sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Uma equipe de arqueólogos da Griffith University encontrou evidências de que o consumo de substâncias psicoativas pode ser muito mais antigo do que se imaginava. Liderada pelo professor Adam Brumm, do Centro Australiano de Pesquisa sobre a Evolução Humana (ARCHE), a pesquisa identificou sinais do uso da noz de betel há até 25 mil anos, durante o Pleistoceno.
O estudo foi realizado em parceria com pesquisadores da Universidade Hasanuddin de Makassar e da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (BRIN), na Indonésia. Os resultados foram repercutidos pela PHYS.Org, e indicam que algumas comunidades da ilha de Sulawesi já utilizavam a noz de betel como droga muito antes das origens neolíticas ou da Idade do Bronze, anteriormente relacionadas a cerca de 3.500 anos atrás.
A pesquisa, publicada na Science Advances, analisou restos esqueléticos extremamente raros de dois antigos caçadores-coletores humanos. Um deles viveu entre 25 mil e 16 mil anos atrás, enquanto o outro data de 7.600 a 6.300 anos atrás.
Os pesquisadores identificaram nos dentes dos indivíduos um padrão incomum de desgaste, formado por sulcos profundos e arredondados. A equipe estabeleceu esse desgaste como um novo marcador bioarqueológico associado ao hábito de chupar nozes de betel inteiras.
Veja a matéria completa no link da bio!
1. Publicação da Rede Social (Post do Instagram):
AVENTURAS NA HISTÓRIA. Uma equipe de arqueólogos da Griffith University encontrou evidências... Instagram: @aventurasnahistoria. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2026.
2. Artigo Científico Citado no Texto (Science Advances):
BRUMM, Adam et al. Pleistocene and Holocene betel nut chewing in Wallacea. Science Advances, v. 10, 2024.

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