sexta-feira, 14 de agosto de 2026

PARAÍBA E SUAS HISTÓRIAS. 10 de agosto e a Casa da Pólvora Sérgio Botelho

PARAÍBA E SUAS HISTÓRIAS. 10 de agosto e a Casa da Pólvora Sérgio Botelho – O dia 10 de agosto de 1704 tem particular significado para a memória da cidade. Foi nesta data que uma Carta Régia ordenou a construção da Casa da Pólvora e dos Armamentos, na então cidade da Parahyba. Segundo documento específico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a construção, localizada na Ladeira São Francisco, representou a terceira providência desse tipo construída na cidade. “Além de ser local de armazenagem de armas e munições, servia também de ponto de observação para o Porto do Capim”, diz o documento do órgão patrimonial brasileiro, citando pesquisa do fotógrafo e historiador Walfredo Rodriguez. Devido à escassez de recursos, a construção da Casa da Pólvora foi iniciada ao tempo do capitão-mor governador Fernando de Barros e Vasconcelos, e somente concluída em 1710, na administração do capitão-mor João da Maia de Gama, de acordo com o Iphan. Ainda segundo o referido instituto, a construção, de perfil seiscentista, é toda em blocos de pedra, com argamassa de barro e cal, com uma única porta e duas frestas, provavelmente para o arejamento da munição. Acima da porta foi colocada a coroa portuguesa e, logo abaixo, uma lápide que registra a data de conclusão do edifício, já no reinado de D. João V, em Portugal. O início fora autorizado pela rainha Catarina de Bragança. O prédio foi tombado em 24 de maio de 1938, pouco depois da criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão que antecedeu o IPHAN, sendo inscrita tanto no Livro do Tombo Histórico quanto no Livro de Belas Artes. A Casa da Pólvora é hoje ligada à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), órgão da prefeitura da capital, e abriga iniciativas de arte experimental e criativa, segundo dizem seus dirigentes. Em prédio próximo se encontra o arquivo fotográfico Walfredo Rodriguez. (Foto: Casa da Pólvora) *Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

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