segunda-feira, 31 de agosto de 2026
domingo, 30 de agosto de 2026
FRANCISCO LOPES PEDE AJUDA CONTRA OS INDÍGENAS
Em um documento de 1778, vários fazendeiros do Piauí pedem auxílio à Rainha de Portugal, Maria I, na luta contra os indígenas. Segundo o documento, os indígenas estavam causando grandes prejuízos às fazendas de gado.
Um dos nomes que aparecem no pedido é o de Francisco Lopes, fazendeiro que se estabeleceu em nossa cidade.
Isso demonstra o prestígio de Francisco Lopes junto aos demais fazendeiros. Os fazendeiros solicitam ajuda e pedem tropas para guerrear contra os indígenas, a fim de conquistar aqueles que eram chamados de “gentios bárbaros”.
A guerra contra os indígenas no Piauí foi extremamente cruel, sendo considerada ainda mais violenta do que em outros estados.
Obs.: Ainda há muito o que se descobrir sobre Francisco Lopes, inclusive se ele estava vivo em 1778, se o Francisco Lopes mencionado no documento é o mesmo de Burity dos Lopes e se um de seus filhos subscreveu o documento em seu nome.
Mas, ao que tudo indica, realmente o Francisco Lopes de Burity dos Lopes é o mesmo mencionado no documento.
Fonte. Buriti dos Lopes, pré história, história e memória / Gildázio Silva e Francisco Nunes - Parnaíba, Sieart 2021
Quando o Brasil criou a primeira escola para formar professores, mulher não podia entrar.
Quando o Brasil criou a primeira escola para formar professores, mulher não podia entrar.
Era 1835, em Niterói, na então Província do Rio de Janeiro. A Escola Normal foi criada por decreto e servia para habilitar quem quisesse dar aula no ensino primário. Curso de nível secundário, o equivalente ao ensino médio de hoje.
Restrita a homens e brancos.
E foi um fracasso completo. Durou 4 anos, formou 14 alunos, e 3 deles nunca deram aula.
O motivo era simples. O salário era baixo, a profissão não tinha prestígio nenhum e quase ninguém se interessava. As escolas normais que foram abrindo pelo país iam fechando por falta de aluno.
Foi aí que abriram as portas para as mulheres.
E os pesquisadores que estudam o assunto são diretos sobre o porquê. De um lado, o magistério era a única profissão que a sociedade da época aceitava para a mulher, porque parecia uma extensão do papel doméstico que já esperavam dela. De outro, o magistério feminino resolvia a falta de mão de obra numa escola primária que os homens não queriam por causa da remuneração reduzida.
Traduzindo: a porta abriu porque homem nenhum queria o emprego.
Elas entraram assim mesmo.
Já nos anos finais do Império as mulheres eram a maioria das matrículas. Na virada para a República, as escolas normais tinham virado espaços essencialmente femininos.
Foram elas que alfabetizaram o Brasil pelos 100 anos seguintes.
A Escola Normal só deixou de existir como instituição própria em 1971, quando virou apenas uma habilitação dentro do 2º grau.
Se você tem mais de 40 anos, a mulher que te ensinou a ler quase certamente saiu de uma dessas escolas.
Você lembra o rosto dela?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#escolanormal #historiadaeducacao #mulheresnahistoria #seculoxix #vocesabia
Paço da Cidade (o primeiro registro fotográfico feito no Brasil) 🏛️📷 Rio de Janeiro-RJ
Paço da Cidade (o primeiro registro fotográfico feito no Brasil) 🏛️📷
Rio de Janeiro-RJ
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Este inestimável, raro e revolucionário registro de 1840 eterniza a fachada do histórico Paço da Cidade (atual Paço Imperial), consagrado como a primeira fotografia tirada em solo brasileiro.
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O feito histórico foi realizado pelo abade e capelão francês Louis Compte, que estava de passagem pelo Rio de Janeiro a bordo do navio-escola L’Orient carregando a inovadora invenção do daguerreótipo.
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A demonstração pública do processo fotográfico diante da corte causou um verdadeiro fascínio na época. Impressionado com a nitidez e o dinamismo daquela tecnologia revolucionária, o jovem Imperador Dom Pedro II, então com apenas 14 para 15 anos, encomendou seu próprio equipamento, tornando-se o primeiro fotógrafo nascido no Brasil e um dos maiores patronos e colecionadores das artes visuais no século 19 (XIX).
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A fotografia se trata de uma restauração digital, para ter acesso ao registro original basta passar para o lado.
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Créditos:
Guia do Estudante (Site)
Louis Compte / Acervo D. Pedro II (Registro Histórico)
Biblioteca Nacional e Arquivo da Fotografia
Alunos do Colégio Pedro II no Brasil Império 🏛️📚 Rio de Janeiro-RJ
Alunos do Colégio Pedro II no Brasil Império 🏛️📚
Rio de Janeiro-RJ
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Este monumental, raro e preciosíssimo registro de 1887 eterniza os estudantes do Colégio Pedro II, a instituição pública de ensino secundário mais prestigiada do Brasil Imperial.
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Criado para ser o padrão de excelência no país e espelhado nos famosos Liceus da França, o Pedro II oferecia um curso seriado de sete anos com forte ênfase humanista e ensino de línguas modernas como o inglês e o francês.
Suas diretrizes e livros didáticos serviam de modelo obrigatório para os exames preparatórios das Faculdades de Direito e Medicina de todo o Império.
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Durante a gestão de Dom Pedro II, a instrução pública deu saltos expressivos no país, enfrentando contradições de classe, mas abrindo caminho para reformas históricas que, no final da década de 1870, trouxeram conquistas como o acesso de escravizados às escolas públicas, a liberdade de ensino e a criação da educação infantil.
