quarta-feira, 26 de junho de 2019

No dia 26 de junho de 1968, ocorre a "Passeata dos Cem Mil", manifestação popular de protesto contra a Ditadura Militar no Brasil.

A passeata foi organizada pelo movimento estudantil, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a participação de artistas, intelectuais e outros setores da sociedade brasileira.
Prisões e arbitrariedade eram marcas da ação do governo militar, relativamente às crescentes manifestações de protesto dos estudantes contra a ditadura que se instalara no país, em 1964. A repressão policial atingiu seu apogeu no final de março de 1968, com a invasão do restaurante universitário "Calabouço", onde os estudantes protestavam contra a elevação do preço das refeições. Durante a invasão, o comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo, matou o secundarista Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, com um tiro à queima roupa no peito. Este fato acabou reconhecido como um dos motivos da mobilização dos estudantes e outros setores civis.
Na imagem, Vladimir Palmeira, o líder do movimento civil, discursando durante a Passeata dos Cem Mil, em 1968.

Serra Branca Rainha do Cariri .


Em 26 de junho de 1968 acontece a PASSEATA DOS CEM MIL, um grande protesto contra a ditadura militar no Rio de Janeiro, motivado pelo assassinato de um estudante secundarista.


terça-feira, 25 de junho de 2019

São João de 1986 Parque do Povo.


A Revolução Cubana, ocorrida em 1959, foi um movimento guerrilheiro que derrubou o governo ditatorial de Fulgêncio Batista.

