domingo, 30 de agosto de 2026
O Marco de Touros: O Mais Antigo Padrão Português do Brasil
O Marco de Touros: O Mais Antigo Padrão Português do Brasil
O Marco de Touros, mais conhecido pela população como "Santo Cruzeiro", é um padrão feito de pedra lioz chantado em 07 de Agosto de 1501 pelo Navegador Português Gaspar de Lemos no litoral do Rio Grande do Norte. O objeto tinha a finalidade de atestar a metrópole como descobridora e detentora daquela terra que mais tarde se chamaria Brasil.
É considerado o monumento colonial mais antigo do Brasil é o primeiro registro dos portugueses no país, fazendo parte do Patrimônio Histórico Nacional, foi tombado pelo processo número 680 em 1962 com o objetivo de perpetuar a memória dos brasileiros sobre o primeiro ponto da costa brasileira delimitado pelos portugueses.
A pedra, em forma de coluna, com 1,62 m de altura e 32,5 cm de largura, possui em uma de suas faces a Cruz da Ordem de Cristo e o Escudo do Reino Português esculpidos em relevo. O monumento, hoje exposto fica no forte dos Reis Magos, em Natal
Na “História do Rio Grande do Norte”, de Luís de Câmara Cascudo, lê-se o seguinte: “No sábado, 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral largou de Porto Seguro para as Índias e a nau dos mantimentos seguiu, voltando para Portugal, com o encargo de enunciar ao Rei o encontro da terra de Santa Cruz.
O comandante desta nau era Gaspar de Lemos. [...] D. Manuel recebendo a notícia do encontro da terra do Brasil, assim chamado pela abundância e excelência dessa madeira, mandou uma expedição à região que Cabral tomar posse para a Coroa. Comandou essa armada, de três caravelas, Gaspar de Lemos e nela viajou o florentino Américo Vespúcio, depois Piloto-Mór de Castela. [...] Gaspar de Lemos largou de Lisboa em maio e voltou em setembro de 1501. Esta é a armada que chega ao Cabo de S. Roque (segundo o maior cômputo de probabilidades) e chantou o marco, ainda existente, na chamada Praia dos Marcos.
Partindo, Gaspar de Lemos deixou um sinal de sua passagem como testemunha da posse del-rei de Portugal. Chantou um marco de pedra lioz, o mármore de Lisboa, tendo no primeiro terço a Cruz de Cristo em relevo, e abaixo as armas do Rei de Portugal, cinco escudetes em cruz com cinco.
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