Revisitar este quadro de 1887 é uma imersão profunda na história da educação brasileira, revelando a estética, o rigor e as origens do bacharelismo que moldaram a sociedade e a política do país na virada para a República.
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A fotografia se trata de uma restauração digital, para ter acesso ao registro original basta passar para o lado.
Em 1940, quando o cangaço já estava em seu fim, Durvalina Gomes de Sá, conhecida como Durvinha, tomou uma decisão que mudaria completamente sua vida.
historiailtda Em 1940, quando o cangaço já estava em seu fim, Durvalina Gomes de Sá, conhecida como Durvinha, tomou uma decisão que mudaria completamente sua vida.
Depois da morte de Virgínio, seu primeiro companheiro no cangaço, ela passou a viver com Moreno, Antônio Ignácio da Silva, chefe de um dos subgrupos ligados a Lampião.
Com Lampião morto desde 1938 e a perseguição policial ainda presente, o casal decidiu fugir.
Na noite de 2 de fevereiro de 1940, trocaram as roupas do cangaço por vestimentas comuns, esconderam munições e o velho mosquetão e partiram. Seguiram pelas margens do rio São Francisco com nomes mudados. Quando perguntavam para onde iam, respondiam que eram romeiros a caminho de Bom Jesus da Lapa.
Durvinha carregava também uma separação dolorosa.
Em 1938, ela havia dado à luz Inácio. Como a vida errante dificultava criar a criança, o casal o deixou aos cuidados do cônego Frederico Oliveira Araújo, em Tacaratu, Pernambuco.
Depois de chegar a Minas Gerais, Moreno e Durvinha reconstruíram a vida.
Os filhos que tiveram em Minas cresceram conhecendo os pais como Jovina Maria da Conceição e José Antônio Souto.
Eles não sabiam quem os pais haviam sido.
Segundo a revista Senatus, do Senado Federal, o casal manteve o passado no cangaço em segredo por cerca de 66 anos.
Nem os próprios filhos sabiam.
Somente em 2005, já idoso e acreditando que poderia morrer, Moreno decidiu contar a verdade. Durvinha inicialmente resistiu, mas acabou concordando.
A família descobriu então que aqueles dois idosos haviam vivido no cangaço ligado a Lampião.
E ainda havia outra revelação.
Os filhos começaram a procurar Inácio, o menino deixado em Tacaratu. Ele foi localizado no Rio de Janeiro.
Em 5 de novembro de 2005, Inácio reencontrou os pais e conheceu os irmãos em Belo Horizonte.
Uma história escondida durante quase uma vida inteira havia finalmente voltado à tona.
Você imaginava que uma cangaceira ligada a Lampião viveu décadas em Minas sem que nem os próprios filhos soubessem?
O Manifesto do Grande Oriente do Brasil, escrito em 1831 por Gonçalves Ledo e assinado por José Bonifácio
O Manifesto do Grande Oriente do Brasil, escrito em 1831 por Gonçalves Ledo e assinado por José Bonifácio, já historiava a penetração das ideias maçônicas na "Terra de Santa Cruz". A Maçonaria tem historicamente como um de seus objetivos combater a Igreja Católica e as monarquias a ela vinculadas, propagando o ideário iluminista que chegou ao Brasil no século XVIII, especialmente entre as elites de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Seu desenvolvimento em Portugal remonta ao governo do Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho.
Condenados pela Igreja desde a Bula In Eminenti (1738), de Clemente VII, e o Breve Providus (1751), de Bento XIV, os maçons foram perseguidos pelo Santo Ofício português, sobretudo sob D. Maria I. Um relatório de 1803, do corregedor José Anastácio Lopes Cardoso, relaciona três episódios centrais: a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a atuação de Hipólito da Costa este último ligado a frei José Mariano da Conceição Veloso, primo de Tiradentes. O padre Leonardo Correa da Silva, em 1814, também associou esses movimentos à influência maçônica.
Discute-se a existência da sociedade Cavaleiros da Luz, possivelmente a primeira loja brasileira, e aponta-se a circulação de maçons desde 1760, como José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo. Figuras como o poeta Cláudio Manoel da Costa também são associadas ao meio maçônico.
Em 1796, o carmelita Manuel Arruda Câmara fundou o Areópago de Itambé, uma das primeiras lojas do país, cujas ideias inspiraram a Conspiração dos Suassunas (1801). O Seminário de Olinda, fundado pelo bispo maçom Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, formou sacerdotes que adeririam à Revolução Pernambucana de 1817, movimento liderado por Domingos José Martins e que contou com padres como José Inácio de Abreu e Lima (padre Roma), João Ribeiro, Miguelinho e José Luís Mendonça.
Na Bahia, destacaram-se as lojas Virtude e Razão (1802), fundada segundo Rodrigo José de Lima Felner, e mencionada também pelo viajante Thomas Lindley
Mercado de Escravos no Recife na Rua do Bom Jesus. Pernambuco. Pintura de Augustus Earle (1821). Museu Imperial de Petrópolis
A atual Rua do Bom Jesus era a mais importante alameda do Bairro do Recife, talvez por ser, na época, a via usada por viajantes que iam ou vinham de Olinda. Suas bases foram lançadas, após a invasão holandesa, quando em 1636, o cristão novo de origem portuguesa, Duarte Saraiva, cujo nome judeu seria David Sênior Coronel, comprou o terreno onde a rua começou a ser construída. Tornou-se a rua preferida dos israelitas que lá construíram a primeira Sinagoga das Américas e passou a ser chamada de Rua dos Judeus.
Em um curto espaço de tempo, os membros da comunidade judaica tomaram conta do comércio de escravos que, trazidos pelos barcos da Companhia da Costa da África, eram arrematados em leilões e vendidos a prazo aos senhores de engenho. Na Rua dos Judeus funcionava um mercado de escravos, Merckt opt Jodesnstraat.