A Revolução implantou em Cuba o regime socialista e vinculou a ilha caribenha política e economicamente à União Soviética.
Contexto Histórico
A Independência de Cuba, foi obtida através de uma guerra entre Estados Unidos e Espanha. Em 1898, com a derrota espanhola, os Estados Unidos passam a exercer uma influência considerável na ilha.
Para consolidá-la, o Senado americano aprova o projeto do senador Oliver Platt e obriga os cubanos a incorporarem à sua Constituição a "Emenda Platt". Esta dava aos americanos o direito de intervir no país em caso de instabilidade política.
Assim, houve o início à tutela político-econômica e militar norte-americana sobre Cuba. Esta incluía, em 1903, a concessão de um território de 117 km2 em Guantánamo, no sul da ilha. Posteriormente, seria construída uma base naval e uma prisão na região.
Na década de 1950, a economia cubana baseava-se quase exclusivamente na produção de açúcar e 35% da fabricação eram controlados por capitais norte-americanos.
Estes também exerciam influência sobres as terras, o turismo, os cassinos e as indústrias leves. Cerca de 80% das importações de Cuba provinham dos Estados Unidos.
Causas
Em 1952, o presidente Fulgêncio Batista (1901-1973), um ex-sargento que havia governado a ilha anteriormente, assumiu o poder através de um golpe de Estado. Apoiado pelos norte-americanos, Batista instalou um regime corrupto e violentoEm julho de 1953, sob a liderança do advogado Fidel Castro, os setores democráticos, se uniram contra a influência dos Estados Unidos e do governo de Fulgêncio Batista.
Com o intuito de derrotá-los, lançaram-se em um ataque suicida contra o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba.
Vencida a ação revolucionária, Fidel Castro foi para a prisão, de onde sairia dois anos depois e se exilou no México.Do México, Fidel Castro, organizou um grupo de guerrilheiros, com o apoio de revolucionários como Ernesto “Che” Guevara, Camilo Cienfuegos e do seu irmão Raul e muitos voluntários.
Em 1956, desembarcaram em Cuba a bordo do iate Granma. Depois do primeiro combate, com as tropas do governo, os sobreviventes se embrenharam nas selvas de Sierra Mestra. Ali o grupo cresceu rapidamente, com o apoio dos camponeses.
As ideias de Fidel Castro, até então, eram as de um democrata nacionalista de formação liberal. Somente mais tarde abraçaria o marxismo.
Em 1958, percebendo que a ditadura de Fulgêncio Batista estava para ruir, os Estados Unidos suspenderam seu apoio militar ao governo cubano. Eles preferiam manipular a liderança da revolução que estava crescendo.
No dia 1º de janeiro de 1959, após sucessivas vitórias militares e a ocupação de várias cidades e povoados, Guevara e Camilo Cienfuegos (1932-1959) entram em Havana.
Fulgêncio Batista foge de avião para a República Dominicana. Fidel chega à capital, no dia 8 de janeiro, sendo recebido com grande manifestação popular.
Num discurso proferido em 16 abril de 1961, Fidel Castro anuncia ao mundo que Cuba passava a ser um país socialista.
No dia seguinte, a ilha é invadida pelo sul, mais precisamente na Baía dos Porcos, por exilados cubanos que haviam sido treinados pela CIA.
A ação tinha todo o apoio do recém-empossado presidente americano John F. Kennedy (1917-1963), mas não contava com o apoio direto do Exército americano.
Derrotados pelos cubanos, a maioria dos invasores se rendeu e seria presa e executada. Contudo, Castro fechou um acordo com empresas americanas e em troca de investimentos, parte deles pôde voltar aos Estados Unidos.
Desta maneira, os Estados Unidos respondem com o embargo econômico em 1960 proibindo o comércio do seu país com Cuba.
Além disso, certas medidas foram tomadas ao longo dos anos 60 como:
Em 1961, os Estados Unidos rompe relações diplomáticas com Cuba;Em 1962, em plena Guerra Fria, Cuba é expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a acusação de disseminar a subversão pelo continente;Em 1965, Fidel Castro funda o Partido Comunista Cubano (PCC);Isolada, Cuba passa a receber ajuda financeira da URSS.
A Revolução Cubana, e sua virada ao socialismo, incendiou o mundo na década de 60. Com o sucesso da revolução, a esquerda latino-americana passou a acreditar que seria possível chegar ao poder.
Para os Estados Unidos, a ilha seria uma fonte de problemas e o mais grave seria a Crise dos Mísseis, em 1962. A fim de evitar que o exemplo revolucionário se propagasse, os Estados Unidos vão apoiar uma série de golpes militares no continente para preservar sua influência na América Latina.
Por sua parte, Che Guevara reorganiza o sistema econômico da ilha e, posteriormente, pedirá a Fidel Castro que o deixe continuar a espalhar os ideais revolucionários pelo mundo. Assim, Che Guevara se dirige a Bolívia onde é assassinado em 1967.
Posteriormente, Cuba ajudaria países africanos como Angola, Cabo Verde, Guiné, Guiné-Bissau, Etiópia, Congo, Argélia e Benin a fazer a independência de suas metrópoles.
FONTE https://www.google.com/…/www.todamate…/revolucao-cubana/amp/

RA (Re)

