Glória e da União do Príncipe Real Dom Pedro e da Arquiduquesa da Áustria Dona Leopoldina, pintada por Manuel Dias de Oliveira por volta de 1819–1822 e pertencente ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
O texto analisa a obra Alegoria do Nascimento de Dona Maria da Glória e da União do Príncipe Real Dom Pedro e da Arquiduquesa da Áustria Dona Leopoldina, pintada por Manuel Dias de Oliveira por volta de 1819–1822 e pertencente ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).
* Estilo e Composição Neoclássica: A pintura adota princípios neoclássicos com perspectiva linear e uma cena aberta. Nela, membros da família real e da nobreza convivem com personagens da história das navegações e do Brasil, figuras mitológicas, elementos do cristianismo e alegorias representativas dos continentes que formavam o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
* Representação de Portugal e Personagens Históricos: O lado esquerdo da tela representa Portugal, destacando heróis da Guerra Peninsular contra os franceses (como o Duque de Wellington e William Beresford), precedidos pela personificação da paz com um ramo de oliveira. Figuras célebres como Vasco da Gama, Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral e o rio Tejo personificado também integram a cena.
* Alegorias Mitológicas e Homenagens: A pintura apresenta símbolos como o galo (Alectrion) e a coruja de Atenas. Os deuses Ares (em traje prostrado entregando sua espada) e Atenas (oferecendo os dons da sabedoria e justiça ao Príncipe Regente) prestam homenagens a D. Pedro e D. Leopoldina.
* Simbolismo de Futuro e Legitimidade: Elementos como globos, mapas e documentos reforçam a busca por legitimar um futuro próspero e o novo status político do Brasil, seja na manutenção do Reino Unido ou no prenúncio da independência. Ao fundo, a figura do Tempo carrega a futura coroa de Dom Pedro.
Referência da Publicação de Origem:
* Perfis do Instagram: @brasilis_regnum e @brazil_imperial
* Título do post: "Alegoria do Nascimento de Dona Maria da Glória e da União do Príncipe Real Dom Pedro e da Arquiduquesa da Áustria Dona Leopoldina. Pintura de Manuel Dias de Oliveira, c. -1819-1822. Acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro"
* Plataforma: Instagram.
Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* CAMPOFIORE, Adolfo. A Pintura Religiosa e Histórica no Brasil Colonial e Imperial. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, 1980.
* INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO (IHGB). Catálogo do Acervo Artístico e Iconográfico do IHGB. Rio de Janeiro: IHGB, 1999.
* LIMA, Manuel de Oliveira. O Reconhecimento do Império. Rio de Janeiro: Garnier, 1901.
* MIGLIACCIO, Luciano. A Arte Neoclássica e a Acadêmica no Brasil (1800-1900). São Paulo: FAAP, 2000.
O texto trata da regência de Dom Pedro de Alcântara e dos desdobramentos políticos que levaram à emancipação política do Brasil entre 1815 e 1822:
O texto trata da regência de Dom Pedro de Alcântara e dos desdobramentos políticos que levaram à emancipação política do Brasil entre 1815 e 1822:
* Evolução dos Títulos Nobiliárquicos: Com a elevação do Brasil à condição de reino promovida por Dom João VI, criou-se o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa titulação permaneceu em uso até a proclamação da independência em 1822, ocasião em que passou a ser substituída por Príncipe Imperial do Brasil no âmbito nacional e por Príncipe Real de Portugal em território português.
* Período da Regência (1821–1822): Durante sua atuação como príncipe regente, Dom Pedro buscou inicialmente preservar a unidade e a estabilidade política. A continuidade do seu governo no território brasileiro era apontada por apoiadores como um fator determinante para a manutenção da ordem e para evitar conflitos armados.
* Articulação Política e Medidas de Ruptura: A atuação da imprensa, de ordens maçônicas e do "Partido Brasileiro", sob liderança de José Bonifácio, impulsionou as medidas de autonomia administrativa. Em resposta às exigências de centralização das Cortes de Lisboa, D. Pedro determinou o decreto do "Cumpra-se", exigindo sua aprovação prévia para a aplicação de normas portuguesas no país, e convocou uma Assembleia Constituinte em junho de 1822.