Após os luso-brasileiros retomarem o controle de Pernambuco em 1654, a Rua dos Judeus teve seu nome mudado para Rua da Cruz, assim como a Porta da Terra foi rebatizada de Porta do Bom Jesus
A Rua continuou em destaque como epicentro de todo o comércio de escravos da Cidade.
Um fator importante ocorrido no Século XVIII afetou substantivamente as estatísticas do tráfico de escravos na América do Sul e no Caribe: Os empresários portugueses, sefarditas, ingleses e holandeses começaram a optar por viver nas colonias, ao invés das metrópoles comerciais, para melhor situar seus agentes e colocá-los em pontos geográficos chave.
No século e meio da primeira fase (1500-1640), cerca de 800.000 africanos embarcaram na “Passagem do Meio”. Durante o curso da segunda fase (1640-1700), 817.000 deixaram a África. Na fase final, entre 1700 e a abolição britânica em 1807, foram exportados 6.686.000. Isso significa que quatro em cada cinco africanos transportados para o Novo Mundo entre 1500 e 1807 foram embarcados na fase final do tráfico transatlântico.
O Rabino Chefe do Brasil Holandês
O Rabino Chefe do Brasil Holandês
Isaac Aboab da Fonseca (1605-1693) foi um rabino, místico cabalista e escritor sefardita.
Nasceu em Castro Daire, Portugal, como Simão da Fonseca, em família marrana (judeus forçados à conversão católica que mantinham secretamente ritos judaicos). Após a morte do pai, fugiram da Inquisição, primeiro para St. Jean de Luz, depois (1612) para Amsterdã, onde a família voltou abertamente ao judaísmo. Aos 18 anos tornou-se rabino (chacham) da comunidade Beth Israel.
Em 1642 foi nomeado rabino da Sinagoga Kahal Zur Israel, em Recife (colônia holandesa de Pernambuco) uma das primeiras sinagogas das Américas. A comunidade sefardita local, majoritariamente de cristãos-novos portugueses que apoiavam os holandeses contra Espanha e a Igreja Católica, prosperava no comércio de açúcar, tabaco e no tráfico de escravos, além de financiar a construção de Mauríciópolis sob Maurício de Nassau.
Durante a reconquista portuguesa, Aboab liderou orações e jejuns de apoio à resistência, comparando a salvação da comunidade (com a chegada da frota holandesa) ao Mar Vermelho. Escreveu o poema "Mi Kamókha", atacando duramente João Fernandes Vieira e outros insurgentes; o poema passou a ser lido ritualmente na sinagoga.
Tornou-se rabino-chefe da comunidade sefardita. Em 1656 participou da excomunhão de Spinoza; entre 1665-1666 apoiou o falso messias Sabbatai Zevi. Liderou a construção da Grande Sinagoga Portuguesa de Amsterdã (inaugurada em 1675). Foi amigo do padre Antônio Vieira. Em 1681 publicou uma tradução do Pentateuco para o espanhol, importante para ex-conversos que não liam hebraico.
Morreu em 1693, aos 88 anos, após décadas de liderança religiosa, cego nos últimos anos de vida.
O Marco de Touros: O Mais Antigo Padrão Português do Brasil
O Marco de Touros: O Mais Antigo Padrão Português do Brasil
O Marco de Touros, mais conhecido pela população como "Santo Cruzeiro", é um padrão feito de pedra lioz chantado em 07 de Agosto de 1501 pelo Navegador Português Gaspar de Lemos no litoral do Rio Grande do Norte. O objeto tinha a finalidade de atestar a metrópole como descobridora e detentora daquela terra que mais tarde se chamaria Brasil.
É considerado o monumento colonial mais antigo do Brasil é o primeiro registro dos portugueses no país, fazendo parte do Patrimônio Histórico Nacional, foi tombado pelo processo número 680 em 1962 com o objetivo de perpetuar a memória dos brasileiros sobre o primeiro ponto da costa brasileira delimitado pelos portugueses.
A pedra, em forma de coluna, com 1,62 m de altura e 32,5 cm de largura, possui em uma de suas faces a Cruz da Ordem de Cristo e o Escudo do Reino Português esculpidos em relevo. O monumento, hoje exposto fica no forte dos Reis Magos, em Natal
Na “História do Rio Grande do Norte”, de Luís de Câmara Cascudo, lê-se o seguinte: “No sábado, 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral largou de Porto Seguro para as Índias e a nau dos mantimentos seguiu, voltando para Portugal, com o encargo de enunciar ao Rei o encontro da terra de Santa Cruz.
O comandante desta nau era Gaspar de Lemos. [...] D. Manuel recebendo a notícia do encontro da terra do Brasil, assim chamado pela abundância e excelência dessa madeira, mandou uma expedição à região que Cabral tomar posse para a Coroa. Comandou essa armada, de três caravelas, Gaspar de Lemos e nela viajou o florentino Américo Vespúcio, depois Piloto-Mór de Castela. [...] Gaspar de Lemos largou de Lisboa em maio e voltou em setembro de 1501. Esta é a armada que chega ao Cabo de S. Roque (segundo o maior cômputo de probabilidades) e chantou o marco, ainda existente, na chamada Praia dos Marcos.
Partindo, Gaspar de Lemos deixou um sinal de sua passagem como testemunha da posse del-rei de Portugal. Chantou um marco de pedra lioz, o mármore de Lisboa, tendo no primeiro terço a Cruz de Cristo em relevo, e abaixo as armas do Rei de Portugal, cinco escudetes em cruz com cinco.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
O Ritual Antropofágico
Os rituais antropofágicos são importantes para os povos Tupinambá, pois são um ato de reciprocidade, honra e vingança. Eles precisam desse ciclo de vingança para manter a identidade da aldeia. Também é essencial para que um guerreiro seja reconhecido como um homem adulto, podendo, assim, casar e ter filhos. Os guerreiros inimigos, quando são capturados, aceitam sua morte como um ato honroso e acreditam que, no futuro, seus familiares irão se vingar. Quanto mais inimigos um guerreiro devorou, mais nomes e marcas no corpo ele terá.