Como uma das culturas agrícolas mais antigas e mais bem sucedidas da Terra, os antigos egípcios deram ao seu deus sol, Ré, a supremacia, reconhecendo a importância da luz do sol na produção de alimentos.
Ao amanhecer, Ré era visto como uma criança recém-nascida saindo do céu ou de uma vaca celeste, recebendo o nome de Khepri. Por volta do meio-dia Ré era contemplado como um pássaro voando ou barco navegando. No pôr-do-sol, Ré era visto como um homem velho descendo para a terra dos mortos, sendo conhecido como Atum. Durante a noite, Ré, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte. Em sua jornada ele tinha que lutar ou escapar de Apep, a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo. Parte da veneração a Ré envolvia a criação de magias para auxiliá-lo ou protegê-lo em sua luta noturna com Apep, ajudando-o a garantir a volta do Sol.
Devido à sua popularidade, o deus seria associado a outros deuses, como Hórus, Sobek (Sobek-Ré), Amon (Amon-Ré) e Khnum (Khnum-Ré).
Tinha como esposa a deusa Ret (cujo nome é a versão feminina do nome Ré) ou Rettaui ("Ret das Duas Terras", ou seja, do Alto Egipto e do Baixo Egipto). Em outras versões surgem como suas esposas as deusas Iusaas e Ueret-Hekau. Os deuses Hathor, Osíris, Ísis, Set, Hórus e Maet eram por vezes apresentados como filhos de Ré.
Rá ou Ré é a principal divindade da mitologia egípcia. A forma onomástica mais correcta em língua portuguesa é Ré. Rá foi usado durante muito tempo por influência de obras historiográficas em língua inglesa, onde a transliteração do nome do deus é Ra; porém, nas transliterações para português, Rá é apenas admissível enquanto elemento inicial ou medial de um nome egípcio, mas nunca em forma final ou isolada - daí Ramsés («nascido de Ré»), mas por exemplo, Setepenré (o nesu-biti do faraó Ramsés II, significando «o escolhido de Ré», onde surge vocalizado como Ré e não Rá).
O seu principal centro de culto era a cidade de Iunu, no Norte do País (depois chamada Iunu-Ré, em sua honra), à qual os Gregos deram mais tarde ainda o nome de Heliópolis ("cidade do sol"), e que a Bíblia chama de On.
A representação habitual de Rá era na forma de um homem com cabeça de falcão encimada pelo disco solar e pelo uraeus (serpente sagrada que cuspia fogo, destruindo desta forma os inimigos do deus), segurando nas mãos o ankh e o ceptro uase.
Quando o deus realizava a sua viagem nocturna ao mundo subterrâneo era representado como um homem mumificado com cabeça de carneiro (Efu Rá, "o sagrado carneiro do Oeste"). Poderia ainda figurar como uma criança real cuja cabeça emerge de um lótus.
Rá tinha como emblema o obelisco que era considerado como um raio do sol petrificado. Na sua forma animal poderia encarnar como falcão, leão, gato, como touro Mnévis (o ba de Rá) ou no pássaro Benu.
Rá foi adorado desde os tempos mais remotos da história do Antigo Egipto, encontrando-se associado desde cedo à realeza. Segundo alguns relatos, Ré teria vivido em Heliópolis e teria governado o Egipto antes do nascimento das dinastias históricas, sendo os faraós seus descendentes. O nome do primeiro rei da II dinastia, Raneb ("Ré é o senhor"), foi a primeira alusão registada ao deus num nome real.
No período da IV dinastia a referência ao deus entra na titulatura dos faraós através do nome de "filho de Rá" (Sa Rá), que Khafré emprega pela primeira vez.
Na V dinastia os reis dedicam-se a Rá estruturas ao ar livre cujo ponto mais importante era um obelisco e que são conhecidas como templos solares.
Nos textos das pirâmides, Rá e Hórus são claramente distintos (por exemplo, Hórus remove para o sul do céu o trono de Rá)6 , mas em dinastias posteriores Rá foi fundido com o deus Hórus, formando Re-Horakhty ("Rá, que é o Hórus dos Dois Horizontes"), e acreditava-se que era soberano de todas as partes do mundo criado (o céu, a terra e o mundo inferior.)4 É associado com o falcão ou o gavião. No Império Novo o deus Amon se tornou proeminente, após fundir-se com Rá e formar Amon-Rá.Segundo um dos vários mitos criados em torno de Rá e que foi conservado em papiros do tempo da XIX dinastia, a deusa Ísis lançou um feitiço a Rá, que provocou-lhe uma doença. Sob promessas de cura, Rá foi forçado a revelar o seu nome secreto a Ísis, assim oferecendo-lhe acesso a uma parte de seus poderes mágicos.
Segundo uma das versões do mito, todas as formas de vida teriam sido criadas por Rá, que as chamou à existência pronunciando seus nomes secretos. De acordo com outra das versões, os seres humanos teriam sido criados a partir das lágrimas e do suor de Rá, motivo pelo qual os egípcios se chamavam de "Gado de Rá"