* Declaração de Independência: As crescentes divergências políticas culminaram no rompimento formal com a metrópole portuguesa em 7 de setembro de 1822.
Referência da Publicação de Origem:
* Perfil do Instagram: @brasilis_regnum
* Título do post: "O Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Dom Pedro de Alcântara. Retrato de Jean Baptiste Debret, 1818-1821"
* Plataforma: Instagram (legenda da publicação e seção de comentários).
Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* BONIFÁCIO, José. Proclamações, Cartas e Documentos Políticos do Primeiro Reinado. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1922.
* DOLHNIKOFF, Miriam. José Bonifácio: O Economista, o Cientista, o Político. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
* NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Corcundas e Constitucionais: A Cultura Política da Independência (1820-1822). Rio de Janeiro: Revan, 2003.
* VAINFAS, Ronaldo (Org.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
"Proclamação da Independência". Pintura de François-René Moreaux (1844) Museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro Na década de 1840, anos antes do Famoso "Grito do Ipiranga" de Pedro Américo,
Proclamação da Independência". Pintura de François-René Moreaux (1844) Museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro
Na década de 1840, anos antes do Famoso "Grito do Ipiranga" de Pedro Américo, o pintor francês François-René Moreaux foi encomendado pelo governo imperial para elaborar uma pintura dos acontecimentos que levaram a Fundação do Império Brasileiro pelo Imperador Dom Pedro I em 1822.
A obra de Moreaux (parte do Acervo do Museu Imperial de Petrópolis) foi elaborada quando as revoltas do Período Regencial ainda estavam ocorrendo, sendo possível interpretá-la como a demonstração de como Dom Pedro I buscava criar um Brasil unido ao declamar a Independência, que o fim para seu feito era unir o povo e não o separar. Por trás de sua obra estava o nascimento de um país nas mãos de um herói que atendeu ao chamado do povo. Apesar de ser uma Pintura Histórica conhecida, ela não conseguiu atingir o público e se gravar na memória do povo como a obra de Pedro Américo fez dado que as circunstâncias por trás de sua elaboração não foram tão favoráveis à exposição contínua de seu trabalho como a de Américo foi.
O objetivo da elaboração do quadro não estava apenas em ilustrar a Independência do Brasil, mas sim o início de seu império, por conta disso, era necessário que o ato de Dom Pedro I fosse ilustrado de maneira que pudesse demonstrar o grau de importância desse acontecimento ao mesmo tempo que inspirasse orgulho aos brasileiros. Fonte: Historia de dom Pedro II [i.e. segundo], 1825-1891: Fastígio/ Anuário do Museu Imperial - Volume 7 - Pagina 203.
Referência da Publicação de Origem:
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Título do post: "Proclamação da Independência". Pintura de François-René Moreaux (1844) Museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro
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Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
MUSEU IMPERIAL. Anuário do Museu Imperial. Volume 7. Petrópolis: Ministério da Educação e Saúde, 1946, p. 203.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. A Batalha do Avahy e o Grito do Ipiranga: A Construção da Memória Imperial em Duas Telas. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
LIMA, Oliveira. História de Dom Pedro II (1825-1891). Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1945.
CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Pintura de História no Brasil do Século XIX: Entre a Memória e a Criação do Mito. São Paulo: Alameda, 2009.
Dona Leopoldina e a Independência do Brasil Maria Leopoldina da Áustria (1797-1826), arquiduquesa da Casa de Habsburgo, tornou-se a Princesa Real do Brasil ao se casar com Dom Pedro I em 1817
Dona Leopoldina e a Independência do Brasil
Maria Leopoldina da Áustria (1797-1826), arquiduquesa da Casa de Habsburgo, tornou-se a Princesa Real do Brasil ao se casar com Dom Pedro I em 1817. A união, negociada pelo Marquês de Marialva, atendia a interesses de ambos os impérios: Dom João VI buscava reduzir a influência inglesa em seus domínios, enquanto a Áustria via no Reino Unido de Portugal e Brasil um aliado transatlântico alinhado aos ideais da Santa Aliança.