O preparo do ritual pode ser demorado. O cativo pode ser mantido na aldeia por meses ou até anos, sendo integrado à rotina local, interagindo com os moradores e até tendo descendentes. Um dia antes da execução, começam os preparativos: eles fazem uma bebida tradicional da mandioca e se preparam para o banquete. O prisioneiro é enfeitado com plumas e, antes da execução, há uma comunicação entre o executor e a vítima, que promete que sua família irá vingá-lo.
Os povos Yanomami e Wari também fazem esse ritual, mas não por vingança, e sim como uma forma de se conectar àqueles entes queridos, devorando sua carne como uma forma de luto.
Produção textual desenvolvida pela aluna Analice Soares Meira do segundo ano D da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Senador José Guadêncio. Serra Branca PB.
O Ritual Antropofágico
Escola: E.E.E.F.M. Senador José Gaudêncio
Disciplina: História
Professor(a): Juarez Ribeiro de Araújo
Série: 2º | Turma: D | Turno: Manhã | Data: 19/08/2026
Aluno(a): Ávila Priscila Pereira de Brito
O Ritual Antropofágico
Na cultura Tupinambá, o ritual antropofágico é sinônimo de honra, e um rito de passagem para a vida adulta.
Durante muitos séculos, tribos e povos originarios praticavam a canibalismo como forma de manter viva as tradições e rituais do povo. Durante guerras e confrontos, se comia a carne dos inimigos, e quanto mais mortes e alimentação com a carne dos inimigos, maior os status.
O ritual antropofágico era um rito de passagem para a vida adulta. Aquels que consumiam a carne dos inimigos, nao só conseguiam status, casamento, descendentes e titulos, como também, vingar a pessoa que seu inimigo matou.
Os presos em cativeiro para serem sacrificados, aceitavam seu destino como algo honrrosa, pois sabiam que sua tribo os vingariam.
O preso poderiam passar meses, anos convivendo na aldeia, ter descendentes naquele local. No dia de ser sacrificado, o preso é adornado, e antes do golpe mortal, há um dialogo entre o executor, e sua vítima, para reafirmar sua honra perante a aldeia, e a tribo
Texto Corrigido (Ortografia e Gramática)
O Ritual Antropofágico
Na cultura Tupinambá, o ritual antropofágico é sinônimo de honra e um rito de passagem para a vida adulta.
Durante muitos séculos, tribos e povos originários praticavam o canibalismo como forma de manter vivas as tradições e rituais do povo. Durante guerras e confrontos, comia-se a carne dos inimigos; quanto mais mortes e consumo dessa carne, maior era o status.
O ritual antropofágico era um rito de passagem para a vida adulta. Aqueles que consumiam a carne dos inimigos não só conseguiam status, casamento, descendentes e títulos, como também vingavam a pessoa que o seu inimigo havia matado.
Os presos em cativeiro para serem sacrificados aceitavam seu destino como algo honroso, pois sabiam que sua tribo os vingaria.
O preso poderia passar meses ou anos convivendo na aldeia e ter descendentes naquele local. No dia de ser sacrificado, o preso era adornado e, antes do golpe mortal, havia um diálogo entre o executor e sua vítima para reafirmar sua honra perante a aldeia e a tribo.
Produção textual desenvolvida pela aluna Ávila Priscila Pereira de Brito segundo ano D da escola Estadual de ensino fundamental e médio Senador José Gaudêncio. Serra Branca PB.
A Batalha de Stalingrado
Essa batalha se iniciou em agosto de 1942, à fevereiro de 1943, um lado a Alemanha Nazista comandada por Adolf Hitler, e outro Exército Vermelho Soviético liderado pelo Stalin. O local é a cidade de Stalingrado na região sul da margem do rio Volga (Rússia).
Os alemães invadiram a União Soviética em 1941, avançando rapidamente a dentro dos territórios, em 1942, Hitler resolveu partir do exército alemão para na região produtora de petróleo e o domínio do vale importante Volga de transporte. Por esse motivo Stalingrado foi um alvo estratégico e simbólico.
Os combates a Stalingrado se iniciou com a força aérea alemã, deixando bombardeio a cidade destruindo grande parte mas os soviéticos não abandonaram o local então o combate foram literalmente casa por casa, rua por rua, até mesmo em edifícios destruídos, soviéticos usavam os escombros para se proteger e impediam o avanço alemão. Quando os alemães pensavam que estavam perto de conquistar stalingrado, o Exército Vermelho Soviético planejaram estratégia de cerco e contra-ataque. Conseguiram capturar os flancos que protegia os alemães, nessas forças estão as tropas da Romênia, Hungria e Itália, com menos capacidade militar do que os alemães, chegaram ao 6º Exército Alemão comandado pelo General Friedrich Paulus, e os cercaram. A situação dos soldados só pioravam com a fome, frio, doenças e falta de munições, foram centenas de soldados presos nesse cerco e Adolf proibiu a retirada, mandando permanecerem em Stalingrado que enviará suprimentos por via áerea mas a força aérea trouxeram suprimentos insuficientes. Os soviéticos eram mais resistentes como foi surgindo conseguindo manter a ofensiva. Em 31 de janeiro, o General Friedrich se rendeu mas os outros execitos resistiram mais duas apenas dias, a resistência acabou oficialmente em 2 de fevereiro de 1943.
Muitos foram afetados diretamente e indiretamente principalmente quem morava em Stalingrado, centenas de milhares soldados morreram mas isso levou a vitória soviética por cima do nazismo, tirando a fama de invencível.
