quarta-feira, 15 de abril de 2026

A Guerra de Canudos

A Guerra de Canudos (1896-1897) foi um dos conflitos mais sangrentos do Brasil, ocorrido no sertão da Bahia. O embate colocou frente a frente a recém-proclamada República e uma comunidade de milhares de sertanejos liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Conselheiro fundou o arraial de Belo Monte, um refúgio para ex-escravizados e camponeses que fugiam da miséria e do poder opressor dos coronéis. A comunidade cresceu rápido, vivendo de forma coletiva, o que incomodou as elites agrárias (que perderam mão de obra) e a Igreja. O governo, por sua vez, via o movimento como uma ameaça monarquista à nova ordem republicana. A tensão escalou após uma disputa comercial por uma carga de madeira. O exército enviou quatro expedições militares sucessivas, mas foram repelidos pelas táticas de guerrilha e o conhecimento da caatinga. O exército, humilhado e querendo restaurar a ordem militar da época, enviou uma última investida: o exército usou fogo bruto e artilharia pesada, resultando no extermínio quase total da população. Canudos foi destruído até o último homem. O conflito foi imortalizado por Euclides da Cunha em "Os Sertões", retratando-o como um símbolo trágico da desigualdade social e o abismo entre o Brasil litorâneo e o interior esquecido. Aluno: Manoel Gouveia de Sousa Júnior 3°A

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