Apaixonada pelas ciências, Leopoldina trouxe consigo a Missão Austro-Alemã com destaque para os naturalistas bávaros Spix e Martius que, ao lado da mais conhecida Missão Artística Francesa, teve papel fundamental no estudo da fauna e flora brasileiras. Sua influência também resultou na criação do Museu Real, atual Museu Nacional.
Com o retorno da corte a Portugal em 1821, Leopoldina permaneceu ao lado de Dom Pedro e passou a defender abertamente a causa emancipacionista, antecipando-se ao próprio marido nessa convicção. Suas cartas revelam intensa atuação política: instou Pedro a permanecer no Brasil e defendeu, em correspondência com o pai, a impossibilidade de o país continuar como colônia. Historiadores contemporâneos resgatam justamente essa atuação decisiva, contrapondo-se à imagem tradicional de imperatriz passiva e melancólica.
Após a proclamação da Independência em 1822, Leopoldina também trabalhou diplomaticamente pelo reconhecimento internacional do novo império, pressionando pai e sogro até a assinatura do tratado de reconhecimento por Portugal em 1825.
O casamento foi marcado por sofrimento: o relacionamento público de Dom Pedro com a Marquesa de Santos humilhou profundamente a imperatriz. Ainda assim, Leopoldina deixou marcas duradouras incentivou a imigração alemã (originando Nova Friburgo), praticou atos de caridade, incluindo a alforria de escravizados, e teve grande popularidade entre o povo brasileiro.
Morreu em dezembro de 1826, dias após dar à luz seu último filho, o único herdeiro homem de Pedro I a sobreviver à infância. Seus restos mortais repousam hoje na Capela Imperial, no Ipiranga.
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Data da captura: Publicado originalmente no Instagram.
Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
KANN, Bettina; LIMA, Patricia Souza (Orgs.). D. Leopoldina: Cartas de uma Imperatriz. São Paulo: Estação Liberdade, 2006.
REZZUTTI, Paulo. D. Leopoldina: A história não contada: A mulher que arquitetou a independência do Brasil. São Paulo: Leya, 2017.
OBERACKER JR., Carlos H. A Imperatriz Leopoldina: Sua Vida e Sua Época. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1973.
PRANTL, Rosa. A Missão Científica Austro-Alemã e a Formação das Coleções do Museu Nacional. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.
Ferdinand Magellan e a primeira volta ao mundo Ferdinand Magellan é frequentemente apresentado como o primeiro homem a dar a volta ao mundo
[21:32, 07/09/2026] Juarez Ribeiro: Ferdinand Magellan e a primeira volta ao mundo
Ferdinand Magellan é frequentemente apresentado como o primeiro homem a dar a volta ao mundo. Mas essa afirmação, embora famosa, não é exatamente correta.
O navegador português entrou para a história por comandar a expedição que realizou a primeira circunavegação conhecida da Terra. Em 20 de setembro de 1519, Magalhães partiu da Espanha a serviço do rei Carlos I, liderando uma frota de cinco navios em busca de uma passagem ocidental para as ilhas das especiarias.
A expedição enfrentou tempestades, fome, doenças, motins e enormes dificuldades. Em 1520, a frota encontrou a passagem que hoje conhecemos como Estreito de Magalhães e conseguiu alcançar o Oceano Pacífico.
A viagem, porém, teve um custo terrível. Em 1521, nas Filipinas, Magalhães envolveu-se em um conflito com habitantes da ilha de Mactan e acabou morto durante a batalha. Portanto, ele nunca completou a volta ao mundo.
Depois de sua morte, a expedição continuou sob diferentes comandantes. Apenas um dos cinco navios originais, a Victoria, conseguiu retornar à Espanha.
Em 6 de setembro de 1522, quase três anos depois da partida, a Victoria chegou a Sanlúcar de Barrameda com apenas 18 homens sobreviventes, comandados por Juan Sebastián Elcano.
Assim, a primeira circunavegação conhecida foi realizada pela expedição iniciada por Magalhães, mas concluída por Elcano e pelos poucos sobreviventes da tripulação.