Foi um dos combates mais estratégicos e sangrento da história contemporânea. União Soviética se beneficiou com esses estratégias nos anos seguintes da Guerra, Stalingrado foi símbolo após tem o nome do líder soviético Josef Stalin.
Derrota que mudou o rumo da Segunda Guerra Mundial.
produzida pela aluna Anna Beatriz Brito Duarte Machado 3D
A batalha de Stalingrado
A batalha de Stalingrado foi um conflito entre a Alemanha (Stalin) e os soviéticos (Hitler). Os dois tinham um pacto de não se atacarem, porém após um recuo da Inglaterra na guerra, Hitler quebrou o pacto e voltou a atacalos. O conflito aconteceu de 17 de julho de 1942 a 02 de fevereiro de 1943 às margens do rio Volga. Hitler queria tomar aquela cidade pela sua posição estratégica, o que ajudaria muito em combate seguintes. O conflito aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial e foi o muito sangrento e devastador. O conflito acabou com os soviéticos cercando os alemães e, os alemães ficando sem comida ou munição suficiente. Os alemães foram se rendendo pouco a pouco, mesmo com pena de morte para os desertores que se renderam. Acabando assim com diversos alemães mortos e, os soviéticos com a vitória, porém, com muitas perdas também. Esse final foi um final marcante para toda a história mundial, deixando a reflexão até hoje: Até que ponto o ser humano pode ir para conquistar o que quer? Mesmo sabendo que o destino de todos é a morte, sem exceção aos ricos, poderosos, bonitos, etc.
Produção textual proposta pelo professor Juca. Feita pelo aluno João Vitor Alberto de Oliveira Machado 3° ano D, estudante EEEFM Senador José Gaudêncio.
A Batalha de Stalingrado
A Batalha de Stalingrado foi um dos acontecimentos mais importantes da Segunda Guerra Mundial. Ela ocorreu entre 1942 e 1943, na cidade de Stalingrado, na União Soviética, e colocou em confronto as forças alemãs e soviéticas. A batalha fez parte da tentativa da Alemanha nazista de conquistar territórios estratégicos e avançar sobre a União Soviética.
Os combates foram extremamente violentos. A cidade foi praticamente destruída pelos constantes ataques e bombardeios, enquanto soldados dos dois lados enfrentavam condições muito difíceis, como frio intenso, falta de alimentos e escassez de equipamentos. Mesmo com grandes dificuldades, as tropas soviéticas conseguiram resistir e cercar o exército alemão.
Em fevereiro de 1943, as forças alemãs cercadas se renderam. A derrota representou um grande golpe para a Alemanha, pois mostrou que seu exército poderia ser derrotado e marcou uma importante mudança no rumo da guerra. Depois de Stalingrado, os soviéticos passaram a avançar cada vez mais contra as tropas alemãs.
Dessa forma, a Batalha de Stalingrado foi decisiva para a Segunda Guerra Mundial. Além de causar enormes perdas humanas e materiais, ela enfraqueceu a Alemanha e fortaleceu a União Soviética. Por isso, é considerada um dos principais pontos de virada do conflito e um dos confrontos mais marcantes da história militar.
Produção textual do aluno: Taysson Rodrigues de Oliveira do 3°D
Escola E.E.E.F.M. Senador José Gaudêncio
Serra Branca, PB
A Batalha de Stalingrado
A Batalha de Stalingrado:
A Batalha de Stalingrado foi a batalha mais sangrenta que ocorreu no período da Segunda Guerra Mundial, durando um pouco mais de 6 meses (Julho de 1942 a Novembro de 1943).
Antes da guerra, Hitler e Stalin assinaram o Acordo de Molotov-Ribbitentop, que em resumo, era um acordo de não-agressão em caso da guerra tomar parte na Europa. Isso foi considerado uma grande surpresa, principalmente aos comunistas, pois era esperado uma postura contrária ao lado Facista.
Porém, no momento que a Inglaterra resistiu às forças de Hitler, o mesmo decidiu quebrar o contrato, e seu alvo era a cidade de Stalingrado (atualmente é chamada de Volvogrado, por estar nas margens do rio Volga), no qual, na época, era o centro de tecnologia da URSS, além de ter o nome de Stalin, o que ampliava o sentimento de honra da cidade.
Isso foi um erro massivo desde o começo, mesmo com o avanço inicial do exército alemão, ocorreu um atraso das tropas, o suficiente para o exército soviético preparar suas defesas e pôr em prática o plano Urano: Uma frota massiva de homens e mísseis e equipamentos, formando uma defesa quase impenetrável. O exercício alemão, ao chegar, já foram alvo de franco-atiradoras escondidas em bueiros e de uma armada de 1 milhão de homens e 1,4 mil mísseis. Os atiradores e bombardeiros aéreos alemães destruiram a cidade, porém a defesa soviética se mantinha estável enquanto o exército alemão se esgotava. Outro erro crucial foi o mal planejamento da entrega de alimentos aos soldados por parte da Alemanha, ao tentar enviar 350 mil tolemsdas de alimentos para seu exercício via-aérea, que foi interceptado e não foi entregue.
A soma de tantos erros forçou o general alemão a se render com 200 mil homens, efetivamente quebrando o título de "imbatível" da Alemanha Nazista, dando esperança aos outros países afetados pela guerra. Assim, em 1943, a Alemanha não conseguia mais avançar em quaisquer meios, revelando que a Batalha de Stalingrado foi o estopim para uma grande bola de neve que sufocou Hitler e o encurralou em todas as direções.
- Produção Textual do aluno Maikon da Silva Firmino, Turma 3⁰D, da EEEFM Senador José Gaudêncio, entregue dia 19/8/2026
terça-feira, 25 de agosto de 2026
A batalha de Stalingrado
A batalha de Stalingrado (julho de 1942 - fevereiro de 1943) foi o mais sangrento confronto da Segunda Guerra Mundial.