11 FATOS SOBRE O REINADO DE DOM PEDRO ll

1- A Monarquia brasileira era Constitucional, não absolutista. Portanto, ninguém estava acima da Lei Maior, inclusive o Imperador. Havia 4 poderes : Executivo (exercido pelo Primeiro Ministro e seu conselho), Legislativo (Câmara e Senado), Judiciário e Moderador (poder pessoal do Imperador).
2- A família Imperial era brasileira, não portuguesa. Dom Pedro ll nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de dezembro de 1825.
3- O Brasil era a única Monarquia da América.
4- O povo brasileiro conseguiu criar um governante quase perfeito, nosso Imperador Dom Pedro ll. Fluente em mais de 10 idiomas, entre eles, hebraico, grego e tupi, o magnânimo era um grande intelectual.
Além disso, sustentou centenas de alunos durante seu longo reinado, inclusive a primeira médica brasileira, Maria Augusta Generoso Estrela. Todos os sábados o Imperador ajudava financeiramente os pobres de São Cristóvão, sem contar que recebeu o mesmo salário por 49 anos e morreu pobre.
5 - Em média, 80 % dos Ministros eram bacharéis em Direito e possuíam vasta experiência na administração de províncias e municípios.
6 - O Reinado de Dom Pedro ll é considerado o período de maior estabilidade política de nossa história. Foram 49 anos de eleições ininterruptas, rotatividade de partidos e liberdade de imprensa.
7 - A Constituição Imperial vigorou mais que as 6 constituições republicanas.
8 - O Parlamento era constituído de 170 Parlamentares, ou seja, 120 deputados e 50 senadores.
9 - Havia um órgão consultivo chamado Conselho de Estado, constituído de brasileiros com mais 40 anos de idade e que fossem pessoas de conhecimento e virtude. O Imperador não tomava uma decisão sequer sem antes consultar os Conselheiros de Estado.
10 - O reinado de Dom Pedro ll é considerado o período menos corrupto de nossa história. Quanto aos escândalos de corrupção, de acordo com o historiador Marco Antônio Villa, sobra dedos em uma mão para contá-los.
11- A família imperial não tinha escravos. Dom Pedro ll libertou todos os escravos da côrte após ser coroado Imperador, em julho de 1841, aos 15 anos de idade. Se dependesse do Imperador, a escravidão seria abolida na década de 60 do século de XIX, como está bem registrado em suas cartas à Condessa de Barral, ao Visconde do Rio Branco e alguns estrangeiros. Entretanto, de acordo com o historiador José Murilo de Carvalho, a Câmara dos deputados era formada em sua maioria de fazendeiros proprietários de escravos - o que dificultou e atrasou a libertação dos escravos. Na década de 60, por exemplo, quando Sua Majestade sugeriu a abolição, o Visconde do Rio Branco respondeu que nenhum partido almejava a libertação dos escravos.
Por fim, a princesa Isabel aboliu a escravidão em 1888. No ano seguinte, em 1889, a Monarquia caiu através de um golpe militar, com apoio dos fazendeiros proprietários de escravos, insatisfeitos com os atos da princesa Isabel. A família imperial foi expulsa do Brasil às 3 horas da madrugada, pois os golpistas tinham medo de uma revolta popular.
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FONTES
A democracia coroada, do historiador João Camilo de Oliveira Torres.
As barbas do Imperador, da historiadora Lilian Schwarcz.
Trilogia História de Dom Pedro ll, do historiador Heitor Lyra.
Dom Pedro ll, ser ou não ser, do historiador José Murilo de Carvalho.
O imperador cidadão, do historiador Roderick.J. Barman
História concisa do Brasil, do historiador Boris Fausto.