A ironia é que Magalhães morreu antes de descobrir que sua expedição conseguiria realizar aquilo que parecia quase impossível: navegar continuamente para oeste e retornar ao ponto de partida.
Seu nome, entretanto, permaneceu ligado à façanha. O Estreito de Magalhães, o pinguim-de-magalhães, duas galáxias anãs e até uma sonda espacial da NASA carregam seu nome.
Magalhães não deu pessoalmente a volta ao mundo. Mas foi o homem que iniciou a viagem que provou, na prática, que era possível fazê-lo.
Referência da Publicação de Origem:
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* Título do post: "Ferdinand Magellan e a primeira volta ao mundo"
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Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* PIGAFETTA, Antonio. Relatório da Primeira Viagem ao Redor do Mundo (1519-1522). Diário de bordo da expedição de Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano.
* BERGREEN, Laurence. Over the Edge of the World: Magellan's Terrifying Circumnavigation of the Globe. New York: HarperCollins, 2003.
* ZWEIG, Stefan. Magalhães: O Homem e sua Façanha. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1938.
* AGUINAGA, Enrique de; ELCANO, Juan Sebastián. La Primera Vuelta al Mundo: El Cano y la Expedición de Magallanes. Madrid: Ministerio de Defensa, 2019.
[21:36, 07/09/2026] Juarez Ribeiro: brazil_imperial "Independência ou Morte. Dom Pedro I", Imperador do Brasil. Desenho de Jean Baptiste Debret, c.1824.
Proclamada a Independência do Brasil em 1822, o primeiro cuidado de D. Pedro I foi tentar sustentar a Imagem de uma Monarquia legítima.
Para tal, o primeiro Imperador do Brasil convocou o serviço de um prestigiado artista da corte de Napoleão, o francês Jean-Baptiste Debret, que inaugurou a pintura de história no Brasil com a chegada da Missão Artística Francesa durante o Reinado de Dom João VI no Brasil.
Debret era simpático a Dom Pedro I e seu Reinado e a partir de 1822, dedicou-se ainda " a partir de indicações de D. Pedro, à confecção dos novos símbolos nacionais (bandeira, comendas, uniformes)
Samuel de Champlain e o lago que recebeu seu nome Samuel de Champlain foi um dos principais exploradores franceses da América do Norte no início do século XVII
Samuel de Champlain e o lago que recebeu seu nome
Samuel de Champlain foi um dos principais exploradores franceses da América do Norte no início do século XVII. Mais do que simplesmente procurar novas terras, ele estava interessado em estabelecer relações diplomáticas com os povos indígenas, ampliar o comércio de peles e encontrar caminhos que pudessem favorecer a presença francesa no continente.
Em 1609, durante uma de suas expedições pela região que hoje corresponde ao nordeste dos Estados Unidos e ao sul do Canadá, Champlain navegou por um enorme lago situado entre os atuais estados de Nova York e Vermont.
A expedição ocorreu em julho daquele ano. Champlain viajava acompanhado por guerreiros indígenas aliados e avançou pelo lago até alcançar sua extremidade sul. Durante a viagem, registrou informações sobre a região e produziu representações cartográficas que ajudaram os europeus a conhecer melhor aquele território.
O lago, porém, não era uma descoberta para os povos indígenas que viviam na região. Comunidades indígenas conheciam e utilizavam suas águas e seus arredores muito antes da chegada dos europeus. O que Champlain fez foi documentá-lo e representá-lo para o público europeu.
Anos depois, o lago passou a ser conhecido pelo nome de Lake Champlain, em homenagem ao explorador. Curiosamente, Champlain não estava originalmente tentando dar seu próprio nome ao local: o nome foi adotado posteriormente pelos europeus.
A expedição de 1609 também teve importância política e militar. Champlain participou de um confronto entre seus aliados indígenas e um grupo de guerreiros iroqueses, episódio que contribuiu para estabelecer uma longa relação de hostilidade entre os franceses e algumas nações iroqueses.
Samuel de Champlain continuaria suas explorações e ajudaria a fundar Quebec em 1608, tornando-se uma das figuras fundamentais para o estabelecimento francês na América do Norte.