Stalingrado era uma das cidades mais importantes da URSS. Ela era extremamente industrializada e responsável por grande parte da produção bélica do Exército soviético. Além disso, ficava às margens do rio Volga, estabelecendo-se como uma rota comercial e caminho para os campos de petróleo do Cáucaso.
Inicialmente, a Alemanha avançou com grande poder, milhares de homens e dezenas de tanques, porém parte do exército se envolveu em problemas, o que atrasou alguns comboios. Este atraso favoreceu o exército vermelho, que organizou a cidade de maneira estrategicamente defensiva. Logo, as investidas tornaram-se combates corpo a corpo onde cada prédio, rua e fábrica eram tomados/conquistados metro por metro, esta forma de guerrilha ficou conhecida como "guerra de ratos".
O desfecho do conflito se deu com o Plano Urano, que contava com 1 milhão de homens e incontáveis recursos bélicos. O exército vermelho cercou o território tomado pelos alemães, que já enfraquecidos com muitas baixas, falta de comida e sofrendo como o frio rigoroso, renderam-se em fevereiro de 1943.
A batalha foi crucial na virada dos Aliados em cima da Alemanha, e é um marco do poder soviético em cima do Nazista. Até hoje é honrada, tendo um memorial chamado "Estatua Mãe Pátria".
Produção textual feita pela aluna Ana Beatriz Oliveira da Silva/ 3°A da Escola de Ensino Fundamental e Médio Senador José Gaudêncio. Serra Branca/PB
Cartola
rtola já tinha sambas gravados por alguns dos maiores cantores do país quando sua vida praticamente desapareceu da história da música brasileira.
Nascido Angenor de Oliveira, perdeu a mãe ainda jovem, trabalhou em uma gráfica e como pedreiro e começou cedo a compor. Foi um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira, em 1928, e participou da escolha do nome e das cores verde e rosa da escola.
Na década de 1930, suas composições chegaram às vozes de nomes como Francisco Alves, Carmen Miranda, Mário Reis e Sílvio Caldas. O reconhecimento como compositor, porém, não significou estabilidade.
Cartola contraiu meningite, ficou gravemente debilitado e, pouco depois, perdeu Deolinda, sua companheira. Afastou-se da Mangueira e do meio musical. Vieram os problemas financeiros, o alcoolismo e anos de quase completo desaparecimento. Durante esse período, antigos conhecidos chegaram a acreditar que ele havia morrido.
Em 1956, aos 47 anos, o jornalista Sérgio Porto o reencontrou por acaso no Rio de Janeiro. Cartola vivia de trabalhos modestos: durante o dia, lavava carros; à noite, trabalhava como vigia. O encontro ajudou a aproximá-lo novamente do rádio e da música.
Anos depois, ao lado de Dona Zica, abriu o Zicartola, restaurante que se tornou ponto de encontro de sambistas históricos e de uma geração que começava a surgir — entre eles, Paulinho da Viola.
Mas uma das coisas mais extraordinárias dessa história ainda estava por acontecer.
Cartola passou décadas compondo. Viu suas músicas serem gravadas e cantadas por outros artistas. Ajudou a fundar uma das maiores escolas de samba do país. Desapareceu, foi dado como morto e voltou.
Só aos 65 anos gravou seu primeiro disco solo.
Vieram outros três em vida. “O Mundo É um Moinho”, “As Rosas Não Falam”, “Acontece”, “O Sol Nascerá” e tantas outras composições ajudaram a colocar definitivamente seu nome entre os grandes da música brasileira.
Cartola morreu em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos.
O apelido que atravessaria a história havia surgido muito antes de tudo isso, quando ainda trabalhava como pedreiro: para proteger o cabelo do cimento, usava um pequeno chapéu que os colegas acharam parecido com uma cartola.
Os primeiros relatos sobre o Brasil escritos no Japão Nishikawa Joken
*historiaesquecida* Os primeiros relatos sobre o Brasil escritos no Japão
Nishikawa Joken foi um filósofo, geógrafo e astrônomo japonês do Século XVIII. Escreveu a enciclopédia “Reflexões sobre comércio e comunicação com os civilizados e os bárbaros” baseado em relatos de jesuítas e católicos japoneses e chineses que haviam sido expulsos do Japão décadas antes. Em sua enciclopédia, Nishikawa descreve a Geografia e a História do Brasil sobre a ótica Japonesa:
“O Brasil (Burajiru) é um País quente que fica na porção leste da América do Sul. Lá existe o Maior Rio do Oceano Atlântico, o Amazonas. Anteriormente o Brasil era uma terra sem moral, consideravam matar, comer e assar pessoas, mas agora que pessoas de Portugal e outros países atlânticos vem com frequência para comercializar, eles aprenderam aos poucos a moral, e dizem que eles não comem mais pessoas.”
O relato de Joken foi uma grande melhora em relação a primeira descrição do Brasil escrita no Japão datada de 1647 no livro “Bankoku sōzu” onde a América Portuguesa é pejorativamente descrita como Terra dos Canibais:
"As pessoas deste país não fazem casas; eles limpam a terra, fazem um buraco e usam isso para suas residências. Eles comem carne humana; mas eles só comem homens, e não comem mulheres. Eles usam passaros e outros animais para fazer suas roupas".
Para Nishikawa a transformação dos índios do Brasil em civilizados não viria da conversão ao cristianismo, (que no Japão era proibido de ser mencionado em livros) mas do contato comercial com os europeus. A ideia de Moral mencionada, não é a Católica, mas a dos cinco princípios morais de Confúcio, o Amor Filial, a Obediência entre subordinado e superior, a relação entre casais, o respeito à Hierarquia, e a confiança entre amigos.
Fonte: O impacto português sobre a civilização japonesa, de Armando Janeira, 1988.
Via A Terra de Santa Cruz
Tragédia na Lagoa
memoriasparaibanas #HojeNaHistória
Em um dia como hoje, 24 de agosto de 1975, João Pessoa foi marcada por uma das maiores tragédias de sua história. Durante as comemorações da Semana do Soldado, realizadas no Parque Sólon de Lucena, uma embarcação militar usada para passeios pela Lagoa naufragou no fim da tarde.
A embarcação, uma Portada M-2, havia sido projetada para o transporte de equipamentos e veículos militares. Naquele domingo, porém, foi utilizada para levar moradores em passeios pela Lagoa. Segundo registros históricos, a embarcação estava muito acima da lotação considerada segura quando iniciou sua última viagem, por volta das 17h15.
Em poucos minutos, a estrutura começou a tomar água e afundou. O acidente provocou uma operação de resgate envolvendo militares, bombeiros, policiais e moradores que estavam nas margens da Lagoa. 35 pessoas morreram, sendo 29 crianças, segundo os registros atualmente preservados pela Justiça Federal e por instituições paraibanas.
O episódio ficou conhecido como “Tragédia da Lagoa” e teve grande repercussão em João Pessoa. Décadas depois, documentos relacionados às ações judiciais movidas por familiares das vítimas passaram a integrar o acervo histórico da Justiça Federal na Paraíba.
Em 2023, a TV Assembleia produziu o documentário Lagoa 1975 – O passeio que não terminou, reunindo depoimentos de pessoas que presenciaram o naufrágio, participaram dos resgates ou perderam familiares naquele dia.
Mais de cinco décadas depois, o episódio permanece como uma das páginas mais dolorosas da memória de João Pessoa.
📚 Referências: Justiça Federal na Paraíba; A União; Paraíba Criativa; Assembleia Legislativa da Paraíba; Câmara Municipal de João Pessoa
Antônio Conselheiro
O Brasil tem um dom perverso: transformar fé em pólvora. Basta olhar para os rastros deixados pelos movimentos messiânicos que pipocaram do fim do Império até o Estado Novo. No sertão rachado, onde a fome era lei e o Estado só chegava na forma da repressão, brotavam profetas — homens simples, de batina gasta ou pés descalços — que ousavam prometer um futuro diferente.
Foi assim em Canudos, com Antônio Conselheiro, que ergueu uma cidade inteira no coração da Bahia e pagou com o massacre de 1897. Foi assim no Contestado, nas matas do Sul, onde monges e camponeses enfrentaram o Exército e as companhias estrangeiras. Foi assim, também, no Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Ceará, onde o beato José Lourenço construiu uma comunidade autossuficiente — até ser esmagada por bombas em 1937.
E foi assim, de modo ainda mais cruel e esquecido, em Pau de Colher, sertão baiano, 1938. Ali, um beato chamado José Senhorinho arrastou sertanejos famintos com a promessa de salvação. Não durou. Em poucas horas, a polícia varreu o arraial e centenas de homens, mulheres e crianças foram abatidos.
Canudos ganhou as páginas de Euclides da Cunha. O Contestado virou matéria de manual. O Caldeirão, memória incômoda. Mas Pau de Colher? Pau de Colher foi empurrado para o esquecimento, como se nunca tivesse existido.
Todos eles, no fundo, são variações do mesmo drama: o povo pobre buscando no sagrado uma saída para a miséria. E o Estado respondendo sempre com chumbo. No sertão, cada cruz erguida já nasce com o peso da tragédia. E, ainda assim, entre pedras, secas e massacres, a esperança insiste em florescer.
Texto: Paulo Henrique Lacerda (A História Esquecida)
Lewis e Clark
historiaesquecida Lewis e Clark: a expedição que chegou ao Pacífico
Em 1803, os Estados Unidos compraram da França o enorme território da Louisiana, praticamente dobrando seu território. O presidente Thomas Jefferson então decidiu enviar uma expedição para explorar e mapear essas terras e, principalmente, descobrir se existia uma rota fluvial que ligasse o interior do continente ao Oceano Pacífico.
Em 14 de maio de 1804, Meriwether Lewis e William Clark partiram de St. Louis à frente do chamado Corps of Discovery, formado por 29 homens. Durante 28 meses, percorreriam mais de 12 mil quilômetros, atravessando rios, florestas, planícies e as perigosas Montanhas Rochosas.
A expedição também contou com a participação de Sacagawea, uma mulher shoshone que atuou como intérprete e ajudou nas relações com diferentes povos indígenas. Quando chegaram às Rochosas, os exploradores precisaram abandonar a expectativa de encontrar uma passagem aquática fácil e enfrentar a travessia por terra. Com auxílio dos shoshones, conseguiram cavalos e seguiram através das montanhas.
Do outro lado, construíram canoas e desceram pelo rio Columbia. Finalmente, em novembro de 1805, chegaram ao Oceano Pacífico, na região da atual costa do Oregon. A grande passagem fluvial que Jefferson esperava encontrar não existia, mas Lewis e Clark haviam conseguido atravessar o continente e registrar informações detalhadas sobre sua geografia, fauna, flora e habitantes.
Depois de passar o inverno no litoral, iniciaram a longa viagem de volta. Em 23 de setembro de 1806, retornaram a St. Louis. A expedição tornou-se um dos episódios mais famosos da exploração do Oeste norte-americano, embora também tenha feito parte do processo de expansão dos Estados Unidos sobre territórios já habitados por numerosos povos indígenas.
O PRIMEIRO HOMEM NO POLO SUL
O PRIMEIRO HOMEM NO POLO SUL*
Durante séculos, os extremos do planeta permaneceram como territórios quase inacessíveis. No início do século XX, porém, a conquista dos polos tornou-se uma das maiores disputas da exploração geográfica. E, em 14 de dezembro de 1911, o norueguês Roald Amundsen entrou para a história.