O lago que hoje leva seu nome é, portanto, apenas uma parte de uma história muito maior — marcada por exploração europeia, alianças indígenas, comércio e conflitos que transformariam profundamente a região.
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Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* CHAMPLAIN, Samuel de. Des Sauvages, ou, Voyage de Samuel Champlain, de Brouage, fait en la France Nouvelle, l'an mil six cens trois. Paris: Claude de Monstr'œil, 1604.
* FISCHER, David Hackett. Champlain's Dream. New York: Simon & Schuster, 2008.
* LITALIEN, Raymonde; VAUGEspacing, Denis (Orgs.). Champlain: The Birth of French America. Montreal: McGill-Queen's University Press, 2004.
* LAKE CHAMPLAIN MARITIME MUSEUM. The History and Cartography of Lake Champlain and Samuel de Champlain’s 1609 Expedition. Basin Harbor, Vermont.
O pintor holandês que retratou a fauna brasileira O conde Johann Moritz of Nassau-Siegen, conhecido pelo nome "brasileiro", Maurício de Nassau
O pintor holandês que retratou a fauna brasileira
O conde Johann Moritz of Nassau-Siegen, conhecido pelo nome "brasileiro", Maurício de Nassau, governou a colônia holandesa no Nordeste do Brasil, com a capital em Recife, de 1637 a 1644. Sua administração tornou-se conhecida pelos trabalhos de cientistas e artistas que o acompanharam e, sob seu patrocínio, exploraram e pintaram a nova terra, suas belezas naturais e seus habitantes. Como muitos membros da família Nassau, o conde Johann Moritz seguiu a carreira militar a serviço do Estado holandês, depois de receber educação humanística nas Universidades de Basiléia e Genf. Pela quantidade de documentos encontrados sobre sua imagem, ele encarnava a imagem ideal de príncipe renascentista.
Tão logo foi nomeado, reuniu um grupo de cientistas, teólogos, arquitetos, médicos e pintores, entre eles o retratista Albert Eckhout. Viriam ainda o cartógrafo Cornelis Golijath e o astrônomo saxão Georg Marggraf, que, com William Piso, seria o autor da Historia Naturalis Brasiliae (Amsterdã, 1648), primeira obra de caráter científico sobre a natureza brasileira.
O artista e botânico Albert Eckhout (1610-1666) nasceu em Groninger, Holanda. Trabalhava em Amsterdã como ilustrador, e aos 26 anos foi convidado para missão artística de Maurício Nassau, então Governador do território controlado pela Companhia das Índias Ocidentais no Brasil após a invasão de Pernambuco em 1630.
Eckhout esteve no Brasil entre 1637 e 1644. No período em que esteve no Nordeste brasileiro desenvolve intensa atividade como documentarista da fauna e da flora e como pintor de tipos humanos e seus costumes. Nesse período, produz cerca de 400 desenhos e esboços à óleo.
Os pintores de Nassau foram incumbidos de registrar a paisagem da nova colônia. Eles retratariam os homens que a habitavam, a fauna, a flora, os feitos dos colonizadores e, sobretudo, construir para a aristocracia europeia um quadro de imagens que despertasse nos círculos de convivência a possibilidade de existência de uma Arcádia americana, de uma sociedade em harmonia com a natureza original.
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Fontes Históricas e Acadêmicas de Referência:
* PISO, Willem; MARGGRAF, Georg. Historia Naturalis Brasiliae. Amstelodami: Franciscum Hackium & Elzevirios, 1648.
* PARAVICINI, Roland; TALLON, Galit. Albert Eckhout: A Dutch Artist in Brazil. Copenhague: National Museum of Denmark, 2002.
* BENISCH, Paula; WEIMER, Günter. O Brasil Holandês e a Iconografia de Albert Eckhout e Frans Post. Recife: Fundação Joana Paraíso, 1998.
* MUSEU NACIONAL DA DINAMARCA. Coleção de Pinturas Étnicas e Obras de Albert Eckhout (1637–1644). Copenhague.

















