Amundsen originalmente preparava uma expedição ao Polo Norte. Quando as notícias de que Frederick Cook e Robert Peary alegavam ter chegado ao norte se espalharam, ele mudou secretamente seus planos e voltou sua atenção para a Antártida. Ali encontraria um concorrente formidável: o britânico Robert Falcon Scott.
A preparação norueguesa foi meticulosa. Amundsen estabeleceu sua base, Framheim, na Baía das Baleias, e organizou depósitos de alimentos ao longo da rota. Em vez de depender principalmente de pôneis e veículos motorizados, utilizou esquis e trenós puxados por cães, técnicas que conhecera e aperfeiçoara em expedições anteriores.
Em 19 de outubro de 1911, Amundsen partiu de Framheim acompanhado por Olav Bjaaland, Helmer Hanssen, Sverre Hassel e Oscar Wisting. Com quatro trenós e 52 cães, atravessaram geleiras, fendas e um território praticamente sem referências. Em 21 de novembro, alcançaram o Planalto Polar através da geleira Axel Heiberg.
Finalmente, em 14 de dezembro de 1911, os cinco chegaram ao Polo Sul geográfico. Plantaram a bandeira norueguesa e montaram um pequeno acampamento chamado Polheim, “Casa do Polo”. Para comprovar a conquista, realizaram observações e verificações de posição durante vários dias.
A viagem de ida e volta durou 99 dias e cobriu cerca de 3.000 quilômetros. Em 25 de janeiro de 1912, Amundsen e seus companheiros estavam novamente em Framheim. Eles haviam conquistado o Polo Sul — cinco semanas antes de Scott.
A Revolução chega à Bahia: A Conjuração Baiana
A Revolução chega à Bahia: A Conjuração Baiana*
"Em 1792, autoridades portuguesas descobriram um suposto plano jacobino francês para "republicanizar" a colônia americana de Portugal, num momento em que as ideias iluministas e republicanas da Revolução Francesa já preocupavam Portugal e o Brasil.
Em 1796, o comandante francês Antoine René Larcher chegou à Bahia e foi bem recebido pela elite baiana, entre a qual havia jovens radicais e entusiastas das ideias francesas. Larcher fundou, em 1797, a loja maçônica Cavaleiros da Luz, apontada como possível centro articulador da futura Conjuração Baiana embora não haja provas definitivas disso. A presença de maçons na Bahia, porém, já era registrada desde cerca de 1760.
Em 1798, temores do governador Fernando José de Portugal e Castro se confirmaram: eclodiu a Conjuração Baiana (ou Revolta dos Búzios), liderada por figuras como o maçom Cipriano Barata, mas sem o apoio francês esperado, o que levou ao fracasso do movimento. A revolta pedia independência, formação de uma república e o fim da escravidão.
Os quatro líderes identificados Luís Gonzaga dos Virgens, João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas e Manuel Faustino, todos mulatos e pobres foram presos junto com outras 36 pessoas. Um segundo grupo, de elite branca (incluindo Cipriano Barata), não foi processado. Dos julgados, 17 foram absolvidos, quatro presos, oito exilados para a África, dois escravizados vendidos, e cinco condenados à morte dos quais quatro foram enforcados publicamente em 8 de novembro de 1799.
O episódio, junto com a Inconfidência Mineira e a prisão de Hipólito da Costa, alimentou entre autoridades portuguesas a suspeita de uma conspiração maçônica mais ampla para insurreição no Brasil.
Cipriano Barata seguiu atuando politicamente nas décadas seguintes: apoiou revolucionários pernambucanos em 1817, foi deputado radical nas Cortes de Lisboa em 1821, exilou-se na Inglaterra, entrou em conflito com D. Pedro I, foi preso várias vezes e fundou o primeiro jornal republicano do Brasil, o "Sentinela da Liberdade"."
A Origem na Capoeira, a arte marcial brasileira.
A Origem na Capoeira, a arte marcial brasileira.
"Estudiosos e praticantes indagam constantemente a respeito das origens da capoeira, mas poucos conseguiram investigar sua formação para além das especulações disseminadas pelo senso comum.
A capoeira foi uma invenção do negro na África, onde existia como forma de dança ritualística. Escravos bantos levados de Angola para o Brasil trouxeram com eles um tipo característico de luta corporal. A primeira documentação detalhada do final do século XVIII revela que essas práticas estavam associadas a homens escravizados. No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação dos jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n'golo (que significa "zebra" em quimbundo).
Durante a cerimônia, os homens competiam numa luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. Com a chegada dos portugueses e a escravização dos povos africanos, esta luta terá sido introduzida no Brasil.
O N'golo ocorria durante a “Efundula” (festa da puberdade), onde os adolescentes formavam uma roda, com uma dupla ao centro desferindo coices e cabeçadas um no outro, até que um era derrubado no solo, essa luta é oriunda das observações dos negros, dos machos das zebras nas disputas das fêmeas, no período do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabeçadas e coices.
A teoria mais aceita é a de que a palavra deriva do tupi-guarani "kapu'era", que significa "mato que já foi", "mata rasa" ou "mata roçada", referindo-se às áreas de vegetação rala ou cortada onde os escravos fugidos e os indígenas se escondiam e praticavam a capoeira. O termo acabou ganhando igualmente uso pejorativo, documentado já em 1824, significando vadio, malandro ou malfeitor, características que se atribuíam aos indivíduos destros nesse tipo de luta.
Temos agora uma idéia de como nasceu a capoeira: mistura de diversas lutas, danças, rituais e instrumentos musicais vindos de várias pa*[texto cortado na imagem]*













































